17ª OFFflip OBS – Evento na Pedra da Macela

Após um rápido hiato, e com a recuperação da saúde do chefe do Parque Nacional da Serra da Bocaina (PNSB), Mário Douglas, a 17ª OFFflip OBS – O Básico da Sexta, Cultura e Biodiveridade retoma com toda força o evento de encerramento na Pedra da Macela, com Domingos Oliveira (Capitulino Pantaleone) homenageando os Mascaradinhos de Paraty, Karina Braz com o show ‘Caiçara Canoa’ e Chico Livino com o show ‘O Canto da Mata’, no dia 18 de setembro (sáb.) às 13h.


A 17ª OFFflip OBS – Cultura e Biodiveridade comemora os 361 anos do Caminho do Ouro, os 50 anos do Parque Nacional da Serra da Bocaina e os 26 anos do Flitoral, no contexto do reconhecimento pela UNESCO de ‘Paraty e Ilha Grande, Patrimônio Mundial’ colocando em foco a importância das moedas de PARATY, que promovem esse inédito reconhecimento de Sítio Misto.
O evento será transmitido ao vivo no site www.folhadolitoralcostaverde.com e no canal Flitoral-Youtube. Durante o mesmo será sorteada uma Cesta Básica com produtos locais e regionais. Não perca!

Paraty é o meu peixe

Homenageando o Arteatro e o diretor de teatro Amaral Paraty, Domingos Oliveira interpretando o Capitulino Pantalone, com os Mascaradinhos de Paraty, apresentará a música Paraty é o meu peixe, destacando as moedas de PARATY, que promovem o reconhecimento de Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial.

Caiçara Canoa

Karina Braz / “Caiçara Canoa” – Da cena onde surgiram personagens como: Julinho de Souza, João Paciência, Zé Kleber e Luís Perequê, mais do que nunca é hora da gente virar nossa atenção para as figuras femininas e o jeito delas de fazer arte. Harmonizando ao lado desses e de muitos outros mestres da nossa cultura popular, hoje se apresenta essa artista, que trilha a sua carreira sem se abater com o mal tempo e pelas dificuldades que encontra por ser o que é. Com repertório totalmente autoral ela e sua banda apresentam o show “Caiçara Canoa”, que mistura composições e poesias dos trabalhos Maré Cheia (2018), Tempo (2020) e do próximo trabalho que já está sendo pensado. O show reúne tradição, crenças e falares praianos.

A ambientação das canções conta com a biodiversidade de Paraty, somada à sonacia marítima tão comum em nosso cancioneiro nacional. O show é um resgate das nossas raízes culturais e, também das cantigas universais. A textura formal sugere o folclore, a oralidade, o lirismo, a representatividade de tipos humanos que são considerados patrimônios mundiais da UNESCO. Temos, com toda certeza, um panorama rico de trova brasileira, numa mescla de ritmos e temperos genuinamente nativos. “Caiçara Canoa” é um convite para lembrarmos o que somos e do que temos, é um despertar para o otimismo, é um pulsar das emoções mais lindas.

Canto da Mata

Chico Livino – Encerrará a OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade com o show Canto da Mata. O Projeto Canto da Mata é iniciativa e produção do arquiteto, analista ambiental, cantor e compositor Chico Livino. Tem como objetivo ampliar a mensagem da conservação, por meio das pontes de reconexão afetiva entre o ser humano e a Natureza que a Arte oferece, visando valorizar as áreas protegidas do país, de uma maneira ampla, junto à sociedade. Audiovisuais inspirados nos Parques Nacionais e outras áreas protegidas, seguem para além das fronteiras das unidades de conservação, ultrapassam os limites dos Centros de Visitantes e, através de uma linguagem lúdica, convidam e promovem o encantamento pelo nosso imenso patrimônio natural! A veiculação, por meio de apresentações nas próprias áreas protegidas, e em seus municípios de entorno, faz parte da estratégia de divulgação e envolvimento social, gerando uma atmosfera de arte e pertencimento, associando em simbiose Cultura e Biodiversidade.


Flitoral Comunicar@ções para a vida. Contribua com esta produção: faça um PIX a partir de R$ 10,00 e Concorra ao Sorteio de uma Cesta Básica – OBS. Chave do PIX 22.841.425/0001-66. Envie o comprovante do PIX para flitoral21@gmail.com

Participantes Domingos Oliveira / Capitulino Pantalone Pantaleone, Karina Braz e Chico Livino

SERVIÇO: Apresentações Musicais de encerramento da OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade DIA: 18/09 (sábado) HORA: 14h
LOCAL: www.folhadolitoralcostaverde.com e @flitoral/Youtube
EXPEDIENTE:
Publicação Editoração e Comunicação – CNPJ 13701141/0001- 83; Inscrição Municipal – 43168; Diretor – Domingos M. Oliveira; Jornalista Responsável – Carlos Dei S. Ribas – MTb/RJ 15.173; Conselho Editorial – João Bosco Gomes, Carlos Dei S. Ribas, Juçara Braga, Domingos M. Oliveira; Telefone – (24) 3371-9082 – WhatsApp (24) 99972-1228; Email: flitoral@paraty.com ; Inscreva-se no nosso Canal no Youtube: @Flitoral
** As opiniões nos artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião do jornal.

17ª OFFflip OBS – “Caiçara Canoa”



“Caiçara Canoa”

Karina Braz / “Caiçara Canoa” – Da cena onde surgiram personagens como: Julinho de Souza, João Paciência, Zé Kleber e Luís Perequê, mais do que nunca é hora da gente virar nossa atenção para as figuras femininas e o jeito delas de fazer arte. Harmonizando ao lado desses e de muitos outros mestres da nossa cultura popular, hoje se apresenta essa artista, que trilha a sua carreira sem se abater com o mal tempo e pelas dificuldades que encontra por ser o que é.

Com repertório totalmente autoral ela e sua banda apresentam o show “Caiçara Canoa”, que mistura composições e poesias dos trabalhos Maré Cheia (2018), Tempo (2020) e do próximo trabalho que já está sendo pensado. O show reúne tradição, crenças e falares praianos. A ambientalização das canções conta com a biodiversidade de Paraty, somada à semântica marítima tão comum em nosso cancioneiro nacional.

O show é um resgate das nossas raízes culturais e, também das cantigas universais. A textura formal sugere o folclore, a oralidade, o lirismo, a representatividade de tipos humanos que são considerados patrimônios mundiais da UNESCO. Temos, com toda certeza, um panorama rico de trova brasileira, numa mescla de ritmos e temperos genuinamente nativos. “Caiçara Canoa” é um convite para lembrarmos o que somos e do que temos, é um despertar para o otimismo, é um pulsar das emoções mais lindas.

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Contribua com esta produção: faça um PIX a partir de R$ 10,00 e Concorra ao Sorteio de uma Cesta Básica – OBS. Chave do PIX 22.841.425/0001-66. Envie o comprovante do PIX para flitoral21@gmail.com

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17ª OFFflip OBS – Canto da Mata

O Canto da Mata

Chico Livino -Encerrará a OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade com o show Canto da Mata. O Projeto Canto da Mata é iniciativa e produção do arquiteto, analista ambiental, cantor e compositor Chico Livino. Tem como objetivo ampliar a mensagem da conservação, por meio das pontes de reconexão afetiva entre o ser humano e a Natureza que a Arte oferece, visando valorizar as áreas protegidas do país, de uma maneira ampla, junto à sociedade.

Audiovisuais inspirados nos Parques Nacionais e outras áreas protegidas, seguem para além das fronteiras das unidades de conservação, ultrapassam os limites dos Centros de Visitantes e, através de uma linguagem lúdica, convidam e promovem o encantamento pelo nosso imenso patrimônio natural!

A veiculação, por meio de apresentações nas próprias áreas protegidas, e em seus municípios de entorno, faz parte da estratégia de divulgação e envolvimento social, gerando uma atmosfera de arte e pertencimento, associando em simbiose Cultura e Biodiversidade.

Flitoral Comunicar@ções para a vida

Contribua com esta produção: faça um PIX a partir de R$ 10,00 e Concorra ao Sorteio de uma Cesta Básica – OBS. Chave do PIX 22.841.425/0001-66. Envie o comprovante do PIX para flitoral21@gmail.com

SERVIÇO:

Canto da Mata – Chico Livino

DIA: 18/09 (sábado)

HORA: 15h

LOCAL: www.folhadolitoralcostaverde.com e @flitoral/Youtube

EXPEDIENTE:

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Consulta Pública ICMS ECOLÓGICO 2021 em Paraty

Em 2007, o Fórum DLIS Agenda 21 sobre “Cidade Sustentável e o projeto de Lei ICMS Ecológico”, realizado na Casa da Cultura, foi fundamental para ampliar as discussões sobre o projeto de Lei “ICMS Ecológico” e promover sua tramitação e aprovação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. (Folha do Litoral nº 68 Agosto 2007). Veja Matéria http://www.folhadolitoralcostaverde.com/folha%20do%20litoral%20pdf/fl%20167.pdf

14 anos depois SEAS/ INEA realiza consulta pública do ICMS Ecológico para o desenvolvimento sustentável da Costa Verde – Paraty e Ilha Grande Patrimônio da Humanidade pela cultura e biodiversidade.

Desde a sua criação, através da Lei n° 5.100 de 2007 e no seu primeiro decreto regulamentador n° 41.844 de 2009, registramos algumas mudanças nos indicadores que compõem o Índice Final de Conservação Ambiental do ICMS Ecológico do Estado do Rio de Janeiro, como por exemplo a inclusão da coleta seletiva, coleta de óleo vegetal e a inserção do Índice de Qualidade do Sistema Municipal de Meio Ambiente (IQSMMA), que trouxe para a bonificação do ICMS Ecológico os mais importantes instrumentos de gestão ambiental municipal, de forma a dar visibilidade a diversos temas centrais para uma boa administração municipal nos temas socioambientais.

A cada ano o ICMS Ecológico se torna mais estratégico para as gestões municipais, sendo considerado a principal fonte de recursos financeiros na maioria dos municípios de pequeno e médio porte. Todos os anos a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade busca por mais inovação e transparência junto a sociedade.

CONSULTA PÚBLICA ICMS ECOLÓGICO 2021

Esta consulta pública têm como objetivo principal, receber as demandas dos diferentes atores sociais (presentes nos 92 municípios do Estado do Rio de Janeiro) nos temas que compõem o Índice Final de Conservação Ambiental do ICMS Ecológico do Estado do Rio de Janeiro. Estas contribuições poderão compor o material à ser trabalhado pelo Grupo de Trabalho SEAS/ INEA, com vistas à alteração do Decreto n° 46.884/ 2019 (Definições técnicas para os critérios do ICMS Ecológico). Para que possamos alcançar nosso objetivo iremos receber as contribuições de atores chave, representantes de todos os municípios fluminenses. Estaremos oferecendo duas modalidades para o envio de contribuições para inserção e/ ou alteração da metodologia de avaliação dos indicadores do ICMS Ecológico.

COMO PARTICIPAR ?

Para participar preencha o formulário abaixo com seus dados e faça sua pergunta antecipada, acompanhe as datas e locais do evento disponíveis logo abaixo no site.

1 – Inscrição e participação em uma das 10 edições da Consulta Pública do ICMS Ecológico (Formulário 1).

2- Por questões de estrutura e protocolos da Covid 19 as inscrições presenciais serão limitadas até 3 representantes por município.

3- Envio das contribuições para a Consulta Pública do ICMS Ecológico 2021 – (Formulário 2)

Acesse: http://icmsecologicorj.com.br/consulta-publica

As contribuições poderão ser enviadas até dia 20 de Outubro de 2021

17ª OFFflip OBS – Paraty é o meu peixe

Link do vídeo https://youtu.be/k0–xiI5e-8

Por questão de força maior, relacionada à saúde do Chefe do NGI – ICMBio/Paraty / Parque Nacional da Serra da Bocaina, Mário Douglas, o evento da 17ₐ OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade, que seria realizado neste sábado (21) na Pedra da Macela, foi adiado para nova data, a ser definida, assim que o nosso amigo Mário Douglas retornar. Seguimos todos emanando energias e torcendo pela sua pronta recuperação.
Convidamos a todos, amigos e parceiros, para o encerramento da OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade sábado, às 13h, neste site, no canal Flitoral -Youtube.
Desde já agradecemos a compreensão.
Domingos Moura de Oliveira
Carlos Dei Ribas
Juçara Braga
João Bosco Gomes
Conselho Editorial Flitoral

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SERVIÇO:

Capitulino Pantaleone – Domingos Oliveira

DIA: 21/08 (sábado)

HORA: 13h

LOCAL: www.folhadolitoralcostaverde.com e @flitoral/Youtube

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17ª OFFflip OBS – Leitura de ‘Hipátia’

Monólogo inédito de Luciana Lyra, com Jussilene Santana


Hipátia (370-415 d.C) foi a última diretora da famosa biblioteca egípcia, considerada a primeira matemática registrada pela história, filósofa e astrônoma, e que foi linchada, descarnada e morta por fanáticos religiosos, movidos por questões políticas, que tocaram fogo e destruíram todo o milenar acervo. Sua morte feroz, assim como o fim da lendária biblioteca são considerados marcos do início da Idade Média. O monólogo acontece em suas últimas horas, com ela acuada nos porões da Biblioteca, antes de ser assassinada pela multidão.

Hipátia é a única mulher retratada na famosa pintura Academia de Atenas, de Rafael, no Renascimento (1509).

Jussilene Santana e Elisa Mendes trabalharam juntas como atriz/diretora em Joana d´Arc (papel título) e As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant (Karim). Luciana Lyra é reconhecida pelo trabalho que estuda o protagonismo de mulheres nas artes e na vida em sociedade em geral. Jussilene Santana é PhD e Diretora do Instituto Martim Gonçalves.

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SERVIÇO

Hipátia” – Monólogo inédito, de Luciana Lyra

Elenco: Jussilene Santana

Direção:Elisa Mendes.

Música: Angelo Castro.

Imagens: Marcelo Gadelha

Produção: Instituto Martim Gonçalves

Duração aproximada: 30 min

Dia: 20/08/2021

Hora: 20h30

LOCAL: www.folhadolitoralcostaverde.com e @flitoral/Youtube

Inscrição/contato:

e-mail – junesantana@gmail.com

Cel/whatsapp: 21.96941-6344

https://institutomartimgoncalves.com.br/ (Escola/Produtora/Acervo)

https://www.youtube.com/institutomartimgoncalves
https://www.instagram.com/institutomartimgoncalves

EXPEDIENTE:

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Encontro de Saraus OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade

Desde 2019 a OFFflip realiza o Encontro de Saraus. Inicialmente, participaram saraus do Rio de Janeiro. Nesta 17ₐ, além dos tradicionais saraus Apperj, Balcão Poético (Rio), Fio Multicultural (Rio), Polem (Rio), Ratos Di Versos (Rio) e UBE (Rio), parceiros da OFFflip e com a ideia de cada vez mais incluir outras vozes, contamos com a adesão dos saraus Atemporal (Casemiro de Abreu-RJ) e Vidas na Mira (Itacaré-BA), para um encontro poético online, informal e energético.

Saraus

APPERJ (Associação Profissional de Poetas no Estado do Rio de Janeiro) conta com cerca de 50 associados e completou, em 2021, 32 anos de resistência no campo lítero-artistico e cultural, com abrangência não apenas no Brasil, mas também no exterior, por meio de seus delegados regionais. Em razão da pandemia, a APPERJ se adaptou à nova realidade e transformou suas ações e atividades presenciais em projetos e eventos online. Atualmente, além de minipalestras e do sarau bimestral Te Encontro na APPERJ, pelo perfil na plataforma Instagram @apperj.poesia, a Associação vem publicando, nas redes sociais, “A APPERJ lê a Poesia Nacional”, sob a curadoria do poeta e diretor apperjiano Luiz Otávio Oliani; e ” Dica Literária ” e “Rota da Poesia”, ambos os projetos sob a curadoria da poeta e diretora Val Mello.

Atemporal– O Sarau Atemporal é um coletivo que tem como missão transformar Casimisiro de Abreu/RJ na Capital da Poesia e disseminar nossos artistas pelo mundo. Imbuídos no propósito do formato de Gestão compartilhada, todos são convidados a participar dando ajuda prática, sugerindo ideias e compartilhando suas expressões artísticas e projetos.

Os encontros acontecem aos sábados, de forma ininterrupta, passando de 60 edições, sempre aberto a poetas, músicos e toda forma de arte dos quatro cantos do Brasil e Exterior.

Balcão PoéticoO Sarau Balcão Poético (Coletivo CEU) tem como proposta histórica a realização de encontros periódicos da arte independente carioca, realizando e reafirmando a pluralidade de talentos nem sempre reconhecidos pela grande mídia ou pelo mercado. Nascido nos anos 1970, perdurou até o ano de 1993, no Teatro da CEU. Foi retomado em janeiro de 2017, pelo coletivo CEU, a partir do lançamento do livro a Universalidade da CEU – Histórias da Casa do Estudante Universitário (Rio), de João Bosco Gomes, Carlos Dei Ribas e Domingos Moura Oliveira.

FioMulticultural O Sarau FioMultiCultural é um dos projetos da Fio Cultural Produções, e acontece no Rio de Janeiro, esporadicamente, desde 2015, sob coordenação da poeta, produtora e jornalista Clécia Oliveira. Tem como objetivo apresentar trabalhos artísticos e também projetos de educação e comunicação em várias linguagens, formatos e mídias.

facebook.com/fiocultural – instagram.com/fiocultural

Polem– O Sarau Polem começou em junho de 2008, aos pés da Pedra do Leme, em plena orla do Rio de Janeiro. Atualmente, é produzido e apresentado pelo poeta Marcelo Mourão (seu criador) e por Andrea Boaventura (poeta, médica e cantora), com edições mensais na Lapa, no Multifoco Bistrô e online.

Ratos Di Versos– O Ratos di Versos não é um coletivo designando seres iguais, ao contrário é uma coletividade de seres Di versos. Reúnem-se na rua, transmite uma doença perigosa, e vem sempre aumentando seu bando, como Ratos. Começou e não tem hora para acabar. surgiu em 2006, 15 anos, e segue pandemia adentro: todas as quintas das 21h até o último poema. Curta nossa página no Facebook, e para sua diversão – venha de versinhos!

UBE– A União Brasileira de Escritores (UBE-RJ) é uma das mais antigas associações de escritores do Brasil. Criada em 17 de janeiro de 1958, resultado da fusão da Sociedade Paulista de Escritores com a Associação Brasileira de Escritores, teve como primeiros e principais líderes Sérgio Milliet e Mário de Andrade. São 61 anos de trabalhos em prol da literatura brasileira.

Vidas na Mira– O sarau Vidas na Mira nasceu com intuito de promover encontros de várias vertentes artísticas do Brasil e do mundo, além de apresentações, oferece oficinas formativas e bate-papos sobre temas urgentes e necessários. O sarau já tem data marcada para sua estreia, que será 18, 19 e 20 de novembro, às 19 horas. Com total enfoque para os artistas pretos, periféricos, e com espaço para a diversidade, teremos o primeiro dia com bate-papos, o segundo com oficinas, e o terceiro, com o sarauzão. Foi idealizado por Roger Ferreira, organizado por ele e Igor Luiz, com apoio de Sheila Shew e Valdeck Almeida (poetas).

Participantes

ApperjJorge Ventura (poeta, escritor, editor, ator, jornalista e publicitário. Presidente da APPERJ), Júlio Corrêa ( publicou 05 livros: Entre Romeus, Miopia social, Substantivo desvairado-sedutor, Íntimas sensações (poesias) e E-mails para Clarice (romance). Premiações literárias em destaque: finalista do Prêmio Literário Flipoços e Amare Livros/2021, com o livro Entre Romeus; vencedor do Troféu Literatura ZL Books/2020, com o livro Miopia social; 1º lugar no I Concurso de Poesias Homoafetivas do RJ e 1º lugar no 27º Festival de Poemas de Cerquilho), Luiz Otávio Oliani (cursou Letras e Direto. Professor, escritor e diretor de Comunicação Social da APPERJ. Em 2017, o Brasil no IV EPLP em Lisboa. Participa de mais de 200 livros coletivos…).

Atemporal Walmir do Carmo, de Itabuna (BA), poeta, ator, ambientalista, agitador cultural, fundador do Projeto Beleza Negra desde 1987. Adm. Empresas e pós graduado em Desenvolvimento e Gestão Ambiental pela Universidade Estadual de Santa Cruz-UESC. Mariney Klecz – Paranaense, de Apucarana. Graduada em Geografia pela UFF, pós graduada em Planejamento Ambiental pela Queen’s University of Belfast (Irlanda do Norte). Escreve poemas, trovas, contos e livros infantis Presente em antologias. Participa do Cenáculo Fluminense de História e Letras e do ELOS Clube- Niterói. Co-fundadora e coord. do CLARON – Niterói. Ramírio Nunes – começou no universo da música aos 15 anos, participou das aulas da banda filarmônica Francisco Pedro da Silva Neto, em Ouricuri-PE, com o Maestro Edvaldo França, tocando trombone de vara.

Balcão Poético Mauro Neme (Produtor e articulador cultural, poeta, fundador do (extinto) NEC – Núclo Experimental de Cultura: Programa Universidade Livre; Reggae Nec;Banda Lumiar – atual Cidade Negra; KMD5, com Marcelo Yuka – da qual nasceu O Rappa) e do projeto atual, que coordena, Esolinha di Menor Cidadão). Sol De Paula (de Niterói. Psicóloga por formação e poeta por inspiração. Membro correspondente da Academia de Letras do Basil/Suíça e do Coletivo Afeto Poético. Coautora de antologias poéticas). Edu Planchêz (Sillatian) – Poeta visceral, performer, vocalista de várias bandas de rock no Rio de Janeiro e São Paulo, como a Blake Rimbaud. Vivenciou a residência na pedagogia da CEU-Rio. Montou “Blake Rimbaud ao vivo – A Aventura Poético-Musical de Edu Planchêz”.

Fio MulticulturalClécia Oliveira (Produtora cultural/audiovisual/editorial, jornalista e revisora de textos com graduações e pós-graduações nas áreas de Letras e Comunicação), Ednize Judite (professora e terapeuta do Método Aletheia. É graduada em Letras e mestra em Educação), Gringo Carioca (graduado em Ciência da Religião, mestre em Línguas e Literaturas Neolatinas e doutor em Literatura Comparada).

Polem – Marcelo Mourão (Doutorando em literatura brasileira, escritor, organizador do Polem e da UBE). Carla Carnevale (Nutricionista,Poeta, Estudou Licenciatura em Letras -Português/Francês na instituição de ensino UERJ. Noélia Ribeiro (Escritora).

Ratos di Versos Alexandre Humberto Andrei – (www.facebook.com/poesiasemheroi, astrônomo, professor, goleiro, pai, avô, viúvo, (e)namorado, niteroiense e de outras cidades pelo mundo. Conciso. Na poesia, não), Dan Juan Nissan Cohen (poeta, divulgador literário, artista, performer e ativista cultural),Karla Sabah (cantora e poeta negra, autora do livro Rainha de Sabah,promove leitura e interpretação em lives semanais)

UBE – Eurídice Hespanhol – Poeta, Graduada em Pedagogia (2012) e em Letras – Espanhol (2009)., ambas pela Universidade Estácio de Sá pela Universidade Estácio de Sá. Trabalha com Educação, literatura e linguagens, atuando nos temas: história, gênero, feminismos, literatura e mulheres. Aluna do Programa de Mestrado em educação da FFP/UERJ- Formação e desigualdade sociais. Edir Meirelles – Escritor.Trabalha na Academia Carioca de Letras e União Brasileira de Escritores – Ube-RJ. Isabela Thiago de Mello, poeta amazonense, atriz e produtora de teatro, filha do escritor Thiago de Mello, nasceu no Chile, mas foi naturalizada brasileira na cidade de Manaus. Reside no Rio de Janeiro. Autora do documentário “Thiago de Mello, 70 anos de Amazônia” e ainda em fase inicial, do projeto: “As Antigas Civilizações Amazônicas”.

Vidas na Mira Roger Ferreira (23 anos, natural de SP, reside a cerca de 21 anos em Itacaré-BA. Graduando teologia pela UNEB. Ator, poeta e escritor; produtor cultural, oficineiro, palestrante, performer, ativista. Autor do livro Poeta de Nada, com participações nas antologias poéticas Bardos Baianos, Traficando Poesia, Poetas Pela Paz 1 e 2, Resistiremos, Café com Versos, Café com Poemas, membro do FLISBA (Festival Literário Sul-BA), Igor Luiz (estudante de Engenharia Civil (UESC), escritor, poeta, participante da construção das antologias Bardos Baianos e Primavera Literária, membro da Flisba)

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SERVIÇO:

Encontros de Saraus OFFflip OBS – Cultura e diversidade

DIA: 20/08 (sexta)

HORA: 18h

LOCAL: www.folhadolitoralcostaverde.com e @flitoral/Youtube

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17ª OFFflip OBS – As rotas e rostos da literatura contemporânea

O poeta e doutorando em literatura brasileira, escritor, poeta Marcelo Mourão irá mediar um debate sobre os novos rumos e expoentes da literatura brasileira feita na atualidade. Para tanto, contará com as presenças dos professores doutores e críticos literários Wilberth Salgueiro e Ricardo Vieira Lima.

Participantes

Marcelo Mourão Doutorando em literatura brasileira, escritor

Wilberth Salgueiro Prof. Dr. Crítico literário

Ricardo Vieira Lima Prof. Dr. Crítico literário

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SERVIÇO:

As rotas e rostos da literatura contemporânea

DIA: 20/08 (sexta)

HORA: 16h

LOCAL: www.folhadolitoralcostaverde.com e @flitoral/Youtube

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17ª OFFflip OBS – Projeto Bardos Baianos

O Projeto editorial Bardos Baianos nasce do desejo de possibilitar que poetas espalhados pela Bahia tenham a oportunidade de publicar seus poemas, contrapondo-se ao elitismo literário que tanto dificulta o surgimento de novos valores.

A Cogito Editora, com esta Coleção que publica 1.350 poetas, divididos em 27 antologias, uma para cada Território de Identidade da Bahia, 50 participantes por obra, além de realizar um mapeamento da poesia baiana jamais visto, cria as bases para a construção de um movimento literário de poetas em todo o Estado, retirando grande parte deles da invisibilidade.

Participantes

Ivan de Almeida

Organizador Geral – Natural de Salvador, Ivan de Almeida é jornalista e pós-graduado em Marketing e Publicidade Digital e em Comunicação Organizacional com ênfase em Assessoria de Imprensa. Fundou e mantém a Cogito Editora onde atua como editor, designer editorial, produtor cultural e fotógrafo. Com 21 anos de experiência no mercado editorial é especialista em organização de coletâneas. À frente da Cogito, além de outros projetos editoriais, publicou a “Coleção No Bolso”, e organiza atualmente a “Coleção Bardos Baianos”. Ivan também é autor de 4 livros.

Luana Cardoso

Coordenadora territorial – Natural de Alagoinhas. Coordenadora territorial dos Bardos Baianos – Litoral Norte e Agreste baiano. Poetisa, escritora e atual presidente da Casa do Poeta da cidade. Autora dez livros publicados de forma independente e coautora em antologias da Cogito.

Efson Lima

Coordenador territorial dos Bardos Baianos – Litoral Sul e um dos criadores do FLISBA – Festival Literário do sul da Bahia. Escritor, professor universitário, gestor na área de economia solidária.

Gilberto Morais

Coordenador territorial dos Bardos Baianos – Velho Chico. Psicólogo, Assessor Cultural da Secretaria de Cultura Esporte e Lazer do município de Ibotirama, Ator e diretor de Teatro. Fundador da Cia. de Teatro Mistura de Ibotirama, em 2009, fundador também da REDE de Teatro do Velho Chico, em 2014, curador da Mostra de Teatro do Velho Chico desde 2015. Criador do Projeto Arte da Escuta Plantão Psicológico para Artistas – Atendimento Online.

Simone Soares

Assessora geral e coordenadora territorial – Natural de São Paulo e radicada em território baiano há mais de 20 anos. Assessora Geral do Projeto Bardos Baianos, coordenadora territorial da Costa do Descobrimento e articuladora e poeta do Sudoeste Baiano. Professora e coautora em antologias da Cogito Editora.

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Contribua com esta produção: faça um PIX a partir de R$ 10,00 e Concorra ao Sorteio de uma Cesta Básica – OBS. Chave do PIX 22.841.425/0001-66. Envie o comprovante do PIX para flitoral21@gmail.com

SERVIÇO:

Projeto Bardos Baianos

DIA: 20/08 (sexta)

HORA: 14h

LOCAL: www.folhadolitoralcostaverde.com e @flitoral/Youtube

EXPEDIENTE:

Publicação Editoração e Comunicação – CNPJ 13701141/0001- 83; Inscrição Municipal – 43168; Diretor – Domingos M. Oliveira; Jornalista Responsável -Carlos Dei S. Ribas – MTb/RJ 15.173; Conselho Editorial – João Bosco Gomes, Carlos Dei S. Ribas, Juçara Braga, Domingos M. Oliveira; Telefone – (24) 3371-9082 – WhatsApp (24) 99972-1228; Email: flitoral@paraty.com ; Inscreva-se no nosso Canal no Youtube: @Flitoral

** As opiniões nos artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião do jornal.

17ª OFFflip OBS –Cia. Malas Portam (SP) apresenta compacto do espetáculo “Brinque-som”

O espetáculo Brinque-som inicia-se de forma contemplativa, buscando uma aproximação com o público. Com a música “Sabiá na gaiola” o grupo se apresenta e seus figurinos se transformam, ganhando cores e cordéis que, ao serem lidos, convidam a plateia para brincar com o corpo e a memória. As brincadeiras estão presentes durante toda a apresentação, envolvendo o público de forma sutil e livre até chegar em uma grande roda ao som de ritmos e cantigas populares brasileiras.

Devido a limitação do tempo de apresentação online, o espetáculo não terá a dinâmica que está na sinopse.

A Cia. Malas Portam foi criada em 2007 e desde então, vem se dedicando ao estudo das diversas linguagens artísticas, para imprimir qualidade aos espetáculos que realiza, unindo teatro, música, literatura e brincadeiras. Já percorreu nove estados brasileiros e participou de 13 festivais internacionais na Colômbia, Argentina, Venezuela, Guatemala, Cuba, México e Peru. Em 2011, uma das viajantes do grupo visitou Moçambique na África para pesquisar histórias e contos populares de tradição oral, dando origem ao espetáculo “Passando Histórias da África”.

Em 2014, outros viajantes percorreram a Rota dos Contos de Fadas dos Irmãos Grimm, na Alemanha, colhendo informações diretamente na fonte sobre histórias e contos clássicos da literatura infantil e juvenil mundial. Suas pesquisas resultaram em sete espetáculos de contação de histórias; dois musicais infantis; cinco livros: “A Lagarta Caolha”, “O Pé de Guaraná”, “Na Beira da Lagoa” (selecionado para participar da maior feira de livros infantis e juvenis do mundo em Bolonha na Itália em 2016); “99 brincadeiras cantadas” (adotado pela Secretaria de Educação Municipal de São Paulo em 2019 e 2021), um DVD denominado Kit Malas Portam com seis músicas autorais e duas narrações de histórias, (SESI SP Editora), e o último livro “Meu amigo ET” pela editora Unipalmares.

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SERVIÇO:

Direção cênica – Marlon Chucruts
Adereços e cenário – Sergio Jimenez e Marlon Chucruts

Concepção, Figurinos, Arranjos e Produção: Malas Portam

Elenco: Edgard Jamelão – Percussão e voz

Marlon Chucruts – Violão e voz

Michele Mi – Voz

Rita Ritovski – Voz

DIA: 20/08 (sexta)

HORA: 10h

LOCAL: www.folhadolitoralcostaverde.com e @flitoral/Youtube

EXPEDIENTE:

Publicação Editoração e Comunicação – CNPJ 13701141/0001- 83; Inscrição Municipal – 43168; Diretor – Domingos M. Oliveira; Jornalista Responsável -Carlos Dei S. Ribas – MTb/RJ 15.173; Conselho Editorial – João Bosco Gomes, Carlos Dei S. Ribas, Juçara Braga, Domingos M. Oliveira; Telefone – (24) 3371-9082 – WhatsApp (24) 99972-1228; Email: flitoral@paraty.com ; Inscreva-se no nosso Canal no Youtube: @Flitoral

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17ª OFFflip OBS – Teatro de Roda – “Gerência da Vida: Reflexões Filosóficas”

O engenheiro, poeta e escritor Lenilson Naveira e Silva marcou uma geração com seus livros que convergiam assuntos aparentemente tão distintos quanto a alta tecnologia e a filosofia grega. Seu livro “Gerência da Vida: Reflexões Filosóficas”- mistura poesia e filosofia, em um exercício de auto-conhecimento, que visa a um controle mais consciente da própria existência, em busca da plenitude da felicidade.

Em homenagem à sua memória, a companhia Teatro de Roda fará uma apresentação cênica de algumas de suas reflexões e poesias, com a honrosa participação do filho do autor, Lenilson de Mello. Em tempos difíceis como os que estamos vivendo, valores como amor e amizade são moedas valorosas imprescindíveis. É nesse mesmo espírito, que a apresentação trará reflexões sobre as histórias tecidas e cruzadas, das rodas das nossas vidas, na poesia da atriz Karina Diniz.

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SERVIÇO:

ELENCO:Roberta Mancuso, Karina Diniz, Lenilson de Mello, Luciana Albertin, Carolina Bento, Fábio de Lima e Maria Rita Rezende

DIREÇÃO:Maria Rita Rezende e Lenilson de Mello

DIA: 19/08 (quinta)

HORA: 20h30

LOCAL: www.folhadolitoralcostaverde.com e @flitoral/Youtube

EXPEDIENTE:

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17ª OFFflip OBS – Lançamento do livro ‘Lupus in Fabula’ e Música de Julian Paraty

A OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade realizará o lançamento do livro Lupus in Fabula – Lobo na Fábula, em português, do escritor Marco Mattos. ‘Lupus in Fabula’ – conta a história de Karim, um homem com faro excelente para empreender e falir, pedir demissões e mergulhar de cabeça em ideias loucas.

A vida de Karim é nebulosa e imprevisível: um dia ele está por cima, recebendo rios de dinheiro, no outro acaba subindo e descendo ladeiras, rumo à contenção de gastos, para não gastar com ônibus. Com o Karim, entendemos que a vida pode ser qualquer coisa menos planejada. Ainda que isso signifique que os tombos pareçam não ter fim.

Durante o evento haverá apresentação musical de Julian Paraty.

Marco Mattos é paulistano, mora em Paraty, a cidade que mais ama no mundo. Tem dois livros publicados, Lupus in Fabula, pela Editora Chiado, e Locus Amoenus, independente, ambos datados de 2.019. O escritor assina também um blog de crônicas.

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SERVIÇO:

Lançamento do livro ‘Lupus in Fabula’, de Marco Mattos

DIA: 19/08 (quinta)

HORA: 19h

LOCAL: www.folhadolitoralcostaverde.com e @flitoral/Youtube

EXPEDIENTE:

Publicação Editoração e Comunicação – CNPJ 13701141/0001- 83; Inscrição Municipal – 43168; Diretor – Domingos M. Oliveira; Jornalista Responsável -Carlos Dei S. Ribas – MTb/RJ 15.173; Conselho Editorial – João Bosco Gomes, Carlos Dei S. Ribas, Juçara Braga, Domingos M. Oliveira; Telefone – (24) 3371-9082 – WhatsApp (24) 99972-1228; Email: flitoral@paraty.com ; Inscreva-se no nosso Canal no Youtube: @Flitoral

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17ª OFFflip OBS – Poesia, Política e Pandemia

Roda de conversa com os poetas baianos Douglas de Almeida, Walter Cézar e Tiago Oliveira, recitando poemas e abordando esse tempo pandêmico com os vírus da Covid-19, da corrupção, má gestão pública e do negacionismo que atrasou a vacinação e a morte desnecessária de milhares de pessoas.

Falarão também sobre os impactos no universo cultural e na classe artística (primeiro segmento a ser atingido com o distanciamento social), em especial, os poetas que desenvolvem atividades em espaços abertos.

Participantes

Douglas de Almeida, poeta e pedagogo.

Tiago Oliveira, poeta e cordelista.

Walter Cézar, poeta e artesão

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SERVIÇO:

Poesia, Política e Pandemia

DIA: 19/08 (quinta)

HORA: 17h30

LOCAL: www.folhadolitoralcostaverde.com e @flitoral/Youtube

EXPEDIENTE:

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17ª OFFflip OBS –“Memórias de um sambista”

Lançamento da biografia em homenagem ao compositor Edeor de Paula

Link do vídeo https://youtu.be/rkTFJZKjQZs

O Sonho tomou forma, criou asas e agora voa para conquistar seus horizontes: o sambista e compositor Edeor de Paula, ganhador do Estandarte de Ouro de 1976, pela G.R.E.S. Em Cima da Hora, será homenageado na abertura da OFFflip – OBS Cultura e diversidade, com o lançamento do livro Memórias de um Sambista (Ed. Gaya), biografia escrita pela atriz escritora, poeta Cícera Maria.

No livro, escrito a partir de depoimentos e entrevistas, a autora torna-se mais que uma amiga o sambista e compositor e coleciona confissões que, talvez, leitores se surpreendam, como as traquinagens na infância, a ousadia na adolescência, as superações nas adversidades, o compromisso com suas responsabilidades…

Na homenagem, participarão o cineasta e fotógrafo Noilton Nunes, Rozelia Scheifler Rasia da editora Gaya, as filhas de Edeor: Juciara Penna de Paula e Jupiara da Silva de Paula além de convidados, sendo encerrada com apresentação do vídeo sobre o compositor , disponibilizado no link https://www.youtube.com/watch?v=O5y9zmNTRNw.

A autora é natural de Matinhas – Bacabal – MA, Cícera Maria é atriz; artista plástica; professora especializada em Educação Infantil, escritora, poetisa, contista e Biógrafa, atuando também na área de promoções de eventos,criação de conteúdos, palestras e direção teatral.

Você poderá reservar o seu exemplar, em breve, no site da, ou diretamente com a Autora

Contato: WhatsApp: +55 (98) 987452306

Instagram: ciceramaria.atria

Facebok: https://www.facebook.com/ciceramaria.daconceicao.7.

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Participantes

Cícera Maria, Autora.

Noilton Nunes, Cineasta, fotógrafo.
Rozelia Scheifler Rasia, editora Gaya
Juciara Penna de Paula (filha)

Jupiara da Silva de Paula (filha)

Abertura da OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade

Memórias de um Sambista’

DIA: 18/08 (quinta)

HORA: 20h

LOCAL Link do vídeo https://youtu.be/rkTFJZKjQZs

EXPEDIENTE:

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17ª OFFflip OBS Cultura e Biodiversidade -Os Caminhos da Bocaina


Link do vídeo https://youtu.be/rkTFJZKjQZs

A abertura da “OFF FLIP OBS – O Básico da Sexta, Cultura e Biodiversidade 2021 terá uma mesa inicial com foco nos 50 anos do Parque Nacional da Serra do Bocaina – PNSB, segundo maior fragmento de Mata Atlântica, tendo sua cobertura vegetal conservada – cerca de mais de 90%, habitat de muriquis, jacutingas macucos, saguis-da-serra-escuro e outros animais ameaçados de extinção, com a descoberta de novas espécies da fauna e flora a cada ano no interior da unidade. Para falar desta maravilha, participarão da mesa de Abertura: Mário Douglas, Chefe do Núcleo de Gestão Integrada – ICMBio/Paraty; Adriana Mattoso,Arquiteta, Fotógrafa, Gestora de Área Protegidas; e Felipe Muriqui, da equipe do Projeto Muriqui Bocaina.

Mário Douglas, abordará o tema PNSB como grande exemplo e grande esperança de que é possível manter a matriz de desenvolvimento da região da Costa Verde equilibrada – preservação ambiental com desenvolvimento social, econômico e que dentro dessa conjuntura residem todos os planos de gestão para o futuro, baseados principalmente no uso sustentável do território e, particularmente na Serra da Bocaina, na visitação, nas mais diferentes possibilidades de turismo, que hoje são pouco exploradas na região, que vão desde o turismo de massas – mais comum na região – até o turismo de aventura, passando pelas corridas de longos percursos, turismo de base comunitária, que agrega às comunidades tradicionais renda, orgulho e o pertencimento ao Parque Nacional Serra da Bocaina, que tem um gigantesco potencial de crescimento dentro de uma matriz econômica, que colabore e substitua as práticas irregulares na região.

Adriana Mattoso, que desde 1997 tem uma relação visceral com o PNSB, falará sobre os Caminhos da Bocaina (título de um seu documentário). Ela iniciou sua vida profissional e de ativista socioambiental durante o apoio aos caiçaras de Trindade em sua resistência contra a tentativa de expulsão de suas terras pela multinacional que incorporou o Condomínio Laranjeiras, entre 1975/1980, quando fotografou e publicou várias matérias sobre o tema, e dirigiu os documentários “Trindade para os Trindadeiros” e “Vento Contra”. Trabalhou no Sistema Ambiental Paulista entre 1983 e 2016 com Planejamento Estratégico e Gestão de Áreas Protegidas, principalmente no PE Serra do Mar. Coordenou a 1ª Etapa do Plano de Manejo do Parque Nacional Serra da Bocaina em 1997, quando foram realizadas as primeiras reuniões públicas da sua história, incluindo a montagem de uma exposição fotográfica sobre o Parque em Cunha, São José do Barreiro e Paraty.

Felipe Muriqui é ambientalista e membro da equipe do Projeto Muriqui Bocaina, que realiza, desde 2014, entrevistas com moradores e expedições nas UCs da região, com o objetivo de localizar e mapear grupos remanescentes de muriquis-do-sul, também conhecidos como mono ou mono-carvoerio. Os muriquis são primatas que acorrem apenas na Mata Atlântica e são considerados criticamente ameaçados de extinção de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza a IUCN. Estima-se que restem apenas 1200 indivíduos adultos. A equipe do projeto já realizou 45 expedições ao longo dos últimos anos e localizou 6 grupos, totalizando 90 indivíduos da espécie. Além disso coletou relatos da ocorrência dos muriquis com os moradores em muitas localidades – que ainda não foram confirmados. A equipe do projeto utiliza desde de 2020 drones para monitorar os grupos conhecidos e tem estudado a possibilidade de utilizar drones acoplados de câmera térmica para localização de novos grupos, metodologia que já é utilizada por pesquisadores da UFV.

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Participantes

Mário Douglas, Chefe do Núcleo de Gestão Integrada – ICMBio/Paraty

Adriana Mattoso,Arquiteta, Fotógrafa, Gestora de Área Protegidas

Felipe Muriqui, da equipe do Projeto Muriqui Bocaina.

SERVIÇO:

Abertura da OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade

DIA: 18/08 (quarta)

HORA: 19h10

LOCAL: https://youtu.be/rkTFJZKjQZs

EXPEDIENTE:

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17ª OFFflip OBS – Moeda Parati

Link do vídeo https://youtu.be/rkTFJZKjQZs

Domingos de Oliveira fará a abertura da 17ª OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade, apresentando o conceito da moeda “Parati”, desenvolvido a partir do Fórum DLIS – Paraty, moeda local, moeda global, em 2004 e publicado na edição número 50 do Jornal Folha do Litoral Costa Verde.

Conceito – Moeda que, apesar da lei da mais valia (oferta e procura), está comprometida com a Comunidade, e sua balança comercial busca o equilíbrio entre o capital financeiro, capital social e a utilização dos recursos naturais.

Estas incríveis Moedas Locais – nos dá a percepção de quem vive na comunidade: que os cidadãos estão comprometidos com o desenvolvimento local, de forma sustentável e integrada; que bens e serviços estão realmente comprometidos com a localidade. Daí podemos afirmar que esta nossa moeda, ainda que não oficial, vale mais que dólares, euros, libras, porque o nosso lastro não é ouro, mas os caminhos de ouro que nos levam ao Centro Histórico, à Casa da Cultura, cachoeiras, rios, praias, Mata Atlântica, Ilha Grande, Estância Climática de Cunha e ao cheiro e sabor da Cultura e Biodiversidade.

JUSTIFICATIVAS DE UMA MOEDA LOCAL

1 – Esta moeda fortalece as relações entre empresas e consumidores locais, evitando a evasão do capital local;
2 – Qualquer indivíduo ou empresa que se recusa a aceitar a moeda local, está se recusando a participar de um esforço comunitário para incrementar o multiplicador local. Se você não apoiar a comunidade, a comunidade não o apoiará;
3 – A administração de um sistema de moeda comunitária oferece uma oportunidade para que membros da comunidade discutam a economia local.
Exemplo de moeda: Caminho do Ouro, Gastronomia Sustentável, ‘Não jogue seu óleo pelo ralo’, produtos dos agricultores e produtores culturais locais e, em especial, a coleta de óleo usado e o ICMS Ecológico.

Veja edição número 50 do Jornal Folha do Litoral Costa Verde http://www.folhadolitoralcostaverde.com/folha%20do%20litoral%20pdf/fl%2050.pdf

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SERVIÇO:

Abertura da OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade

DIA: 18/08 (quarta)

HORA: 19h

LOCAL: https://youtu.be/rkTFJZKjQZs

EXPEDIENTE:

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Programação da 17ª OFFflip OBS “Cultura e Biodiversidade”

Comemorando os 361 anos do Caminho do Ouro, os 50 anos do Parque Naciona da Serra da Bocaina e os 26 anos do Flitoral, no contexto do reconhecimento pela UNESCO de ‘Paraty e Ilha Grande, Patrimônio Mundial’, a OFF FLIP, em sua 17ª edição, realizará, de 18 a 21 de agosto, o evento “OFF FLIP OBS – O Básico da Sexta, Cultura e Biodiversidade 2021” com o objetivo promover o Sítio Misto Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial e as Moedas Locais da região, com as apresentações musicais do projeto “Paraty é o Meu Peixe” – Domingos Oliveira , “Caiçara Canoa” – Karina Braz e “O Canto da Mata” de Chico Livino, transmitido ao vivo no dia 21, direto da Pedra da Macela, na Serra da Bocaina que se estende desde altitudes superiores a 1.800m, na região serrana, até o nível do mar, no litoral, apresentando paisagens diversificadas e grande riqueza de fauna e flora, incluindo espécies endêmicas e ameaçadas de extinção.

O evento apresentará ao vivo as tradicionais rodas de conversas, apresentações musicais, saraus, etc, deste Circuito Paralelo de Ideias, para promover um respiro poético em meio ao isolamento social, abrindo novas perspectivas para os Artistas, Produtores Culturais, Produtores Rurais, Chefs da Gastronomia Sustentável e Paraty Cidade Criativa pela Gastronomia, Receptivo de Turismo e o fortalecimento dos negócios e dos projetos de Moedas Locais, desenvolvidos nestes últimos 26 anos pelo Jornal Folha do Litoral, Agenda 21/2030 de Paraty e rede de parceiros.

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18/08 (quarta) – ABERTURA

19h – Moeda Parati – Domingos Oliveira

Clique no link e veja matéria – http://folhadolitoralcostaverde.com/17a-offflip-obs-parati-e-o-meu-peixe/
Link do vídeo https://youtu.be/rkTFJZKjQZs

19h10 – Mesa de Abertura: Os Caminhos da Bocaina – Mário Douglas, Adriana Mattoso, Felipe Muriqui

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Link do vídeo https://youtu.be/rkTFJZKjQZs

20h – Homenagem e Lançamento do livro: ‘Memórias de um Sambista’ – biografia do compositor Edeor de Paula, de Cícera Maria , com a participação de Juçara Penna, Jupiara de Paula filhas do compositor e Cineasta Noiton Nunes.

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Link do vídeo https://youtu.be/rkTFJZKjQZs

19/08 (quinta)

14h – “Foi boto, sinhá!”: (Re)leituras do mito na literatura e na música amazônicas
Palestrante: Karla Niels

16h – Torto Arado e Os Sertões: dois tempos e uma estrutura
Palestrante: Guto Mello

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17h30 – Mesa: Poesia Política e Pandemia: Douglas de Almeida, poeta e pedagogo; Tiago Oliveira, poeta e cordelista; Walter Cézar, poeta e artesão

19h – Lançamento do livro ‘Lupus in Fabula’, de Marco Mattos com apresentação musical de Julian Paraty

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20h30 – Teatro de Roda – “Gerência da Vida: Reflexões Filosóficas”

lique no link e veja matéria – http://folhadolitoralcostaverde.com/17%e2%82%90-offflip-obs-teatro-de-roda-gerencia-da-vida-reflexoes-filosoficas/

20/08 (sexta)

10h – “Brinque-se”Cia Malas Portam (SP) – Teatro Musical Infantil

Clique no link e veja matéria – http://folhadolitoralcostaverde.com/offflip-obs-cia-malas-portam-sp-apresenta-compacto-do-espetaculo-brinque-som/

14h – Projeto Bardos BaianosIvan de Almeida, organizador geral, jornalista; Luana Cardoso, poetisa, coordenadora territorial dos Bardos Baianos – Litoral Norte e Agreste baiano; Efson Lima, coordenador territorial dos Bardos Baianos – Litoral Sul,. Escritor, professor universitário, Gilberto Morais, coordenador territorial dos Bardos Baianos – Velho Chico, Psicólogo, assessor Cultural da Sec. de Cult. Esp. e Lazer de Ibotirama, Ator e diretor de Teatro, Simone Soares, assessora geral, coordenadora territorial da Costa do Descobrimento e articuladora e poeta do Sudoeste Baiano. Professora.

Clique no link e veja matéria – http://folhadolitoralcostaverde.com/offflip-obs-projeto-bardos-baianos/

16h – As rotas e rostos da literatura contemporânea – Marcelo Mourão, Doutorando em literatura brasileira, escritor; Wilberth Salgueiro, Prof. Dr. Crítico literário; Ricardo Vieira Lima, Prof. Dr. Crítico literário.

Clique no link e veja matéria – http://folhadolitoralcostaverde.com/as-rotas-e-rostos-da-literatura-contemporanea/

18h – Encontro de Saraus OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade. Saraus – Apperj, Atemporal, Balcão Poético, FioMultiCultural, Polem, UBE, Ratos Di Versos, Vidas na Mira

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20h30 – Leitura de “Hipátia” (monólogo inédito), com Jussilene Santana

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21/08 (sábado)

Comemoração dos 50 anos do PNSB na Pedra da Macela

Apresentações Musicais de encerramento da 17ª“OFFFLIP OBS – O Básico da Sexta, Cultura e Biodiversidade” com transmissão ao vivo direto da Pedra da Macela, comemorando os 50 anos do Parque Nacional da Serra da Bocaina.

13h – “Paraty é o Meu Peixe”, com Capitulino Pantalone e Prof. DOC Blues

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Link do vídeo https://youtu.be/k0–xiI5e-8

14h – “Caiçara Canoa”, com Karina Braz

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15h – “O Canto da Mata”, comChico Livino

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LOCAL : Pedra da Macela

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17ª OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade




Moedas Locais

Estas incríveis Moedas Locais – nos dá a percepção de quem vive na comunidade: que os cidadãos estão comprometidos com o desenvolvimento local, de forma sustentável e integrada; que bens e serviços estão realmente comprometidos com a localidade. Daí podemos afirmar que esta nossa moeda, ainda que não oficial, vale mais que dólares, euros, libras, porque o nosso lastro não é ouro, mas os caminhos de ouro que nos levam ao Centro Histórico, à Casa da Cultura, cachoeiras, rios, praias, Mata Atlântica, Ilha Grande, Estância Climática de Cunha e ao cheiro e sabor da Cultura e Biodiversidade.

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“OFF FLIP OBS – O Básico da Sexta, Cultura e Biodiversidade”

Comemorando os 361 anos do Caminho do Ouro, os 50 anos do Parque Nacional da Serra do Bocaina – PNSB e os 26 anos do Flitoral, no contexto do reconhecimento pela UNESCO de ‘Paraty e Ilha Grande, Patrimônio Mundial’, a OFF FLIP, em sua 17ª edição, realizará, de 18 a 21 de agosto, o evento “OFF FLIP OBS – O Básico da Sexta, Cultura e Biodiversidade”, com transmissão ao vivo das tradicionais rodas de conversas, apresentações musicais, saraus, etc, deste Circuito Paralelo de Ideias, para promover um respiro poético em meio ao isolamento social, abrindo novas perspectivas para os Artistas, Produtores Culturais, Produtores Rurais, Chefs da Gastronomia Sustentável e Paraty Cidade Criativa pela Gastronomia, Receptivo de Turismo e o fortalecimento dos negócios e dos projetos de Moedas Locais, desenvolvidos nestes últimos 26 anos pelo Jornal Folha do Litoral, Agenda 21/2030 de Paraty e rede de parceiros.

Além da tradicional programação multicultural, a OFF FLIP “OBS Cultura e Biodiversidade 2021” terá como objetivo promover o Sítio Misto Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial e as Moedas Locais da região, com as apresentações musicais do projeto “Paraty é o Meu Peixe” , “Caiçara Canoa” e “O Canto da Mata”, transmitido ao vivo, direto da Pedra da Macela, no dia 21, comemorando os 50 anos do PNSB.

*Com base no Agroecoturismo, o planejamento estratégico do Fórum DLIS de 2000 foi o marco referencial do processo de criação e promoção dos projetos que, conceitualmente, potencializam as moedas locais do município de Paraty e região. Entre os projetos destacam-se: Revitalização do Caminho do Ouro, Gastronomia Sustentável – Paraty Cidade Criativa na Gastronomia, IG da Cachaça, Vivência Paraty e o PROVE Costa Verde, com o Programa de Educação Ambiental – ‘Não Jogue seu óleo pelo ralo’, que se traduz no ICMS – Ecológico do RJ, chancelados pelo Passaporte Verde na Rio +20.
*Moeda local (Editorial Folha do Litoral – Fórum DLIS Paraty moeda local, moeda global fl 51- 2004)

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Caminho do Ouro, Cachaça e Gastronomia moedas de Paraty

Originária das ilhas do Pacífico, a canade- açúcar, chegou à Europa com os Cruzados. Os descobridores portugueses, precisando colonizar as terras d’além-mar, achadas por Cabral em 1500, optaram pela plantação extensiva da cana e produção de açúcar para suprir um mercado mundial carente daquele produto – até então raro e vendido somente em
farmácias. Nasciam o engenho, a casa grande e a senzala.

Aaguardente, subproduto da cana de açúcar, sempre esteve ligada ao Brasil, desde seus primórdios. Segundo Gilberto Freyre, a aguardente começou a fazer parte da dieta escrava muito antes de se tornar seu vício, sendo servida logo de manhã cedo com pirão de farinha e frutas: dava sustança pra lide.

Os primeiros engenhos de que se tem notícia no Brasil Colônia foram construídos em 1533 e 1541, na Capitania de São Vicente, vizinha a Paraty. Embora não existam referências escritas sobre o efetivo início da produção da bebida na Colônia ou em Paraty, Luiz da Câmara Cascudo opina que a aguardente brasileira nasceu por volta de fins do século
XVI.

A História da cachaça confunde-se com a história de Paraty, acredita-se que, a partir de 1600, a bebida tenha começado a ser alambicada em terras paratienses. E, mesmo sem ter sido pioneira na produção da aguardente de cana, Paraty – “quer pelas suas terras, quer pelas suas águas ou lenhas” ou ainda pelos segredos da própria alambicagem – foi a mais importante região produtora de cachaça no Brasil Colônia.

É interessante destacar que a abertura oficial do Caminho do Ouro em 21 de Agosto de 1660, pelo Governador Salvador Correia de Sá e o movimento revolucionário, os Alevantados, para a criação da Vila de Paraty em 1660, coincide com o período da proibição da produção e comércio de aguardente no Brasil pelo Rei de Portugal, por conta da concorrência que fazia à bagaceira e aos vinhos portugueses, tendo como consequência a Revolta da Cachaça.

Nesta revolta, os proprietários de aguardente depuseram o Governador do Rio de Janeiro e assumiram o governo da província. O povo de Paraty, aproveitando-se da desordem então reinante, liderados por Domingos Gonçalves de Abreu e proprietários de alambiques locais, se fizeram vila por vontade própria sem autorização real, porém o município foi reconhecido por Carta Régia de Dom Afonso VI, em 28 de fevereiro de 1667. Com relação ao Caminho do Ouro, podemos vislumbrar através de um Brasão dourado: a Coroa Portuguesa, os Caminhos da Serra, os Tropeiros e a Caravela que representam o porto do Caminho do Ouro, traduzindo a importância estratégica de Paraty frente ao processo pioneiro de colonização do território brasileiro, em especial as rotas terrestres e marítimas que também difundiram a cachaça de Paraty.

Segundo Monsenhor Pizarro e outros historiadores, a cachaça produzida em Paraty fez tanta fama pela sua qualidade, que custava mais caro que todas as demais comercializadas no país; e sua importância sócio-econômica foi tão grande desde 1700, que acabou emprestando seu próprio nome (Paraty) como sinônimo de aguardente até pelo menos meados do século XX. Com o isolamento comercial da cidade, decorrente da abertura da estrada de ferro D. Pedro II ligando Rio a São Paulo, em 1870, de 150 alambiques existentes, Paraty chega ao final do século XX com apenas três.

A partir da criação do Festival da Pinga e, posteriormente, da Associação de Produtores e amigos da Cachaça de Paraty, com apoio do Sebrae e do Ministério da Agricultura, a Cachaça de Paraty chega ao século 21 com um padrão de qualidade e fama inigualáveis, que resultou na recente Certificação Geográfica de procedência em 2007 que, proclamando a sua origem a distingue de outras cachaças, em função das características e modo de fazer, conferindo-lhe um diferencial de mercado, que consolida a origem da cachaça como um produto do Brasil.

Por fim, o Festival da Cachaça de Paraty, em sua trigésima Quarta edição, não só cumpre o seu objetivo de resgatar e difundir a cachaça de Paraty, como também a cultura, o Caminho do Ouro e os produtos rurais e pesqueiros que hoje são base da Gastronomia Sustentável de Paraty.

Fontes de consulta : “Paraty Estudante” , Diuner Mello e “Folha do Litoral” : artigo de Renan Wanderley

Esse texto inspirou a música Paraty é o meu peixe! de Francisco Fernado e Domingos Oliveira, interpretado por Marilde Rodrigues – voz, Andres Gassner- Violão, Agostinho Pernambuco – Percussão

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OFFlip OBS – Cultura e Biodiversidade no dia do Agricultor

Articulando a promoção das moedas locais desenvolvidas pela Agenda 21 de Paraty nestes ultimos 21 anos, realizadores da OFFflip 2021 participam das comemoração do Dia do Agricultor, anunciando a Offflip OBS Cultura e Biodiversidade, que acontecerá de 18 a 21 de Agosto, comemorando 361 anos do Caminho do Ouro, 50 anos do Parque Nacional da Serra da Bocaina e 26 anos de jornalismo proativo, multicultural e socioambiental protagonizado pelo jornal Folha do Litoral Costa Verde – Flitoral na região da Costa Verde.

OFFlip OBS – Cultura e Biodiversidade no dia do Agricultor

Em entrevista ao Flitoral, preparando uma galinha caipira para degustação no evento, o prefeito Luciano Vidal destacou que Paraty é Patrimônio do nosso povo e Patrimônio Mundial, uma cidade de todos e única na América Latina a ter o título da UNESCO pela Cultura e Biodiversidade, bem como o título de Cidade Criativa da Gastronomia. Perguntado sobre Agenda 21 de Paraty, instituida oficialmente por lei municipal, proposta por ele, quando vereador, respondeu que a Agenda 21 está sendo realizada de diversas formas no município.

O secretário de Cultura, José Sérgio de Barros, enfatizou o apoio da Secretária de Cultura ao evento OFFflip Cultura e Biodiversidade, destacando que todas as moedas locais de Paraty “se juntam diante de todo este trabalho de preservação da nossa cultura e biodiversidade, que são importantes para o desenvolvimento da cidade”. José Sérgio finalizou, ressaltando os títulos de Cidade Criativa pela Gastronomia (2017), Patrimônio Mundial pela Cultura e Biodiversidade (2019) e reafirmou: ” OFFflip OBS, Cultura e Biodiversidade e Patrimônio!”

O secretário municipal de Agricultura, Márcio Alvarenga, observou que a agricultura faz parte das moedas locais e que Paraty é Patrimônio Mundial também pela agricultura e pesca, e que para ser Patrimônio da Humanidade, tem que ser primeiro Patrimônio dos paratienses, pois “a gente é que fez ser Patrimônio Mundial”.

O subsecretário de Agricultura, Vagno Martins, observou que agricultura e a pesca são as principais culturas da cidade e que o evento ‘O Básico da Sexta – OFFflip OBS, Cultura e Biodiversidade’ complementa e dá visibilidade ao que vem sendo construído ao longo de muitos anos, como a Agenda 21 de Paraty, a Gastronomia Sustentável, o projeto de coleta de óleo – Não jogue seu óleo pelo ralo, ações que garantiram à cidade de Paraty tornar-se Patrimônio Mundial, “graças também à participação dos agricultores e, em especial, à presença participativa do Folha do Litoral Costa Verde – Flitoral”, finalizou.

Interpretando ‘Capitulino Pantalone’, uma homenagem aos Mascaradinhos de Paraty, Domingos Oliveira apresenta o carro de Coleta de Óleo, do programa de educação ambiental ‘Não jogue seu óleo pelo ralo‘ e a moeda socioambiental Sabão Brilho Natural , que promove a campanha Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial e o Saneamento da Região da Costa Verde.

A cantora e compositora Karina Braz apresenta a moeda cultural do seu Show Caiçara Canoa, uma atração especial da OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade, que acontecerá no dia 21 de agosto, na Pedra da Macela.

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Produtores do Norte Fluminense são beneficiados com cheques do Agrofundo no primeiro dia de Governo Presente

Durante a passagem do Governo Presente nesta quinta-feira (05), em Quissamã, o governador Cláudio Castro e o secretário de Agricultura, Marcelo Queiroz, entregaram cheques simbólicos do Agrofundo para os produtores locais e, também  foram entregues a pescadores artesanais e aquiculturas familiares a Declaração de Aptidão ao PRONAF. Além disso, o secretário de Agricultura, Marcelo Queiroz, lançou o selo Pet Friendly na região e o programa “Rio Milho”, que terá como parceiro piloto e irradiador das inovações tecnológicas o município de Quissamã.

Cheque Agrofundo


No evento, 11 produtores foram beneficiados pelo Agrofundo, através da linha de crédito Rio Leite, somando mais de R$ 270 mil em créditos concedidos. Esse programa, operacionalizado pela Emater-Rio, tem como objetivo estimular e fortalecer pequenos agricultores e já beneficiou desde o início da pandemia 221 produtores em 42 municípios, oferecendo empréstimos aos produtores rurais a juros baixos.

Selo Pet Friendly

Ainda em Quissamã, a Secretaria de Estado de Agricultura, inaugurou o selo Pet Friendly, a certificação que autoriza a entrada e permanência dos pets em estabelecimentos agora chega à região Norte Fluminense com uma grande expectativa.  

  • Precisamos evidenciar este grande projeto do Governo do Estado, que está passando pelos municípios do Norte ouvindo todas as demandas de cada região. Em especial, o município de Quissamã que será nosso município referência para o desenvolvimento da cultura do milho. Agradeço a prefeita Fátima Pacheco que vem fazendo um excelente trabalho em conjunto com a Secretaria de Agricultura, oferendo aos produtores todo apoio técnico e ao Governador que tem dado todo o apoio – destacou o secretário de Agricultura, Marcelo Queiroz.

Rio Milho

A empresa vinculada à Secretaria de Estado de Agricultura, a Pesagro-Rio, com intuito de realçar a cultura do milho seco no estado do Rio de Janeiro e beneficiar os agricultores familiares, surge como uma proposta de avaliação ao desenvolvimento e a integração dessa cadeia produtiva, atendendo diferentes demandas econômicas e ambientais locais, o novo programa ‘Rio Milho’.

  • Esse é um programa piloto, mas é muito ambicioso. A Pesagro-Rio vai fornecer tecnologia e sementes, enquanto a prefeitura de Quissamã vai integrar os produtores para a gente efetivamente dar início à construção de um cinturão de milho, com alta produtividade. – afirmou o presidente da Pesagro-Rio, Paulo Renato Marques.

Emissão de DAP pela FIPERJ

Entre as ações desenvolvidas pela Fiperj, está a Emissão de Declarações de Aptidão ao Pronaf (DAP) – documento que identifica os pescadores artesanais e aquicultores familiares e/ou suas formas associativas organizadas em pessoas jurídicas, aptas a realizarem operações de crédito rural ao amparo do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

  • O Norte e o Noroeste Fluminense são áreas de grande potencial produtivo, na pesca pelo extenso litoral e a presença de grandes cardumes. (…) E a aquicultura é uma importante alternativa econômica para estes municípios, que já possuem  vocação do agro – ressaltou o presidente da Fiperj, Ricardo Ganem.

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Ações da Secretaria de Agricultura do estado do Rio de Janeiro

RJ atinge a meta de vacinação contra a Febre Aftosa – Mais uma etapa vencida! Estamos avançando rumo à retirada da vacinação contra a Febre Aftosa no estado do RJ, este é o nosso objetivo – destacou o secretário de Estado de Agricultura/RJ, Marcelo Queiroz, ao comentar o índice de 92,30% de animais, 2,4 milhões de bovinos e bubalinos vacinados contra a doença na primeira etapa da campanha de vacinação contra a Febre Aftosa, realizada no mês de maio deste ano, ultrapassando a meta estabelecida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Queiroz ressaltou a “valiosa parceria” dos produtores rurais, secretarias municipais de agricultura, sindicatos rurais, empresas vinculadas e servidores da Defesa Agropecuária, nesta campanha.
Para o superintendente de Defesa Agropecuária, Paulo Henrique Moraes, este índice vacinal alcançado no estado, é fundamental para manter o status de área livre com vacinação, um dos fatores exigidos para avançar para a área livre de Febre Aftosa sem vacinação. Nesta primeira etapa da campanha, diversos municípios fluminenses superaram a marca de 95% do rebanho vacinado e a cobertura vacinal atingiu grande parte das propriedades no estado. A aplicação da vacina e a comprovação junto à defesa agropecuária são obrigatórias. O pecuarista que ainda não conseguiu comprovar a vacinação deverá enviar a declaração, mesmo após o encerramento da etapa, mas estará passível de penalização. Dúvidas podem ser sanadas das através do Núcleo de Defesa Agropecuária de cada região, por meio do link: https://bit.ly/2FUeQqT

28 de julho, Dia do Agricultor: profissional indispensável ganha lei que isenta ICMS no fornecimento de energia elétrica em propriedades rurais.

O mercado agropecuário fluminense se destaca como forte gerador de emprego e renda, engrenagem fundamental no fortalecimento e movimentação da economia através da dedicação de cada agricultor com sua produção, essencial para o abastecimento do estado do Rio de Janeiro. São mais de 160 mil trabalhadores rurais na produção agrícola para 190 mil hectares em terras cultivadas/RJ (Censo Agropecuário do IBGE de 2017), com base na agricultura familiar. Com a lei de isenção do ICMS no fornecimento de energia elétrica, Lei nº 9.360/2021, sancionada pelo governador, o estado do Rio de Janeiro poderá beneficiar pelo menos 30 mil propriedades rurais nos próximos anos, isenção condicionada à comprovação anual da exploração da atividade agrícola ou pecuária e de alguns documentos.

  • O setor agropecuário representa grande parte da economia do estado. A Secretaria de Agricultura, parabeniza o trabalhador rural que, dia após dia, dá o seu suor na lavoura para trazer um alimento de qualidade. O agro conquistou grandes vitórias: batemos a meta na vacinação da febre aftosa, inauguramos o Espaço do Agricultor em Miguel Pereira que será replicado em todos os municípios, e a mais recente conquista a isenção de ICMS sobre energia elétrica nas propriedades rurais do estado. A Secretaria sempre disponibilizará incentivos ao agricultor através do Agrofundo, para auxiliar na produção e aquisição de equipamentos – ressaltou Marcelo Queiroz, secretário de Agricultura.

Agricultor Washington Sato de Guapimirim, contorna as dificuldades desse período de pandemia – Sou produtor de milho, aipim, quiabo, feijão e meu carro chefe é a goiaba. Possuo uma pequena agroindústria produtora de goiabada. Nossa produção anual é cerca de 100 ton da fruta. Na pandemia foi um pouco complicado, porém a comercialização foi mantida, seguindo com as precauções e protocolos. Com o apoio da Emater-Rio, através do Agrofundo, utilizamos a linha de crédito, Prosperar, que nos ajudou na aquisição de máquinas e equipamentos para a fábrica, para atender a demanda – explicou Sato.


Protagonismo feminino – Trabalhamos com a produção de flores com destaque para girassóis que na minha família vem de geração em geração. Começou com meus avós, depois com meus pais e hoje assumo essa missão ao lado do meu marido Leandro e do nosso filho, Lucas. Temos muito orgulho do nosso trabalho. Passamos por dificuldades por conta da pandemia, mas nunca desistimos. Com a ajuda da linha de crédito, Florescer, foi possível investir na nossa produção que hoje é de 700 molhos de girassol por semana – destacou a produtora Claudia Carvalho Lage, de Miguel Pereira.
Agrofundo – Programa de fomento agropecuário e tecnológico da Secretaria de Agricultura, operacionalizado pela Emater-Rio, que concede financiamentos a juros baixos a produtores rurais, através de diversas linhas de fomento: Multiplicar, Prosperar, Florescer, Cultivar, Frutificar, Rio Leite, Energia Limpa, Rio Ovinos, Rio Mel e Rio Genética. Para solicitar o empréstimo entre em contato com os escritórios locais da Emater-Rio ou através do e-mail: agrofundo.rio@gmail.com. Veja neste link os endereços dos escritórios locais: https://bit.ly/3gzy2rc

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Prove Costa Verde apoia campanha de arrecadação de tampinhas e óleo de cozinha da Secretaria de Agricultura – Seappa/RJ, em prol dos animais.

Carlos Dei Ribas /João Bosco Gomes

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária, Pesca e Abastecimento – SEAPPA-RJ, lançou nesta quinta-feira (15/07), no Palácio Guanabara, as Campanhas de coleta/arrecadação de tampinhas e óleo de cozinha, em prol dos animais, em parceria com a Secretaria do Ambiente e Sustentabilidade – SEAS-RJ, as ONGs Rio Solidário, Rio Eco Pets e a Cooperativa de Trabalho e Reciclagem de Óleo Serra do Mar. Participaram do evento o governador Cláudio Castro, a primeira dama Analine Castro (presidente de honra da Rio Solidário), os secretários da SEAPPA e da SEAS, Marcelo Queiroz e Thiago Pampolha, as presidentes da Rio Solidário e da Rio Eco Pets, Heloisa Aguiar e Fernanda Perissé, além de convidados defensores da causa animal.


Representando a campanha de educação ambiental “Não jogue seu óleo pelo ralo” – Prove/Costa Verde , a presidente da Cooperativa Serra do Mar, Ladjane Silva e o cooperado Caio Francisco estiveram presentes no evento, para celebrarem a recente assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a SEAPPA e a Cooperativa Serra do Mar, visando à promoção, consolidação e operação do programa de coleta seletiva de óleo vegetal (óleo de cozinha) usado, no Estado do Rio de Janeiro, conforme Plano de Trabalho previamente aprovado pelas partes, que torna-se parte integrante deste Acordo de Cooperação. A Cooperativa Serra do Mar, passa também a agregar às suas atividades a causa do pet.

Considerações

Cláudio Castro – Distinguiu a importância do trabalho em parceria que “leva a política pública mais longe”. Parabenizou o trabalho das Secretarias, das Ongs e das pessoas que devotam a vida para cuidar dos animais. Disse que escolheu Marcelo Queiroz para tocar este projeto (RJPet), devido ao amor e a devoção que ele carrega nas causas que defende e por ser um apaixonado pela vida. “Proteger o ambiente e os animais, é um trabalho de todos nós”.

Analine Castro –Enfatizou a importância desta campanha que ao seu ver, aumentará a arrecadação que será revertida para castração de animais, bem como para cuidados e compra de ração. Disse estar feliz com o engajamento de mais pessoas, ratificou o seu compromisso com a causa animal e parabenizou o trabalho da Rio Eco Pets e colocou a Rio Solidário como ponte para quem quiser aderir a esta causa.

Marcelo Queiroz – Falou que esta campanha trabalha nas duas pontas: a reciclagem e a educação ambiental, gerando valor agregado, que é investido na castração de animais em situação de vulnerabilidade. “É um projeto que já acontece desde 2018 – Rio Eco Pets, o governo tem que ser uma extensão da sociedade civil. Acho que o nosso papel é agregar e ajudar iniciativas que já dão certo. Com a entrada da primeira dama e do Rio Solidário vai ser um sucesso total. A ideia é levarmos para todas as prefeituras”.
Em relação à parceria com a Cooperativa Serra do Mar (PROVE Costa Verde), disse que toda e qualquer cooperativa é a solução para o Estado do Rio de Janeiro, que precisa de união. “Toda parceria com cooperativas é frutífera”. Marcelo Queiroz ficou de agendar reunião com Ladjane Silva e Caio Francisco para discutirem detalhes de ação do Acordo e adiantou que está fechando parcerias com a Associação de Supermercados – Asserj, para a coleta de óleo usado das unidades e também transformá-las em ponto de coleta para o público.

Fernanda Perissé – Falou sobre o Rio Eco Pets, que trabalha as questões ambiental e animal – associando a castração ao controle populacional que, “além de ser cruel o animal na rua, é uma questão de saúde pública” – e também a educação ambiental nas escolas, conscientizando desde a base.

Thiago Pampolha – Ressaltou o trabalho da SEAPPA, observando que a SEAS está à disposição para atuar em conjunto para que possam ajudar a cadeia produtiva da reciclagem, gerar emprego e renda e contribuir com a causa da defesa animal.

Ladjane Silva – Disse estar ali para o lançamento das campanhas com a SEAPPA que, num primeiro momento, tem o intuito de arrecadar as tampinhas de garrafas PET e o óleo vegetal e que esse material será revertido para a nobre causa animal, que precisa de grande atenção. Ressaltou que a Cooperativa Serra do Mar, que já tem um trabalho de educação ambiental em associações de moradores e escolas, em que o resultado do material coletado já é revertido e agora vai agregar essa parte do pet.

Para ela a gravidade do problema é quando muitas crianças recebem de presente animais – “que não são apenas bichinhos de estimação, pois são seres com sentimento que precisam de amor e cuidado” – e, posteriormente, muitas perdem o interesse, como se fossem um brinquedo e os descartam, observando que aí é que entra a importância do trabalho das cuidadoras, que os recolhem, tratam, cuidam e buscam um novo lar para adoção. Enfatizou que é uma grande satisfação participar e poder colaborar com essa causa.

Caio Francisco – É um evento que nos traz gratificação, pelo reconhecimento do trabalho, por nos terem escolhido para fazer parte desta campanha, que trata: do solidário – cuida dos animais; da geração de renda para os cooperados – o social; e cuida da questão ambiental. É um projeto que já existia e foi ampliado, beneficiando toda uma cadeia, concluiu.

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Resolução SEAS/INEA prioriza associações e cooperativas de recicláveis

O Secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade Interino, com base no Ato do Governador – Decreto de 28.04.2021 e o PRESIDENTE DO INSTITUTO ESTADUAL DO AMBIENTE, no uso de suas atribuições constitucionais e legais, e conforme deliberação do Conselho Diretor do INEA, em reunião realizada no dia 22 de abril de 2021, processo SEI nº E-07/026/52/2019.

Considerando:

– os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, previstos no art. 1º, inc. IV, da Constituição Federal , como fundamentos da República;

– a função social da propriedade privada e a defesa do consumidor e do meio ambiente, previstos no art. 170, incs. III, V e VI, da Constituição Federal;

– o reconhecimento do resíduo sólido reutilizável e reciclável como um bem econômico e de valor social, gerador de trabalho e renda e promotor de cidadania, bem assim o desenvolvimento sustentável, o poluidor-pagador e o protetor-recebedor, como princípio da Lei Federal nº 12.305, de 02 de agosto de 2010;

– a integração dos catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis nas ações que envolvam a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos como um dos objetivos da Lei Federal nº 12.305, de 02 de agosto de 2010;

– o incentivo à criação e ao desenvolvimento de associações ou cooperativas de catadores e classificadores de resíduos sólidos como uma das diretrizes de ação do Poder Público para a implementação dos objetivos Política Estadual de Resíduos Sólidos, aprovada por meio da Lei Estadual nº 4.191 , de 30 de setembro de 2003;

– a Lei Estadual nº 7.634 , de 23 de junho de 2017, que estabelece estratégias para ampliar a coleta seletiva em benefício da inclusão sócio produtiva dos catadores;

– os requisitos para a habilitação de associações e cooperativas de catadores para a coleta de resíduos recicláveis descartados por órgãos e entidades de administração pública estadual direta e indireta, definidos no Decreto Estadual nº 40.645, de 08 de março de 2007.

Resolvem:

CAPITULO I – DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 1º Os grandes geradores de resíduos sólidos destinarão, prioritariamente, o resíduo reciclável para associações e cooperativas de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda.

Parágrafo único. Consideram-se pessoas físicas de baixa renda aquelas que recebem mensalmente abaixo do rendimento domiciliar per capita médio conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Art. 2º Para os efeitos desta Resolução, entende-se por resíduo passível de reciclagem, todos os resíduos classificados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT – NBR 10004, como Classe IIA e IIB, originários de resíduos domiciliares, de estabelecimentos comerciais, de prestadores de serviços e de atividades industriais, o que inclui os resíduos gerados nos processos produtivos e nas instalações industriais.

Art. 3º Não se aplicam a esta Resolução:

I – os resíduos sépticos, sépticos especiais e especiais perigosos;

II – os resíduos ou entulhos da construção civil;

III – os resíduos provenientes de aeroportos, portos, estaleiros e terminais rodoviários e ferroviários;

IV – os resíduos de serviços de saúde.

§ 1º Consideram-se resíduos sépticos, sépticos especiais e especiais perigosos aqueles que, em razão de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade, patogenicidade, carcinogenicidade, teratogenicidade e mutagenicidade, apresentam significativo risco à saúde pública ou à qualidade ambiental, de acordo com lei, regulamento ou norma técnica.

§ 2º Consideram-se resíduos ou entulhos da construção civil aqueles gerados em construções, reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e aqueles resultantes da preparação e da escavação de terrenos.

§ 3º Consideram-se resíduos provenientes de aeroportos, portos e estaleiros e terminais rodoviários e ferroviários, aqueles descartados nesses locais ou em transito até eles.

§ 4º Consideram-se resíduos de serviços de saúde aqueles gerados em atividades de natureza médico-assistencial humana ou animal, clínicas odontológicas ou veterinárias, farmácias, centros de pesquisa, farmacologia, saúde, controle de zoonoses ou medicina legal, necrotérios, funerárias, barreiras sanitárias, unidades móveis de atendimento à saúde, e serviços de acupuntura ou de tatuagem.

CAPÍTULO II – DO PROCEDIMENTO DE DESTINAÇÃO PRIORITÁRIA

Art. 4º Para gozarem do direito à prioridade a que faz menção esta Resolução, as associações e cooperativas de catadores mencionadas no art. 1º deverão estar cadastradas no portal do INEA na internet.

Parágrafo único. As informações do cadastro estarão disponíveis para a consulta de qualquer interessado.

Art. 5º Para a realização do cadastro, além de possuírem infraestrutura para a realização de triagem e classificação de resíduos recicláveis, as associações e cooperativas de catadores deverão apresentar, no mínimo, os seguintes documentos:

I – estatuto ou contrato social que comprove estarem formal e exclusivamente constituídas por catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis formadas por pessoas físicas de baixa renda;

II – contrato de rateio entre os associados e cooperados;

III – licença ambiental ou certidão de inexigibilidade de licença ambiental para armazenamento, classificação e segregação de resíduos;

IV – no caso de associações – relação das cooperativas associadas com a informação do quantitativo de cooperados associados, e no caso de cooperativas – informação do quantitativo de cooperados afiliados;

V – quando do interesse de associações e ou cooperativas na destinação de resíduos industriais recicláveis e ou reutilizáveis, não perigosos, proveniente de processos industriais e instalações industriais, apresentar registro no Conselho Regional de Classe, do responsável técnico, com experiência na coordenação, supervisão e execução da triagem e separação dos resíduos industriais não perigosos.

VI – declaração de que a associação ou a cooperativa de catadores é formada por pessoas físicas de baixa renda, caso isso não conste do estatuto ou contrato social.

Parágrafo único. As associações e cooperativas de catadores deverão manter seu cadastro atualizado e estar cientes de que o órgão ambiental competente poderá solicitar complementações e realizar vistorias a qualquer tempo.

Art. 6º Sempre que pretenderem destinar seus resíduos recicláveis, os grandes geradores deverão disponibilizar para as associações e cooperativas cadastradas no portal do INEA, informações sobre a natureza dos resíduos recicláveis e ou reutilizáveis e as quantidades disponibilizadas.

Art. 7º Sempre que as associações e ou cooperativas manifestarem interesse na destinação dos resíduos recicláveis dos grandes geradores e após estabelecida sua destinação, o grande gerador fica impedido de encaminhar seus resíduos para outros destinatários, que não as associações e ou cooperativas de catadores.

§ 1º Na hipótese de haver duas ou mais entidades qualificadas, interessadas na destinação de um mesmo resíduos reciclável e de um mesmo gerador, será dada prioridade àquela entidade que possuir maior representatividade, levando-se em consideração, em primeiro lugar, a quantidade de organizações de catadores afiliadas, em segundo lugar a quantidade de cooperados associados.

§ 2º Se não houver interesse ou condições por parte das associações e ou cooperativas de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, formadas por pessoas físicas de baixa renda, tal como definidas no parágrafo único do Art. 1º esses materiais deverão ser destinados para outras associações e ou cooperativas de catadores mesmo que não estejam enquadras no referido parágrafo único.

§ 3º Se não houver interesse por parte das associações e ou cooperativas de catadores de materiais reutilizáveis e recicláveis, mesmo daquelas que não se enquadram no parágrafo único do Art. 1º, ficam os grandes geradores liberados para destinar seus resíduos recicláveis livremente no mercado a quem se dispuser a adquiri-los.

CAPITULO III – DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 8º A Ouvidoria da SEAS disponibilizará um canal para denúncias:

I – contra os grandes geradores que descumprirem a obrigação de destinar prioritariamente seus resíduos recicláveis às associações e cooperativas cadastradas;

II – de irregularidades relacionadas com a documentação mencionada no art. 5º;

III – contra associações ou cooperativas cadastradas que estejam atuando em desacordo com a licença ambiental ou certidão de inexigibilidade de licença;

Parágrafo único. Recebidas as denúncias, que poderão ser anônimas, a Ouvidoria da SEAS instaurará processo administrativo próprio para apurá-las, sendo assegurados o contraditório e a ampla defesa.

Art. 9º As associações e cooperativas de catadores deverão realizar a destinação final ambientalmente adequada dos resíduos, emitindo o manifesto de resíduos nos termos da legislação aplicável.

Art. 10. O dever de destinação prioritária constará como condicionante da Licença de Operação dos grandes geradores, se for o caso, e seu descumprimento ensejará sua cassação e a aplicação das demais penas previstas na legislação em vigor.

Art. 11. Esta Resolução Conjunta entrará em vigor na data de sua publicação, revogada a Resolução Conjunta SEAS/INEA Nº 29 , de 28 de outubro de 2020.

Rio de Janeiro, 29 de abril de 2021

JOSÉ RICARDO FERREIRA DE BRITO

Secretário de Estado do Ambiente e Sustentabilidade Interino

PHILIPE CAMPELLO COSTA BRONDI DA SILVA

Presidente INEA

Reestruturação do PROVE


O Programa Estadual de Destinação de óleos Vegetais – PROVE foi reativado, em 29 de junho de 2021, pela Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade – SEAS, em conjunto com o Instituto Estatual do Ambiente – INEA e parceria com a Federação de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis – Febracon , em evento de inauguração das instalações para beneficiamento do óleo vegetal usado, na Praia de Ramos, cedidas pelo INEA à Federação, através de convênio, que também disponibilizará veículos para a coleta do óleo.

O evento foi aberto por Thiago Pampolha, Secretário do Ambiente e Sustentabilidade que, agradecendo a participação de todos, destacou a presença de seu amigo parceiro Rodrigo Vizeu, Carlinhos da Maré, Domingos Oliveira representando o Comitê de Bacias da Ilha Grande, Agenda 21 Paraty e Igor Correia – ouvidor de Maricá.

Pampolha disse que a reestruturação do PROVE só será possível com a colaboração de todos e que lançar mais um programa na agenda ambiental do mês do meio ambiente é um pacto que fazemos, pois de nada adianta o secretário estender a mão sem que os beneficiários, que fazem parte desse processo, tomem posse dessas benfeitorias e/ou não ajudem a fazer isso funcionar, acrescentando que esse é o marco que depende da contribuição de todos para fazer dar certo. “Portanto, eu queria mais do que parabenizar, convocar todos vocês para a gente construir uma nova história no Estado do Rio de Janeiro, no que tange à sustentabilidade e à produção de riqueza, a partir dos resíduos, que não são lixo, são dinheiro. Meu muito obrigado e parabéns a todos!”, concluiu.

Dando continuidade ao evento, Philipe Campello, presidente do INEA , observou que, além a infraestrutura, é muito importante ajudar a Febracon na construção de um Plano de Negócio Sustentável, para que os catadores e as cooperativas possam sozinhos manterem essa linda história. Citando Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro, destacou a manutenção do PROVE – Costa Verde com mais de um milhão de litros de óleo beneficiado nesses últimos 12 anos, e que é muito importante continuar esse processo.

Campello também informou que o PROVE é um dos poucos programas que consegue abarcar os quatro pilares da sustentabilidade: ambiental, social, financeira e política institucional, porque tira do meio ambiente o óleo que seria descartado inadequadamente; socialmente ajuda as pessoas; financeiramente, as cidades (ICMS Ecológico); e, por ser feito com a participação do estado e da sociedade civil, possibilita a consolidação desse programa (Prove). “Então é muito importante que esse programa continue, se perpetue e possa contar com o INEA, com a SAES e com o Governo do Estado, que a gente estará ajudando, fazendo o que for possível para sua continuidade”, finalizou.

Sérgio Mantovani, sub secretário da SEAS, em mensagem à Costa Verde, parabenizou Paraty, Angra dos Reis e Rio Claro por não terem parado as atividades do PROVE durante o tempo que o INEA andou ausente, salientando que “a Secretaria de Estado através da subsecretaria de Saneamento e como subsecretário gostaria de continuar apoiando a todos nessa iniciativa tão bela. Um abraço e muito obrigado!”

Márcio Carvalho, presidente da Febracon, enfatizou a satisfação com a retomada do PROVE , em parceria com a SEAS e INEA. Agradeceu ao pessoal da Costa Verde: Paraty, Angra dos Reis e Rio Claro que sustentou o PROVE nessa pandemia durante o tempo que foi paralisado, e que agora o objetivo é transformar o PROVE, não só apenas reciclar e coletar o óleo de fritura, mas sim reciclar comportamento, e cultura, expandindo-o para todos municípios do Estado do Rio de Janeiro, com essa nova gestão, com a tecnologia, com um site, com aplicativo e informações diárias online. “Agradeço Domingos Oliveira e Ladjane Silva da região da Costa Verde, muito obrigado pela presença de vocês”, complementou.

Ladjane Silva – Cooperativa Serra do Mar  e Diretora Fiscal da Febracon disse que estava no evento de retomada do programa do PROVE+ representando o PROVE Costa Verde. Enfatizou que o  ponto mais importante dessa retomada foi a assinatura do Termo de Parceria entre a SEAS, INEA e Febracon, pois vai reforçar a questão da fiscalização com a retomada das certificações das cooperativas pelo PROVE.
“Fomos  parabenizados por termos mantido a campanha do PROVE Costa Verde nesse período de pandemia,  então continuemos com nosso trabalho,  porque a campanha  só chegou a esse ponto de reconhecimento com a participação de todos”, destacou.

Vídeo da campanha PROVE Costa Verde

  1. FEBRACOM-FEDERACAO DAS COOP.DE CATADORES DE MAT.RECICLAVEL, RECUP.,CONS.AMBIENTAL, TRAT.MANIP.DE RESID.SOLIDOS RJ
  2. OBJETIVO GERAL

Realizar a Gestão Integrada do PROVE organizando um sistema eficiente de logística de coleta e agregação de valor do Óleo de Gorduras Residuais – OGR, atendendo aos requisitos legais vigentes, gerando resultados socioambientais em consonância com os princípios ESG (Environmental, Social and Governance)..

  1. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
  • Realizar a Coleta do OGR – Óleo de Gorduras Residuais gerados pelos estabelecimentos e consumidores  agregando valor junto as cooperativas, retonando ao ciclo produtivo e possibilitando uma ação de economia circular.
  •  Implementar ações integradas de comunicação e educação ambiental junto a clientes e funcionários da rede geradora de OGR;
  • Disponibilizar tecnologia digital de coleta de OGR, permitindo o rastreamento de toda a operação  logística por parte do gerador do OGR .
  • Implementar Certificação PROVE lastreada em tecnologia QRCODE para os geradores do OGR e para as cooperativas integrantes do projeto
  • Realizar ações de treinamento dos funcionários das empresas geradoras voltado para a adequada separação e acondicionamento do OGR.
  • Levantar, monitorar e analisar KPI´s/Resultados Socioambientais do projeto PROVE gerando dados sobre recursos naturais poupados e postos de trabalho gerados com a iniciativa possíveis de serem acompanhados em tempo real, através do Reciclometro.

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Caso Lázaro, psicopatia ou violência rural planejada

Juçara Braga

O caso Lázaro Barbosa já está inscrito na história da criminologia brasileira e deve render pano pra manga, já virou meme, talvez vire filme e, certamente, virará lenda. Após uma caçada de 20 dias, o homem que driblou a Polícia de Goiás e do Distrito Federal foi capturado na cidade de Águas Lindas de Goiás e morto porque, segundo a polícia, reagiu atirando.
A cena do homem, provavelmente já morto, sendo carregado para uma ambulância, foi sucedida por comemoração efusiva dos policiais já exaustos pela busca extenuante em locais inóspitos. Na fuga, encerrada neste 28 de junho, Lázaro Barbosa invadiu chácaras e deixou um rastro de sangue no caminho.
Descrito como psicopata, sanguinário, frio e imprevisível, Lázaro Barbosa, ao final, surge como bem mais que isso. O homem portava R$ 4.400,00, uma quantia expressiva para quem não trabalhava, não tinha renda e vivia no mato. Já se sabe que ele recebeu acolhida em uma fazenda. Somando isto com aquilo surge a lebre levantada pelo jornalista Fernando Gabeira.
Lázaro Barbosa seria, talvez, pau mandado de pessoas interessadas em expulsar as famílias daquela região por interesse em suas terras. Hipótese bem aceitável considerando-se o perfil dos ruralistas endinheirados nesse Brasil de tanta injustiça, desigualdade e violência, sobretudo no campo, onde o sangue dos menos favorecidos é derramado sem piedade e sem punição há 500 anos.
Agora morto, Lázaro está calado para sempre, o que dificulta, mas não impede a apuração de toda essa trama. A polícia de Goiás já aponta indícios de crime organizado neste caso. O executor dos crimes, Lázaro Barbosa, é conhecido. Resta conhecer, e ver atrás das grades, os mandantes.

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Osmar Terra, a pessoa desimportante

Juçara Braga

O sujeito é médico, deputado, reputado a tal ponto que é chamado na CPI da Covid. Lá chegando ele se desfaz de sua importância e diminui a relevância dos fatos nos quais se envolveu desde o início da pandemia da Covid-19 no Brasil. Reconhecido publicamente como conselheiro do presidente Jair Bolsonaro, ele mal conheceu a doutora Nise, defensora da cloroquina, só a encontrou em um almoço, casualmente.

Osmar Terra também não sabe direito quem é Arthur Weintraub, outro conselheiro do presidente. Somente o encontrou casualmente, em dois churrascos. Da mesma forma, nunca conversou com Carlos Bolsonaro, com quem só cruzou, de novo casualmente, no gabinete do pai, presidente. Mal se cumprimentaram.

Reunião? Não esteve, por compromisso, em nenhuma. Só aparecia casualmente. O rosário negacionista é grande. Osmar Terra mal conhece as pessoas que fazem parte do círculo que ele integra e vem assessorando – muito mal, diga-se de passagem – o presidente Bolsonaro na tragédia brasileira da Covid-19, que já nos deixa um legado de 500 mil mortes, precedidas de imenso sofrimento.

Esse é o perfil da gente que desgoverna o Brasil hoje. São falsos, mentirosos, cara de pau. Ou apeamos essa gente do poder ou essa gente nos apeará da democracia. A escolha ainda está com a gente, mas por pouco tempo. Eu quero um arco e flecha. Urgente!

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Coalizão do bem ou coalizão do mal?

Juçara Braga

A política de segurança pública bolsonarista praticada no Rio de Janeiro com Wilson Witzel, aquele do “tiro na cabecinha”, e continuada por seu vice (nunca lembro o nome dele) precisa ser parada. As vozes democráticas desse Estado, desse País precisam se fazer ouvir. Não é possível continuarmos nessa inércia diante de tanta desgraça.
Na Covid, temos números absurdos, 500 mil mortos, 21 milhões de pessoas contaminadas em pouco mais de um ano.
Na praça de guerra estabelecida, pelo governador do Rio de Janeiro, nas comunidades, nas favelas, os números surgem esparsos, um aqui, outro ali, com a exceção do Jacarezinho.
Pessoas pobres, a maioria preta, caindo, assassinadas por aqueles a quem delegamos o poder de Estado nas eleições.
Hoje, a família enlutada, devastada é a de Thiago Conceição, 16 anos, um jovem cheio de sonhos, como aqueles que vivem em Ipanema, Leblon e outros bairros nobres da cidade partida.
Thiago não sonha mais porque morreu assassinado em uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (18/06/2021) .
Thiago era bandido? Não. Estava na rua? Não. Estava em casa, dentro do quarto, ao lado do violão que aprendia a tocar. No Morro da Fé, no Complexo de Favelas da Penha.
À sociedade atônita, o subsecretário operacional da Polícia Civil do Rio, Rodrigo Oliveira, disse que a polícia não estava naquele local, naquele momento. As imagens feitas por moradores já o desmentiram. A polícia estava ali, sim.
Falta o quê para extirpar esse vírus?

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Terra em transe


Juçara Braga

Foto Mídia Ninja

São Glauber que nos acuda. Santa Rita que nos defenda. A crueldade anda crua, a rua nua, os facínoras sem mando, sem manto, matando a rodo nas esquinas, nas casas, nas favelas, nas aldeias indígenas. Os facínoras estão no poder, suas garras fincadas no Estado avançam para implantar o terror, o fascismo, a face horrenda da maldade humana sem limites.
Ontem, a moça grávida cheia de sonhos foi abortada do mundo, assassinada por forças armadas pelo Estado para protegê-la. Hoje, indígenas agoniados, espoliados, com seus parentes assassinados, mortos pela cobiça desmedida do homem branco, foram cercados, em Brasília, pela polícia que os impedia de chegar.
Onde? Onde queriam chegar os índios? À Funai – Fundação Nacional do Índio. Foram recebidos por uma tropa de choque armada com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Lá dentro, lá dentro da Funai, pessoas que deveriam proteger os índios, usando a polícia para se proteger dos índios.
Puta que pariu! É normal isso, gente? Digam-me vocês?

38 Anos do Teatro de Roda!

Na página 203 do livro A Universalidade da CEU – Histórias da Casa do Estudante Universitário, Domingos Moura perguntou, ao fim da entrevista – “Saímos do Labirinto?” Mariozinho Telles respondeu – “Estamos procurando a saída do labirinto. Queremos encontrar a receita do Dédalo.  O Dédalo que conseguiu sair do labirinto, quer dizer, na verdade ele não conseguiu sair, ele conseguiu prender o Minotauro no labirinto. O Ícaro, então, veio para salvar o Dédalo, que havia construído o labirinto para aprisionar o Minotauro. Mas estamos todos aprisionados no labirinto, buscando a saída. Penso que devemos dar as mãos, numa grande corrente, e essa há de ser o nosso fio de Ariadne.”

Envoltos por um grande labirinto, lutamos diariamente com os depautérios de estupendos “minotauros” que: ora se recolhem, ora nos ameaçam, ora estraçalham. E as mãos dadas “numa grande corrente”, como o “fio de Ariadne”, podem ser traduzidos pela nossa humanidade e pelo fortalecimento da nossa cultura, aqui num recorte nominado Teatro de Roda, que completa 38 anos de atividades e inovações, fruto das incessantes pesquisas de linguagens do teatrólogo Mariozinho Telles, que tem continuidade pelas mãos da atriz e diretora Maria Rita Rezende.

Em 1976 Mariozinho Telles queria montar “um espetáculo alternativo, experimental, independente, que estava justamente questionando a atitude do indivíduo em relação às forças que se impunham” no país, daí propôs ao então diretor Luiz Dulci, que discutiu em assembleia com os estudantes residentes, e houve a estreia de Strip-tease em alto mar, do polonês Sawomir Mrozerk. Em seguida montou o Teatro Labirinto sucesso no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, com grande repercussão no Brasil, EUA e Europa. A partir daí vieram outros trabalhos com sua direção, como o Projeto Clássicos do Teatro: “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, “Antígona”, de Sófocles, Comédias de Arthur Azevedo no Repertório, entre outros, como “Romeu e Julieta com linguagem para a web, em tempos de pandemia, sob a supervisão de Maria Rita Rezende 

Entrevistada por Carlos Dei Ribas para o programa Navelouca, da Rádio Revolução (em 2019), Maria Rita Rezende disse que Mariozinho Telles ficou conhecido pela ousadia e pelos seus teatros alternativos, sempre criando uma nova pesquisa de linguagem, sempre trazendo uma forma diferente para cena desde Strip-tease em alto mar passando pelo Teatro Labirinto, que influenciou muitas gerações…” Ela conta que já na década de 1980, Mariozinho Telles desenvolvia uma nova linguagem teatral com as cantigas de roda, no qual as o público participava da cena brincando na roda onde o espetáculo acontece, com os personagens surgindo a partir destas cantigas, nascendo daí o seu Teatro de Roda.

Maria Rita Rezende e Mariozinho Telles cruzaram seus destinos em uma peça, no antigo Dops (Departamento de Ordem Política e Social) “Lembrar e resistir”, com direção de Nelson Xavier, que ao fim da temporada decidiram transformá-la em um longa metragem (que não entrou no grande circuito), para o qual ela foi convidada a participar. A partir daí, foi convidada por Telles a conhecer o seu curso na Escola de Teatro Martins Pena (Rio) que tinha o objetivo de dobrar a pesquisa de linguagem do Teatro de Roda e assim os dois se envolveram a partir do trabalho e o o relacionamento amoroso não foi programado nem combinado, quando viram, já tinha acontecido e se juntaram pelo trabalho e com o trabalho tornaram-se parceiros de vida e de palco.

Mariozinho Telles / Teatro de Roda e a CEU

O jornal Flitoral não poderia deixar de homenagear os 38 anos do Teatro de Roda e o seu criador, Mariozinho Telles, com quem os editores Domingos Moura de Oliveira, Carlos Dei Ribas e João Bosco Gomes tiveram estreita relação de parceria, na Casa do Estudante Universitário – CEU (Rio) quando era ali residentes (e de cuja pedagogia nasceu o jornal Flitoral, entre outras coisas), iniciada no final dos anos 1970, no processo do Teatro Labirinto.

Esta relação se estendeu ao longo dos anos, culminando com longa entrevista concedida por Telles para o nosso livro A Universalidade da CEU – Histórias da Casa do Estudante Universitário e a permanente parceria com o Grupo Teatro de Roda, que enriqueceu os eventos de lançamento desse livro (2017) e já participou de diversas edições da OFF Flip, presencial e online (organizadas e produzidas pelo jornal Flitoral).

“A CEU foi um oásis. Um ponto estratégico, uma trincheira fundamental para a articulação da resistência. A resistência em todas as áreas: política, artística, cultural. (…) Tenho a CEU no melhor lugar da minha lembrança. Gostaria imensamente que fosse possível uma articulação que pudéssemos restabelecer, recriar e fundar um espaço multicultural, onde convivessem poetas, artistas visuais, artistas de cinema, das artes plásticas, artistas de teatro, escritores, ao mesmo tempo. No momento, estamos vivendo uma época de especializações, em que as áreas artísticas se afastam cada vez mais umas das outras, e as áreas técnicas também. Então, esse universo de adversidades é uma necessidade para realimentação de cada área. Aspecto fundamental no período de existência da CEU.” Mariozinho Telles.

(no livro A Universalidade da CEU – Histórias da Casa do Estudante Universitário-pág. 199)

SERVIÇO:

38 Anos do Teatro de Roda!

http://youtube.com/teatroderoda

Programação – Sábado – 12/06/2021

16h – Apresentação do Evento

Com Luciana Albertin e Carolina Bento

16h30 – 1° Mesa de Abertura: 38 Anos do Teatro de Roda. Memória, História, Registros e Narrativas do Sentir

Com Bettina Bruno, Wilton Montenegro e Maria Rita Rezende.

Mediação: – Karina Diniz.

18h30 Mesa 2 – Arte e Educação: A oralidade, a transmissão, o aprendizado, as formas de encenar e ensinar e o papel pedagógico que cumpre o teatro na educação básica

Com Roberta Mancuso e Silvana Bayma.

Mediação: Maria Rita Rezende.

20h15 –  Comentários do professor Lenilson de Mello sobre o Projeto Clássicos do Teatro.

.20h30 – Apresentação de Cenas da Megera Domada com os alunos da turma avançada do Projeto Clássicos do Teatro que acontece no Laura Web:

Anísio Brahim, Carol Martins, Fabio de Lima, Kayana Lima, Lenilson de Mello, Maria Teresa Monteiro

Direção: Maria Rita Rezende

Ass. Direção: Luciana Albertin

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Morre o mestre do Cinema Brasileiro, Maurice Capovilla

O cineasta, ator, roteirista e produtor brasileiro Maurice Capovilla faleceu em casa, no Rio de Janeiro, neste sábado, 29 de maio de 2021, aos 85 anos.

Maurice Capovilla – Produção e Consumo para o Bem Viver – Refletir Brasil 2014

Diretor, ator, produtor e professor de cinema e televisão, pertence à primeira geração do Cinema Novo. Foi Diretor do Departamento de Difusão da Cinemateca Brasileira, lecionou no Departamento de Cinema da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, Departamento de Cinema do Instituto Central de Artes, ICA da UNB e na Escola Internacional de Cinema e Televisão de Cuba. Participou do movimento do Cinema Novo de São Paulo, da direção de documentários para as TVs Globo, Bandeirantes, Manchete e TV Cultura. Dirigiu o Instituto Dragão do Mar de Arte e Indústria Audiovisual do Ceará e o NPD-AC da Usina de Arte do Acre.

Capô, como era carinhosamente chamado por amigos e familiares era representante da “linha mais engajada” do Cinema Novo, estreou como cineasta nos anos 1960 – com os curtas “União”, em 1962, “Subterrâneos do futebol”, em 1964, e com o longa “Bebel, garota propaganda”, em 1968, com roteiro de sua autoria, baseado no conto “Bebel que a cidade comeu”, de Ignácio de Loyola Brandão. Seu filme “Meninos do Tietê” (1963) foi eleito o melhor filme na 1ª Semana Latino-Americana de Cinema Documental, em Buenos Aires.

“Em 1968, participa do Comitê Internacional do Cinema Novo para lutar contra a censura. Em 1970, dirige seu segundo longa, O Profeta da Fome, premiado no mesmo ano com o melhor argumento e roteiro no Festival de Brasília e melhor filme no Prêmio Molière no Air France do Cinema. O filme é inspirado no texto Estética da Fome, do diretor de cinema Glauber Rocha (1939-1981)” http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa547887/maurice-capovilla

Dirigiu as séries Globo Shell e o programa Globo Repórter, da TV Globo nos anos 1970; nos anos 1980, foi diretor de núcleo da Rede Bandeirantes. Em 2003 realizou como diretor e roteirista o longa metragem “Harmada” filmado em Paraty; em 2005 trabalhou como ator no filme “Donde comienza el camino”.

Na década de 90 Capó dirigiu a programação da EcoTV em Paraty e em 2015 foi um dos fundadores do Núcleo Paraty. Capovilla “realizou inúmeros projetos e idealizou sonhos ainda por realizar; um guerreiro de tantas lutas, criativo, dançarino da vida”. Em 2016 estreou seu último filme, Nervos de Aço , com roteiro escrito a partir das composições de Lupicínio Rodrigues, que narra os conflitos de um triângulo amoroso. Seu legado ficará cravado na história do Cinema Brasileiro.

Capô era casado com Marília Alvim há 39 anos, com quem não teve filhos. É pai de Lia, Matias, Adriana e Mayra.O Conselho Editorial do jornal Flitoral externa seus sentimentos à família e dedica este poema ao mestre Capô:

Cinema de Capô

Mestre do olho de fino cristal
que acendeu a chama do pavio
do cinema marginal

Transcendendo espaço tempo
O fogo do pavio da sua vela
em nova verdade se revela

Projetando o seu “Lampião”
alumia as veredas do sertões
dos que foram para os que virão

Sem armas, a sua “Harmada”
em metáforas de “O Profeta da fome”
Reflete o seu genial esplendor

Na ginga de dançarino jogador
No “jogo da vida” com” Nervos de aço”
dribla o medo para vencer a dor

Na ressurgência das suas memórias
A tela sideral projeta do seu olhar
o transcendental Cinema de Capô 

Filmografia
FILMOGRAFIA: Meninos do Tietê -( 15′- 1963) , Subterrâneos do Futebol ( 30′- 1964 ) , Bebel, Garota Propaganda ( 100′-1967 ) , O Profeta da Fome ( 95′ – 1969 ) , Noites de Yemanjá ( 100′- 1971 ) , Loucura -episódio de Vozes do Medo ( 15′- 1972) ,Do Grande Sertão ao Beco da Lapa ( 50′-1972) , O Último Dia de Lampião ( 52′ -1973 ) , Bahia de Todos os Santos ( 52′ – 1973 ) , O Jogo da Vida ( 90′ – 1975 ) , O Boi Misterioso e o Vaqueiro Menino ( 75′ – 1981 ) , Crônica à Beira do Rio ( 70′ – 1981) O Princípio e o Fim ( 60′- 1981) , Os Brasileiros – ( 12 episódios de 50′-1983-1985 ) Desafio do Mar – Série de 10 documentários de 50′ – 1986-87 ) Viagens às Terras de Portugal ( série de episódios de 50′- 1988 , Harmada ( 100′ 2002-03, Nervos de Aço – (2012/13).

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A boiada finalmente alcança Ricardo Salles

Ilustrações: Coutin – luizcoutin@gmail.com

Juçara Braga

Demorou, mas a Justiça alcançou o ministro da destruição do meio ambiente, Ricardo Salles, o que pode cessar a desgraça que ele está promovendo em nosso País, em especial na Amazônia. Salles foi apanhado com as duas mãos na cumbuca. Com os sigilos fiscal e bancário quebrados por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), agora vamos saber tudo da vidinha financeira, provavelmente sem sal, desse típico exemplar da elite brasileira predadora.
Até agora, ingênuos acreditavam que Salles representava “apenas” a turma ruralista do andar de cima que ainda se acha no direito de atropelar a legislação em nome de um pseudo-desenvolvimento, cuja definição correta é a ganância de poucos que ainda vivem com a mente no Brasil das capitanias hereditárias. Agora, todos veem que o buraco é mais embaixo.
A boa notícia – além do desnudamento da canalhada que vem desmontando a política ambiental brasileira desde 2018 – é que a Polícia Federal não sucumbiu. Menção honrosa ao delegado Alexandre Saraiva que, enquanto superintendente da PF no Amazonas, denunciou a ação criminosa de Salles. Foi exonerado, claro, mas agora comemora com toda razão.
“Salmo 96:12: ‘Regozijem-se os campos e tudo o que neles há! Cantem de alegria todas as árvores da floresta”, publicou Saraiva em uma rede social ao saber da decisão do STF em relação a Salles e seus asseclas indevidamente instalados no Ibama.
Resta saber, como antecipa o jornalista Leonardo Sakamoto, “como o governo brasileiro vai explicar a investidores estrangeiros e outros países que a sua polícia investiga o seu ministro do Meio Ambiente por ajudar no comércio ilegal de madeira da floresta amazônica”. Muita atenção aos próximos capítulos. Os covardes e corruptos que espoliam a nação precisam ser detidos, precisam pagar. Essa história tem que mudar. Lutemos!

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Do Jacarezinho à terra Yanomami, guerra civil no Brasil, um genocídio que só avança



Juçara Braga

Ilustrações: Coutin – luizcoutin@gmail.com

Em todas as frentes, bala, porrada e bomba. O Brasil vive uma guerra civil que vem exterminando sem dó nem piedade os mais pobres, sejam eles, pretos, brancos ou vermelhos. Claro, sabemos, os pretos e os vermelhos estão em maior número entre as vítimas desse descalabro social que não enfrentamos, mas, a guerra é de extermínio contra os pobres, contra as minorias.
Nas favelas do Rio, jovens e crianças tombam vítima de balas de fuzil. Crimes sem resposta sem responsabilização, sem punição, o que torna institucional chacinas como a que ocorreu no Jacarezinho, Zona Norte da cidade, onde 28 pessoas, entre elas um policial, perderam a vida. Essa é uma guerra insana.
Em Roraima, bandidos fortemente armados, foragidos da Justiça como relata um delegado de Polícia Civil da região, têm, na mira, a comunidade Yanomami. Os índios são alvo de assassinos cruéis e sem freio. O governo federal dorme em berço esplêndido assistindo o extermínio do qual, na sua omissão, é cúmplice.
A sociedade, dividida numa guerra de ódio e desconfianças, assiste perplexa a esse show de horrores. Entidades civis democráticas manifestam seu repúdio a cada atrocidade, o Ministério Público abre incontáveis linhas de investigação, mas o ataque covarde a aldeias indígenas e favelas não cessa. O Brasil lava sua alma com sangue inocente. Precisamos virar esse jogo.

*Ronaldo Correia de Brito é médico, escritor e dramaturgo

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A farsa como estratégia, a hipocrisia como escudo

Ilustrações: Coutin – luizcoutin@gmail.com

Juçara Braga

O depoimento do verme Ernesto Araújo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid nesta quarta-feira, 18/05/2021, no Senado, escancarou a cara torpe desse governo para o qual não há classificação. Está abaixo de qualquer crítica. O “chanceler” – que lástima o Itamaraty ter em seus quadros esse nível tão baixo de diplomata – negou tudo que fez, inclusive, recusando-se a reconhecer artigos, vídeos no qual ele fala, mostra a cara, negando a pandemia, esculachando a China. Ele nega, na cara dura.
A mentira do “chanceler” surpreende porque, ao negar tudo que fez, essa criatura bizarra admite que tudo que fez era inaceitável. Gente, esse é o ponto. Caso julgasse corretas suas atitudes, o “chanceler” as assumiria. Ou não? Tenho até um certo respeito por gente escrota que assume suas atitudes escrotas. Agora, gente escrota que nega suas atitudes escrotas é muito mais escrota, não é não?



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SEAS RJ – Estimativa de Distribuição do ICMS Ecológico ano fiscal 2021

A Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro – SEAS , lança folder com estimativa de distribuição do ICMS ECOLÓGICO ano fiscal de 2021

ICMS ECOLÓGICO
Criado para impactar positivamente qualidade ambiental dos municípios, o ICMS Ecológico é um mecanismo tributário que garante às prefeituras que investem em conservação ambiental uma fatia maior do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) repassado a elas, além de auxiliar as Gestões Municipais a atingirem suas metas relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS Agenda 2030.

COMO É CALCULADO O REPASSE
Anualmente, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) recebem das prefeituras as informações relacionadas às variáveis consideradas e, depois de avaliá-las, pontuam os municípios de acordo com os critérios ambientais que compõem o Índice Final de Conservação Ambiental (IFCA). Esses dados são, então, encaminhados à Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), que calcula e publica no Diário Oficial do Estado o (IFCA), que consiste em um dos componentes da fórmula que a Secretaria de Fazenda estadual (SEFAZ-RJ) utiliza para determinar o Índice de Participação dos Municípios (IPM), isto é, quanto cada município irá receber da fatia de 25% do ICMS.
Através dos índices calculados anualmente, é possível ter uma ampla visão da gestão Ambiental de cada município de forma a identificar quais áreas precisam de melhorias e, também, avaliar o progresso alcançado pelo município ao longo dos anos rumo ao desenvolvimento sustentável.

COMO FUNCIONA

Pela constituição federal, 25% do total arrecadado pelo ICMS deve ser repassado pelo Governo do Estado às prefeituras.
O Estado do Rio de Janeiro, regulamentou, por meio da Lei Estadual n° 5.100/ 2007 e pelo Decreto n° 46.884/2019, que o repasse aos municípios é feito de acordo com os seguintes critérios ambientais: Unidades de Conservação, Tratamento de Recursos Hídricos e Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Índice de Qualidade do Sistema Municipal de Meio Ambiente.
Na prática, em vez de um novo imposto ser criado, instituiu-se um novo critério de redistribuição que combina o nível da atividade econômica ao grau de preservação do meio ambiente nos municípios.

PRE-REQUISITOS
Para se habilitar a receber os recursos do ICMS Ecológico, cada município deverá organizar seu próprio Sistema Municipal de Meio Ambiente, composto, no mínimo, por:
1 – Órgão administrativo executor da política municipal de meio ambiente;
2 – Conselho Municipal de Meio Ambiente;
3 – Fundo Municipal de Meio Ambiente;
4 – Guarda Municipal ambiental.

A consulta aos índices do ICMS Ecológico pode ser realizada acessando o site do Observatório do ICMS Ecológico do Estado do Rio de Janeiro: www.icmsecologicorj.com.br


MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade – SEAS
Thiago Pampolha Gonçalves
Subsecretaria de Conservação da Biodiversidade e Mudanças do Clima – SUBCON – SEAS
Flávio Francisco Gonçalves
Av. Venezuela, 110/5° andar, Saúde CEP: 20081-312 – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: (21) 2332-5626 / (21) 98465-8986 icmsecologicorj@gmail.com


VEJA PLANILHA COM ESTIMATIVA DE DISTRIBUIÇÃO DO ICMS ECOLÓGICO ANO FISCAL DE 2021

Folder-SEAS-Estimativa-de-Distribuicao-do-ICMS-Ecologico-ano-fiscal-2021-Divulgacao-FL

Romeu e Julieta na Escola Municipal Cornelis Verolme

O Projeto Clássicos do Teatro, do Grupo Teatro de Roda, apresentado nas escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro, desde 2006 e nas três ultimas OFFflip, agora em formato web em parceria com o Jornal Flitoral- Comunicar@ções para vida, retoma o Programa de Educação Ambiental – Não jogue seu óleo pelo ralo no contexto de Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial, nas Escolas Municipais de Angra dos Reis, na escola Municipal Cornelis Verolme, com a apresentação do clássico Romeu e Julieta, no dia 20 de maio, 19:30, com o apoio de Paraty.com , Cooperativa Serra do Mar, Núcleo de Mídias, CBH- BIG e Prefeitura de Angra dos Reis.

Apresentar os clássicos da dramaturgia para os alunos, proporciona o entendimento de alguns conceitos, por exemplo, em Antígona, sobre a lei, a soberania e os limites do Estado, a presença da mitologia na sociedade grega; e em Romeu Julieta, o entendimento da mudança da Idade Média para a Idade Moderna, como se dá a dinâmica entre as famílias nobres, o importante papel presente e definidor da Igreja na vida dessas pessoas, etc, gerando muitos debates possíveis, interdisciplinares, que envolvem história, língua portuguesa, literatura e que, nesse momento de isolamento social o teatro via Web torna-se uma ferramenta que facilita o debate para que os alunos entendam diversas questões, de forma descontraída, facilitando o aprendizado.

Apoie, compartilhe e inscreva a sua escola para parcipar do projeto.

Veja matéria – Ressurgência das Memórias ROMEU E JULIETA WEB
http://folhadolitoralcostaverde.com/romeu-e-julieta-na-escola-municipal-cornelis-verolme/

Veja matéria sobre a campanha – Não jogue seu óleo pelo ralo
http://folhadolitoralcostaverde.com/nao-jogue-seu-oleo-pelo-ralo/

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A trajetória de Martim Gonçalves, homem de Teatro

Prosseguindo com a retomada do programa Ressurgência das Memórias, brotando do fundo da mente, com “a Arte de inventar o possível”, o jornal Flitoral convidou para um bate-papo nesta quinta-feira, 13 de Maio de 2021, às 20h, a atriz, jornalista e professora de Teatro, a baiana Jussilene Santana para fazer a ressurgência das memórias do recifense Eros Martim Gonçalves Pereira, o Martim Gonçalves (que foi cenógrafo e grande diretor teatral brasileiro, bem como pintor, ilustrador, desenhista, escritor e professor), e do Instituto Martim Gonçalves, criado por ela, com transmissão ao vivo no site folhadolitoralcostaverde.com e no canal Flitoral-Youtube.

Nascido no Recife, em 14 de setembro de 1919, onde estudou medicina e especializou-se em psiquiatria, foi para Rio de Janeiro, abandonou a medicina, e dedicou-se à pintura e à cenografia. “Como diretor teatral, encenou textos de inspiração expressionista, de Roger Vitrac, Jean Genet e Nelson Rodrigues”. Martim Gonçalves, estreou aos 25 anos como figurinista e cenógrafo em ‘Bodas de Sangue’, de Federico García Lorca, produção da Companhia Dulcina-Odilon, em 1944. A partir daí, não mais parou: co-fundando o Teatro Tablado no Rio de Janeiro, viajando para diversos países para estudo e pesquisas; organizando e dirigindo a primeira Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia – UFBA, fundando a Escola da Criança da Bahia no Museu de Arte Moderna da Bahia, etc.

Jussilene Santana, quando estudante de Teatro, na UFBA, deparou-se com o ‘furacão’ Eros Martim, e, não encontrando documentos das memórias deste grande realizador, mergulhou em extensa pesquisa por 15 anos e 9 países, além do Brasil, reunindo cerca de 30 mil documentos sobre ele, fundamentando sua tese de doutorado e fundando o Instituto Martim Gonçalves – IMG. Ela apresentará a trajetória de Martim Gonçalves e do IMG, bem como as realizações, projetos e programação do Instituto durante o mês de maio, com a ‘Exposição Martim Homem de Teatro’, no Youtube e a leitura dramatizada da peça ‘Noite de Guerra no Museu do Prado’, do espanhol Rafael Alberti, no site do Centro Cultural Justiça Federal (Rio de Janeiro), no dia 21 de maio, às 16h.

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COMAMP cadê você?

Hoje o COMAMP completaria 21 anos. Comemorando esta data histórica de fundação do maior movimento comunitário da história de Paraty, o Jornal Flitoral – ‘Comunicar@ções para a vida’, convida as lideranças comunitárias para participar da Live – COMAMP Cadê você? Hoje às 21h nesta página ou no canal Flitoral -Youtube.

O COMAMP – Conselho Municipal das Associações de Moradores de Paraty foi constituído no I Congresso Municipal das Associações de Moradores de Paraty, que aconteceu no dia 6 de maio de 2000, com a presença de 400 pessoas, que aprovaram o estatuto, definiram a missão, as políticas e metas do Conselho e aclamaram a 1ª diretoria. Estava fundado oficialmente o COMAMP que tinha como “slogan”: Vamos Salvar nossos quintais !

Em tempos de crise sanitária, política, econômica e ambiental, historicamente ainda teremos como alternativa o comunitarismo , ou seja, as nossa comunidades organizadas em função da hierarquia das suas necessidades, pactuadas em um Plano de Governo das Comunidades, como proposto pelo COMAMP.

E, então, fica a pergunta: COMAMP Cadê você?

Fórum-Transparência na aplicação do ICMS Ecológico

Transparência e controle social na aplicação dos recursos do ICMS Ecológico depende da sua participação. Compartilhe esta matéria e inscreva-se para participar do Fórum-Transparência na aplicação do ICMS Ecológico.

Com o  objetivo de divulgar o Observatório do ICMS Ecológico e promover o conhecimento do conhecimento sobre a nova  Resolução SEAS/INEA,  para a nossa comunidade Flitoral e público em geral, estamos propondo a realização do Fórum -Transparência na Aplicação do ICMS Ecológico, a ser realizado no formato web, no site e canal Flitoral, na quarta-feira, 26 de maio de 2021, das 14h às 17h. 

Para a realização deste evento, contamos com a participação – na abertura do Fórum e como palestrante da mesa ‘ Observatório do ICMS Ecológico e a nova resolução SEAS/ INEA ‘ – do coordenador do ICMS Ecológico RJ, Emiliano Angelis Reis.

Na segunda mesa – ‘ CEPERJ e o processamento dos dados do ICMS Ecológico ‘, teremos a participação de Yuri Guedes Maia – *Coordenador da coordenadoria de politicas regionais, urbanas e ambientais da fundação CEPERJ, Matheus Augusto dos Santos – COPRUA/CEPERJ e Bianca Mattos – Estatística CEPERJ.

Na terceira mesa – ‘ ICMS Ecológico e o Serviço Ambiental das Cooperativas de Reciclagem ‘ participarão Márcio Carvalho – Presidente da FEBRACOM-RJ e Ladjane Silva – Diretora da Cooperativa Serra do Mar.

O tema central será a nova Resolução SEAS/INEA que determina que os Municípios que não atenderem ao disposto no CAPÍTULO II SISTEMA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE, não se beneficiarão dos recursos do ICMS Ecológico do respectivo ano conforme :

Art. 7º – Para se habilitarem ao benefício do ICMS Ecológico, os Municípios deverão organizar seu próprio Sistema Municipal de Meio Ambiente – SMMA, composto, no mínimo, por:
I – Conselho Municipal do Meio Ambiente;
II – Fundo Municipal do Meio Ambiente;
III – Órgão administrativo executor da política ambiental municipal; e
IV – Guarda Municipal Ambiental.estruturado minimamente por:
I – Conselho Municipal do Meio Ambiente; II – Fundo Municipal do Meio Ambiente; III – Órgão Administrativo Executor da Política Ambiental Municipal (Secretaria específica);

Art. 8º
– Para comprovarem seu SMMA, os Municípios deverão preencher o respectivo formulário do ICMS Ecológico, acompanhado dos seguintes documentos comprobatórios:
I – com relação ao Conselho Municipal de Meio Ambiente, os Municípios deverão descrever no formulário as principais deliberações do ano anterior, e encaminhar cópia:
a) de, no mínimo, três atas de reunião suas do ano anterior.

II – com relação ao Fundo Municipal do Meio Ambiente, os Municípios deverão apresentar:
a) cópia da publicação no Diário Oficial do ato normativo de sua criação.
III – Com relação ao órgão administrativo executor da política ambiental municipal, os Municípios deverão apresentar ofício assinado pelo Secretário responsável pela Pasta, indicando a estrutura do órgão, com nome e telefone do titular, e o número de servidores;
IV – com relação à Guarda Ambiental Municipal, os Municípios deverão apresentar:
a) cópia da publicação no Diário Oficial do ato normativo de sua criação; e
b) ofício indicando a estrutura da Guarda Ambiental Municipal e seu número de servidores.

Art. 9º – Os Município que não atenderem ao disposto neste Capítulo não se beneficiarão dos recursos do ICMS Ecológico do respectivo ano.

Segue pdf – RESOLUÇÃO CONJUNTA SEAS/INEA Nº 39
DE 24 DE MARÇO DE 2021

Resolucao-SEAS-INEA-Icms-Ecologico

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Ressurgência das Memórias ROMEU E JULIETA WEB

ROMEU E JULIETA WEB, de William Shakespeare / Grupo Teatro de Roda

Com ênfase nas ressurgências das memórias do Teatro de Roda / Romeu e Julieta , o jornal Fltoral promoveu na quinta, 29/04 , às 20h , uma roda de conversa com a atriz e diretora Maria Rita e Roberta Mancuso e Lenilsom de Mello, com acompanhamento pelo chat dos demais integrantes do elenco, Karina Diniz, Luciana Albertim, Carolona Bento e Fábio de Lima, em que falaram sobre a trajetória do Teatro de Roda e do clássico Romeu e Julieta , que integra o repertório do Projeto Clássicos do grupo, criado pelo saudoso diretor Mariozinho Telles , apresentado em curtíssima temporada web nos dias 01 e 02 de maio de 2021.

O Teatro de Roda já apresentou Romeu e Julieta presencialmente na OFF Flip (2019) e virtualmente na OFF Flip Transviral (2020), se inserindo no contexto da Comunidade Flitoral ,que busca a adesão de apoiadores, para a manutenção do trabalho de 25 anos de jornalismo proativo, multicultural e socioambiental do Flitoral , agora com sua nova marca e missão: ‘Comunicar@ções para a vida’.

Roda de Conversa

Para Maria Rita um dos fatos marcantes foi a convivência de mais de duas décadas  com Mariozinho Telles que ela considera uma ebulição de ideia uma alegria ambulante com uma incansável ação de pesquisa de linguagens e,  dentre estas, a ideia dos projeto Cássicos do Teatro, com a releitura de Romeu e Julieta, Antígona, etc.

Para Roberta Mancuso foi marcante momento em que foi contemplados com FAT, fundo de apoio ao teatro em 2011 e que proporcionou ao Teatro de Roda a circulação em diversas lonas culturais do Rio de Janeiro com cerca de 25 apresentações em 2012 e, em Bangu, uma roda que ficou gigantesca qyando ela teve a sensação vibrante de que a terra tremia.  Outro fato, as apresentações no metrô, nos trens e um emocionante abraço do Mariozinho Telles com a Karina Diniz que rolaram pelo metrô.

Lenilson de Melo pontua a primeira apresentação de Romeu e Julieta na OffFlip,  em que saíram pelas ruas fazendo chamamento de público com as batidas de hip hop, encantando a todos e terminaram lotando a sala da Câmara Municipal com a incansável alegria ambulante de Mariozinho Telles; e o outro momento,  o da sua primeira participação em 2017 como ator, em Antígona, quando Mariozinho Telles, mesmo com fragilidade de saúde acompanhou o último ensaio emanando forças para que o grupo desse o melhor, naquele efervescente momento político no país.

Importância de participar da OffFlip Transviral

Maria Rita reconheceu a importância da participação do teatro de roda em três edições da OffFlip e que a OffFlipTransviral deu início ao processo de mergulho na linguagem do teatro web a partir do que seria uma leitura dramatizada, mas que tornou-se o início da adaptação de Romeu e Julieta para web, para enfrentar as restrições impostas pela pandemia e que, a partir daí, já realizavam outros trabalhos virtuais. Em relação à linguagem, disse que mudou apenas o modo de falar para o público não presencial, mas que as ideias deixadas por Máriozinho Telles permanecem.

Para Roberta Mancuso a importância de estar na OffFlip é a comunhão com o propósito da inclusão e valorização dos artistas locais,  caiçaras, que não são contemplados pela grande Flip e o fato da participação nas edições da OffFlip é da OffFlip Transviral que realmente foi a semente para a montagem de Romeu Julieta Web, e que proporcionou a reinvenção do grupo na forma de se comunicar com seu público, que hoje, através da web, em celulares computadores, desatou uma nova forma de dramaturgia.

Lenilson de Mello lembrou que logo após o início da pandemia, ele e a Luciana Albertin insistiram para que Maria Rita mantivesse o curso do Teatro de Roda de forma virtual, apesar das dificuldades tecnológicas no momento, e que, com isso, ampliaram o número de participantes em outros locais do Brasil constatando na  OffFlip Transviral que daria certo a nova forma de encenação. Lembrou também que como não é cinema, televisão,  teatro, nem só internet, mas uma mistura de diversas linguagens em que se produz uma nova linguagem – o teatro web.

Por fim Maria Rita reforçou a fala do Lenilson de Melo sobre os cursos online, que já o fazem há cerca de um ano; relembrou que o Projeto Escola,  que fazem desde 2006, agora com a tecnologia da web tem ampliadas as possibilidades para levar esses trabalhos para as escolas em qualquer parte do Brasil, mantendo ideal de Mariozinho Telles, de levar os clássicos do teatro para os jovens, suprindo uma carência nesse segmento. Relembrou ainda a as apresentações online de Romeu e Julieta Web nos dias 1 e 2 de maio, com ingressos acessíveis comercializados pela plataforma Sympla, acessado na bio @teatroderoda no Instagram.

Lenilson de Mello falou que a importância das  escolas levarem os clássicos para seus alunos é a de proporcionar o entendimento de alguns conceitos, por exemplo em Antígona sobre a lei, a soberania e os limites do Estado, a presença da mitologia na sociedade grega, e em Romeu Julieta  o entendimento da mudança da Idade Média para a Idade Moderna, como se dá a dinâmica entre as famílias nobres,  o importante

papel presente e definidor da Igreja na vida dessas pessoas, etc, gerando muitos debates possíveis, interdisciplinares, que envolvem história, língua portuguesa, literatura e que, nesse momento de isolamento social o teatro via Web é uma ferramenta que facilita o debate para que os alunos entendam diversas questões, de forma descontraída, facilitando o aprendizado.

Maria Rita lembrou o canal do Teatro de Roda no YouTube, em que colocam palestras importantes como por exemplo o professor Lenilson de Melo falando sobre o contexto histórico de Romeu e Julieta e a professora Roberta Mancuso falando sobre Oficina da Emoção.

Roberta Mancuso reforçou a importância do canal Teatro de Roda no YouTube, em que eles promovem diversos debates, através das suas palestras e cursos e que acha que pode ser também um canal de aproximação entre educadores e educadoras e educandos com brincadeiras como na Oficina da Emoção, em que  apresentam  jogos teatrais para o formato web destinados a públicos diversos.

O jornal Flitoral em parceria com o  paraty.com e a cooperativa Serra do Mar patrocinarão uma apresentação de Romeu e Julieta Web para uma escola que participa do projeto de coleta de óleo usado ‘Não jogue seu óleo pelo ralo’.

Romeu e Julieta Web

Em tempos de pandemia, com uma abordagem contemporânea, que traz intenções coloquiais e poéticas em linguagem adaptada aos recursos das novas tecnologias da videochamada no universo atemporal mítico deste clássico da dramaturgia, o Grupo Teatro de Roda apresenta Romeu e Julieta Web em curtíssima temporada, numa releitura de Maria Rita, inspirada na histórica e premiada direção de Mariozinho Telles , numa homenagem à memória deste consagrado ator e diretor carioca, idealizador da companhia.

A montagem do Teatro de Roda preserva a beleza dos versos de Shakespeare, na tradução irretocável do poeta Onestaldo de Pennafort, ambientando na vida contemporânea o conflito entre Montecchios e Capuletos, localizando seus personagens nas tribos e nos grupos urbanos. Na linguagem direta do Rap e do Hip Hop, com sotaque carioca, o espetáculo se dirige à juventude e aborda, principalmente, o

tratamento dispensado às questões do amor e a violência como formas de expressão existencial e resgata Julieta Capuleto do bálsamo romântico da inocência e da submissão para revelá-la como um ícone libertário, íntegro e coerente.

SERVIÇO : ROMEU E JULIETA WEB , de William Shakespeare.
Tradução: Onestaldo de Pennafort. 
Adaptação: Mariozinho Telles
Direção: Maria Rita Rezende
Elenco : Roberta Mancuso, Karina Diniz, Lenilson de Mello, Luciana Albertin, Carolina Bento e Fábio de Lima.
Dias : 01 e 02 de maio de 2021.
Horário : 20h30
Duração : 55 min
Classificação : 10 anos
Ingressos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/produtor/teatroderoda 
Link na Bio da página do Instagram: @teatroderoda
Ingresso : R$ 100,00 (inteira), R$ 50,00 (meia) R$ 30,00 (ingresso amigo) R$ 10,00 (social) Contatos : Maria Rita Rezende – WhatsApp: 21.99649-7326  @teatroderoda / http://teatroderoda.org

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Festival OBS – Feira Multicultural e Sarau Poético-musical

Para encerrar o Festival OBS – Cultura e Biodiversidade, o jornal Flitoral promoveu na sexta 26/03, 4ª edição, de com uma Feira Multicultural Digital – exposição dos produtos culturais, artísticos, artesanais, agrícolas, turísticos de base comunitária e industriais da região da Costa Verde, que compuseram as Cestas OBS sorteadas durante o Sarau poético-musical da programação, com apresentação de Lia Capovilla e participação de Thales Pançardes, Cagério, Plínio Secanechia, Julian Caiçara, Jeca Tátus e Chico Livino fazendo um homenagem aos 50 anos do Parque Nacional da Serra da Bocaina.

Cestas OBS – Cultura e Biodiversidade

O Festival OBS – Cultura e Biodiversidade teve o objetivo de fortalecer os negócios e os produtores locais. Os sorteados da noite: Monisa Keffani e Danilo Medeji ganharam Cestas OBS, compostas por doces (Morena dos Doces), CD de Nethy Marques, CD dos Coroas Cirandeiros de Paraty, CD de Karina Braz, catálogo sobre o título de Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial pela Cultura e Biodiversidade, o livro ‘A Universalidade da CEU’, farinha de mandioca do Penha, temperos (Angeli dos Temperos), melado de cana da Pedra Branca, cachaças Pedra Branca, cachaças Maria Isabel, mel da Chácara do Mel, banana-passa (Terra Ipê), a cesta (vasilhame) foi produzida pelas cesteiras de São Roque.

O Festival OBS – Cultura e Biodiversidade tem subsídio do Governo Federal, Governo do estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc de emergência Cultural.

Participações mais que especiais

Clique nas imagens e veja os vídeos

Passeando por xotes, reggae e outros ritmos, com desenvolto e marcante violão Thales Pançardes abriu a 4ª edição de do Festival OBS – Cultura e Biodiversidade, cantando a música que dá nome ao seu mais recente CD “Vida Bela” – “Vida bela, vida solta, vida show / não importa o lugar aonde vou / no deserto do Saara ou Moscou / Tudo certo, tudo em paz / eu sei que vou / buscar a felicidade”…

Em seguida, Cagério navegou com sua ode ao mar e ‘outras bossas’ – “O mar, tão lindo o mar / Guarda segredos e mistérios / Melhor não contar / O mar, insano mar / Leva os amores e os sonhos, pra não mais voltar…”, canção que faz parte de uma contação de histórias para adulto, de sua autoria, “O cantador e a estrela” – “O cantador contava estrelas / Sonhava vê-las na beira do mar…” e seguiu com os mistérios – “violeiro, batuqueiro / Difícil é saber qual a cor do brasileiro /…meu samba de fato, / tem um tom mulato / Misturado com caravelas e seres do mato”.

Julian Caiçara – Voz e violão caminhou pela temática voltada para as culturas tradicionais com influências  da MPB, rock, rap e soul – “andei já caiçara / em que dá no Sono já / jogando uma pelada na praia / tomando um cafezinho de gará / com a enxada e chapéu de paia / planto flores nas calçadas… / Bailão em Tarituba / Fandango em Ubatuba / dança debaixo de chuva / casa amarela, pirão de peixe / dedilhado de viola / fonte que mata a sede / canoa no mar / robalo na rede….”

Plínio Tomaz Secanechia, acompanhado de Plínio Sérgio Secanechia (seu pai), desfilou marcantes canções poético-românticas do álbum ‘Fora dos Trilhos’, traduzidas em folk, rock e blues, inspiradas na magia de Paraty.

” Cais / esperando chegada / Eu disse vai / Não tenha hora marcada pra voltar / enquanto meus olhos brilham / Ainda é dia / E ao emarassar  os cabelos / Me lembrar / Foi um mar revolto no meu rosto / Na areia da praia, / teu nome o que apagou / Tentei adivinhar / O que me enganou foi o mar / Vai / Sonhei um dia azul / Meu coração, / Quem te fez tão linda assim? / Tão linda / Tão linda “

Produtores e Agricultura Familiar orgânica

César Vieira, presidente da Associação de Produtores Orgânicos de Paraty, falou sobre a cesta básica agroecológica que contempla produtores quilombolas, tradicionais e orgânicos oferecidas ao músicos participantes do programa; a cesta foi composta de ovos caipira, banana, aipim, taioba, maxixe, palmito e molho de pimenta. Ele informou ainda que a associação disponibiliza produtos orgânicos para venda no box 8 do Mercado do Produtor Rural de Paraty, às quintas e sextas; e têm parceria com o Observatório e com a Prefeitura.

Vagno Martins (novo Secretário Adjunto de Agricultura) – Citando o titular da pasta, Márcio Alvarenga e Silvinho, Secretário Adjunto de Pesca, disse que o trabalho da Secretaria é fortalecer cada vez mais a agricultura familiar, a revitalização do Horto e do Mercado Municipal, convidando a todos, população e visitantes, para conhecerem o Mercado do Produtor Rural, onde encontrarão produtos como os da cesta apresentada por César Vieira.

Observou que a Secretaria está empenhada nesse processo e que Márcio Alvarenga e o Prefeito têm cobrado da equipe ações para o fortalecimento dessa agricultura e que, hoje, boa parte dessa produção é comercializada para a merenda escolar, através do PENAI, mas com a pandemia e a paralização das escolas, a compra foi suspensa, contudo, afirmou, já estão discutindo com a Procuradoria e Ministério Público, para encontrarem caminhos para não interromperem o fornecimento e, assim, garantirem a soberania alimentar para as crianças que estão em casa.

Desta maneira, ressaltou, as Secretarias de Educação e de Agricultura estão encontrando mecanismos para fornecerem cestas básicas às famílias dos estudantes. Acrescentou ainda que o seu papel é buscar parcerias com universidades, Fiocruz, Observatório, Embrapa. Acrescentou que o objetivo é unir grupos, sindicatos, cooperativas, universidades, instituições para fortalecer a agricultura familiar, sem esquecer dos planos já construídos pela Agenda 21, como o Plano de Governo das Comunidades, juntar essas forças e inserir na comercialização dos restaurantes, o Mapa do Gosto e que, para fortalecer os títulos de reconhecimento de Cidade Criativa pela Gastronomia e Patrimônio Mundial, é importante fortalecer a base de agricultores, que são os principais atores de tudo isso.

Performances de finalização

Encarnando o personagem  Jeca Tátus, Domingos Oliveira comentou que a máscara também faz parte da Cesta OBS, em homenagem aos Grupo Arteatro e os Mascaradinhos, de Amaral Paraty e que “sem teatro e sem a arte, a vida é muito vulgar”, falou que Jeca Tátus é um personagem que ele tem psicografado nos últimos anos, vindo do Sertão do Nordeste brasileiro diretamente para o Sertão de Taquari. Agradeceu a toda a equipe de produção e citou Renato Padovani, Lia Capovilla, Carlos Dei Ribas, João Bosco Gomes, Juçara Braga.

Esclareceu que a performance é fruto de editoriais escritos ao longo dos 25 anos do Jornal Flitoral, proativo, multicultural e socioambiental, que persiste “na tecla das máquinas antigas”, buscando um sonho, a ilha da utopia  Disse estar fantasiado com a fantasia da própria vida e que Jeca Tátus o representa como outros personagens. Falou que por adversidades, teve que abdicar do seu nome original, Euristácio; que ficou conhecido como Capitulino no Sertão do Taquari, depois assumiu o nome Domingos Oliveira, em homenagem a um louco da sua cidade e, agora, representava o “eu” de todos nós, “o eu perdido e achado em outros eus”, segundo Fernando Pessoa o “eu profundo e o profundo dos eus”.

A performance, acompanhada pelos músicos Mariano e Rodrigo, se iniciou com uma reflexão poético-musical da OffFlip de 2016, ‘Jaz Jazz, Jaz Off’, sobre o brutal assassinato de jovens paratienses, (do Brasil e do mundo), que continua, numa realidade de necro política – “vidas de jovens, ceifadas, seladas, caladas, cedo demais”.

E que, por essa razão, temos que nos organizar, trabalhando as comunidades, pois a salvação do país está nos guetos, nos presídios e nas comunidades periféricas, que precisam descer e abraçar as cidades; retomando o funcionamento dos Conselhos Municipais, o Orçamento Participativo, a Agenda 21 de Paraty – representada ali pela tenda Agenda 21/2030 resultante do esforço de muita gente que participou, construindo um Planejamento Estratégico para o município, com base nas dimensões ambientais, sociais, econômicas, políticas e culturais.




Chico Livino Iniciou sua performance musical, entoando umbelo lamento ecológico – “Abre os teus olhos e vê quanta vida foi pro chão / Na copa loura do Ipê / Hoje só brota cinza e carvão / Carece de olhos pra ler / Para aprender a lição / Que desce pelo igarapé / Que rega o teu coração…”

Agradeceu ao convite da participação, a todos e a Domingos Oliveira, refletiu sobre o momento difícil que vivemos com a pandemia, mas disse entender que isto é um sintoma de uma doença muito mais ampla na sociedade e que precisamos nos reaproximar do nosso berço, a natureza, para que possamos curar a sociedade, acreditando que por meio da arte possamos criar a ponte de conexão e, por isso, “estamos aqui para celebrar a vida”, especialmente com a música.

Livino encerrou com uma canção em homenagem aos 50 anos do Parque Nacional da Serra da Bocaina, para ele um dos maiores, senão o maior patrimônio da Mata Atlântica, o único Parque Nacional do país a contemplar todas as fisionomias da Mata Atlântica, desde os campos de altitude, acima de dois mil metros, em São José do Barreiro (SP), até o mar da Trindade, em Paraty, através de um passeio Geopoético (sua recente tese de mestrado, pela Unirio, utilizando a arte como ponte e forma de encantamento das belezas naturais), contando a história da Serra da Bocaina, passando pelo Pico do Tira Chapéu (ponto culminante), o Pico do Frade (mais destacado na paisagem), as Cachoeiras do Bracuí (quase 1000 metros de queda, em Angra dos Reis – ameaçada por um projeto de pequena central hidrelétrica), Cachoeira do Veado – Santo Isidro. Acrescentou que pela Serra da Bocaina, o Brasil começou seu interior, por meio das Trilhas do Ouro, depois das Trilhas do Café.

Lia Capovilla agradeceu à participação de todos os convidados, músicos e equipe de apoio e produção: Kaoli e Leandro (som), Ruan e Edmar Moura(corte), Ada Maria e Janete Ronch (produção), João Bosco Gomes e Carlos Dei (produção/Rio-RJ), Jéssica (tradução em linguagem de Libras), Dinho Paraty e Renato Padovani (apoio técnico), Domingos Moura (idealização e direção), para promover e fortalecer os negócios e produtores locais.


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Festival OBS – Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial

Após árduo trabalho de mais de 20 anos, desde a primeira tentativa pró Patrimônio Mundial, em 1982 – entre pleitos e candidaturas, finalmente em 2019, Paraty-RJ foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) com o título de sítio misto Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial pela Cultura e Biodiversidade. Foi a primeira vez que um local é declarado patrimônio misto – cultural e natural – na América do Sul. O reconhecimento se estende à Ilha Grande e uma extensa de área preservada da Mata Atlântica na Serra da Bocaina.

A decisão ocorreu na 43ª Reunião do Comitê de Patrimônio Mundial da Unesco, realizada na sexta-feira, 5, em Baku, capital do Azerbaijão.

Retomada da campanha em 2018

Para discutir o tema no ‘Festival OBS – Cultura e Biodiversidade’, o jornal Flitoral promoveu na quarta-feira, 24/03, a roda de conversa Paraty e Ilha Grande – Patrimônio Mundial pela Cultura e Biodiversidade no contexto dos 50 anos do Parque Nacional da Serra da Bocaina – PNSB, com participação de Mário Douglas, Chefe do Núcleo de Gestão Integrada – ICMBio/Paraty; Chico Livino – Analista ambiental do ICMBio e ex-chefe do PNSB; José Pedro – ex-Secretário de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, articulador da Campanha de Paraty Patrimônio Mundial,atual pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP; Lia Capovila -Presidente do Núcleo de Paraty, ex- Diretora da Agenda 21 de Paraty e José Sergio – Secretário de Cultura de Paraty.

O Festival OBS – Cultura e Biodiversidade é subsidiado pelo Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Lei Aldir Blanc.

Vivências e Experiências

Mário Douglas está à frente do Núcleo de Gestão Integrada do ICMBio em Paraty, que abarca o Parque Nacional da Serra do Bocaina (PNSB), com 106 mil hectares, desde Ubatuba até Angra dos Reis, subindo a serra em Cunha, Areias, São José do Barreiro, pegando a APA do Cairuçu, desde o Rio Mateus Nunes, até a divisa do Estado e toda a costeira, a região de Paraty Mirim, do Saco do Mamanguá e ainda a Estação Ecológica de Tamoios, com algumas ilhas e parte (cerca de 7 %) da Baía da Ilha Grande. Ele disse que estava concentrado no P.N.S. Bocaina, mas, agora  ampliou o foco nas três unidades. Seu primeiro dia em Paraty foi o contato com a última reunião de revisão do dossiê de reconhecimento do Patrimônio Mundial, tendo sido um dos anfitriões – do Comitê da UNESCO que veio para última avaliação, onde foi aprovada a proposta, porque, defende, é um patrimônio cultural, natural, tem cultura viva e esse conjunto forma aquilo que é inédito no mundo, como um patrimônio diferente de todos os outros, “a área mais incrível, no que diz respeito à conservação da biodiversidade”.

Para ele, um grande exemplo por um lado e uma grande esperança por outra de que é possível  manter a matriz de desenvolvimento da região da Costa Verde equilibrada – preservação ambiental com desenvolvimento social, econômico e dentro dessa conjuntura residem todos os planos de gestão para o futuro, baseados principalmente no uso sustentável do território e, particularmente na Serra do Bocaina, baseado na visitação, nas mais diferentes possibilidades de turismo que hoje são pouco explorados na região, que vão desde o turismo de massas – mais comum na região – até o turismo de aventura, passando pelas corridas de longos percursos, turismo de base comunitária, que agrega às comunidades tradicionais renda, orgulho e o pertencimento ao Parque Nacional serra da Bocaina, que tem um gigantesco potencial de crescimento dentro de uma matriz econômica que colabore e substitua as práticas irregulares na região. Falou ainda que o PNSB é um parque de importância ímpar no sistema nacional de unidades de conservação, e para a região Sudeste, mas, acima de tudo um parque nacional que é de Paraty, Angra dos Reis, Ubatuba, São José do Barreiro, Cunha, Areias e que, enquanto isto não for transformado numa verdade absoluta, em que as pessoas de cada um dos sertões saibam que o este Patrimônio é delas, do Taquari, São Gonçalo, Mambucaba, o Parque não terá atingido a plenitude do seu potencial na contribuição do desenvolvimento sustentável da região e, nesse sentido, que vai todo o planejamento de gestão, que traduz o planejamento do sítio da Unesco, concluiu.

Chico Livino antecessor de Mário Douglas na gestão do Parque da Serra da Bocaina falou da construção de um plano de gestão para celebrar os 40 anos do Parque, e agora celebramos os 50, e que boa parte dos frutos plantados ainda não foram colhidos ainda mas estão amadurecendo nas mãos do Douglas. Ele vê com satisfação e orgulho a estruturação da Pedra da Marcela com os projetos de urbanização e de recepção de visitantes na Trindade em fase final de elaboração execução, o Sertão de Mambucaba com o seu ponto de controle e recepção de público em execução, em um grande esforço, que combinou na transferência da sede do Parque Nacional de São José do Barreiro para Paraty, muito mais próximo da dinâmica social com a qual o parque tem relação. Disse que foram 10 anos de grande intensidade e de desgaste Enfrentou brigas pesadas no território, necessárias naquele momento. Por causa disto, nos dois anos subsequentessaiu da frente da batalha e, procurando contribuir com a conservação de uma outra forma, foi se aperfeiçoar, num mestrado na Unirio, explorando a arte, a arquitetura – é arquiteto de formação – inicialmente com arquitetura mas, ao longo de dois anos de estudo, especialmente em função da sua orientadora Luiza Ponciano (professora de Ecoturismo da Unirio) e o co-orientador Pierre Crapez (professor da arquitetura da UFF) conheceu a ‘Geopoética’, que é o arcabouço teórico do trabalho realizado, procurando quebrar as barreiras que foram criadas entre ciência e arte.

Então, com base Geopoética, de Kennety White, percebeu ser um geopoeta nato. Acredita no potencial da arte como construtora de pontes de reconciliação entre sociedade e natureza. Inicialmente focado na Arquitetura, acha que tem um caminho muito longo a ser traçado o sentido de conceber arquitetura para parques nacionais de unidades de conservação do país, que serão capazes de louvar a paisagem onde se inserem e que eclodam da força expressiva daquela paisagem protegida, mais que a sensação de terem sido implantadas ali como um objeto alienígena. Para Livino, cada centro de visitantes do parque nacional tem que ser um poema, retratando exatamente aquilo para o qual ele serve, e esse é o desafio para implantar uma filosofia arquitetônica nas unidades de conservação (UCs). Disse que, com o decorrer do mestrado, viu que outras expressões artísticas, como o desenho, a fotografia e a música o levam a ver esse desafio com outros olhos, como o momento em que, na Serra da Capivara, foi impelido a compor duas canções e, de 2015 para cá, mais de 50 canções, com o mote de natureza retratando essas paixões, levando-o a perceber que o acréscimo da linguagem poética na mensagem que quer passar, emanada da própria natureza, amplifica a receptividade disso e, com isso, poemas ganhando asas através da música, associando imagens fantásticas dos parques nacionais. Isso, afirmou, resultou no projeto Canto da Mata, um convite a esses parques, por meio da música e da poesia, no sentido de ultrapassar os limites das UCs, convidar a sociedade urbana a se encantar e se reconciliar com a natureza. “Se falar de natureza já é bom, cantar a natureza é ainda melhor”, finalizou.

José Pedro – Fazendo uma breve avaliação do processo da candidatura até o reconhecimento de Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial pela cultura e Bidoversidade e os próximos passos necessários para consolidação do título frente a todas as crises atuais, José Pedro disse que foi uma “montanha russa”, com momentos de grandes avanços e de retrocessos, num período de cinco gestões municipais, tendo se iniciado no século passado, quando Tom e Regina Maia já pleiteavam isso nos anos 1980.Mas, afirmou que a coisa tomou força a partir do ano 2000-2002, quando Amaury Barbosa esteve numa reunião em Sevilha.Repetindo o que falou no vídeo da ressurgência, disse que a UNESCO está reconhecendo algo que já era um direito de Paraty de ser Patrimônio Mundial, que a candidatura e o título significam um compromisso e um desafio ou seja: Paraty é um Patrimônio Mundial, sempre foi e agora está reconhecida e a razão que a gente lutou é para que esse título sirva a Paraty e ao Parque Nacional da Serra Bocaina (PNSB). “Eu gostaria de festejar com o Livino e com o Mário, esses 50 anos do Parque. Citou a Maria Teresa que subiu em um jegue para fazer a descrição a parte alta do Parque; Paulo Nogueira Neto e Adriana Matoso, que viabilizaram a criação da Apa do Cairuçu; e falou da Estação Ecológica de Tamoios, “hoje ameaçada, criada no regime militar com a intenção de ser um termômetro de avaliação dos riscos da Usina Nuclear, a Usina sempre será um risco – na época isso não era tão claro, mas depois de Chernobil, depois dos acidentes, o último no Japão, é fundamental que a gente tenha esse cuidado”, disse.

Comentou que a Ilha Grande teve a felicidade de não ter um ferry-boat, como aconteceu com Ilhabela em São Paulo e, com isso, manteve a integridade desde debaixo d’água até o pico mais alto, uma região paradisíaca; falou que a candidatura foi bastante sofrida e ele participou em quase todos momentos e que Paraty não existe sem a natureza e a baía de Paraty sem a cultura da cidade, ela seria apenas um lugar lindo, mas não o lugar privilegiado que é reconhecido hoje. Observou que é um desafio é fazer com que isso se harmonize com aqueles que são os anseios mais nobres da natureza ou seja: valorizar o homem, sem que haja uma destruição; ter um turismo que seja um turismo, de recompor no Cairuçu a presença dos muriquis, a quantidade de fauna, flora, tudo o que compõe esse conjunto do mosaico do PNSB, que é único no mundo. Disse ser uma honra, um orgulho sadio termos esse título para nos ajudar, para nos dar respaldo, para que a cidade, a paisagem, o conjunto seja mantido da melhor maneira, inclusive recuperar. “Estamos vivendo um momento tão triste, mundialmente, não só brasileiro, mas estar em Paraty, falar de Paraty, saber que Paraty tem toda essa força que é dela, que é da sociedade que se une a Angra dos Reis, se une aos territórios altos também, é realmente algo que nos entusiasma, a gente continuar nessa lida. Então é pra gente não falar muito e ouvir mais, quero mais uma vez agradecer e dizer que enquanto tiver forças estarei lutando para que isso fique bom”, completou.

Lia Capovilla – Refletindo sobre o processo de formação e possível retomada da Agenda 21 de Paraty/Agenda 2030 com sua contribuição no processo de pleito e reconhecimento de Paraty Patirmônio Mundial, Lia Capovilla trouxe foco nas questões que a permearam, como a integração entre sociedade, autoridades governamentais, instituições e empresas. Disse que nos anos 1990 com economia do município insípida e a política precária, bem como o advento da discussão sobe as questões ambientais – que gerou conflitos – essa articulação tomou corpo, mobilizou a todos, estimulou e permitiu a participação das comunidades nas decisões municiais e a ECO TV, uma emissora educativa, retratava essa realidade, o turbilhão dentro do qual surgiu o Fórum DLIS (que tornou-se Agenda 21). Comentou que já nos ano 2000/2010 entra em cena José Pedro, que ela considera uma das pessoas mais importantes de Paraty nos últimos tempos, cuja garra e persistência propiciou encontrar caminhos para a conquista do título de Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial – Cultura e Biodiversidade.

Para ela o fato de a Agenda 21 – que participou desse processo – não estar, não ter sido chamada, é reflexo das mudanças de todos e das gestões ao longo do tempo, e os gestores de  hoje não estavam naquele momento, quando era essencial a valorização da participação das comunidades nas decisões do governo. Disse que a Agenda 21 teve um papel fundamental, porque se construiu muito a partir dela e se isso foi aproveitado ou não é outra história, mas que tudo pode mudar e espera que isso aconteça. Observou que é preciso tempo para ver se implantação do Plano de Gestão do dossiê do título precisará da Agenda 21 e que esta será reconstruída se for necessária, se as pessoas se derem conta de que um fórum permanente de Agenda 21 é fundamental, com vários setores da comunidade articulando e pensando junto o futuro da cidade. Comentou também que apesar dos anos, percebe que, embora tenha acontecido muita coisa, Paraty teve um certo desenvolvimento, mas poderia ter sido muito maior, que tudo andou com muita dificuldade, e com a existência de diversos diagnósticos no município, seria interessante fazer uma discussão a respeito desta estagnação que, quem sabe, pode transformar a realidade.

José Sérgio – Comentando sobre o plano de ação da nova gestão da Secretaria de Cultura de Paraty para consolidação do reconhecimento de Patrimônio Mundial, o secretário José Sérgio disse que a Secretaria tem estado à frente de muitas ações, mas que se esse trabalho tivesse começado há mais tempo, estariam muito mais evoluídos nas políticas públicas em relação ao setor cultural, e que, todas as vezes que se fala em patrimônio cultural, existe um pensamento equivocado que se remete a patrimônio arquitetônico ou a outros temas específicos, de forma isolada, observando que todo e qualquer movimento que envolva a biodiversidade tem que ser pensado enquanto território e quem pertence àqueles territórios, que são as peças fundamentais para manutenção e preservação de todo esse patrimônio, tanto cultural quanto ambiental.

Disse discordar de Lia Capovilla, pois tiveram um processo bastante democrático e envolvimento do fórum das comunidades tradicionais, do Iphan do Ministério do Meio Ambiente na formação do Comitê pró Patrimônio Mundial, disse entender a importância de todo o trabalho realizado pela Agenda 21, pelo Fórum DLIS, que foi base fundamental para essa candidatura, por ter sido um processo que ia numa via contrária do que acontecia na política governamental do município, citando o Comamp – em que se fez uma descentralização de recursos, mas, lembrou o processo de desmonte dessa participação durante oito anos, com associações de bairros desmoronando, pois não adiantou só destinar sem dar respaldo e amparo legal a essas instituições, por ser algo muito novo; em 2005 os Conselhos também acabando e sem perspectivas de criação de novos outros;e felizmente, em 2013, surge um momento de retomada desses conselhos e revitalização de algumas associações, para retomar esse trabalho perdido durante esse período, por isso a razão de sua discordância, para afirmar que sempre tiveram grande participação nesse processo, mas que não é o suficiente para reerguer tudo o que se pensou.

Quanto ao planejamento, disse que autoridades paratienses foram ao Azerbaijão para a reunião em que se deu o reconhecimento e ele foi o encarregado de anuncia-lo, mas que era um momento delicado, com muitos problemas no município, em que se questionava esse título frente a esses problemas e também era um momento de eleições em que precisava-se de uma chancela, para que se tivesse condições de se dar o compromisso dos gestores que assumiriam as pastas para garantir que todos os problemas existentes pudessem fazer arte desse compromisso. Acrescentou que todos esses movimentos foram importantes para a criação de um aperfeiçoamento do documento (dossiê), para que os avaliadores conseguissem enxergar tudo o que a população conhecia, vivia, tendo consciência da importância, mas que a chave principal para a virada foi o envolvimento de toda a sociedade, com empoderamento, sentimento de pertencimento desse patrimônio e da relação necessária para que as pessoas tivessem esse cuidado com o mesmo, pois não adianta achar uma chancela do título de Patrimôniio Mundial fosse suficiente para aparecer recursos de todos os lados, mas que foi preponderante a apresentação como sítio misto, valorizando muito mais o patrimônio imaterial.

Desta forma, ressaltou que o trabalho da Secretaria dentro do planejamento tem vários desdobramentos, mas focado na valorização dos detentores dos saberes, de fortalecimento desses territórios, principalmente como espaços, não só de manter a tradição, mas de garantir a transmissão dos saberes para que as novas gerações tenham o mesmo comprometimento, o mesmo sentido de pertencimento, da importância de cada um no processo de manutenção desse patrimônio e de toda a biodiversidade. “É importante manter o título de Patrimônio Mundial para continuar garantindo  o compromisso de todos os gestores que passarem pelo poder público  com o nosso patrimônio, mas, acima de tudo, a nossa preocupação é a importância da manutenção de fato deste patrimônio”, afirmou, acrescentando que a Secretaria vem fazendo um trabalho voltado para os detentores dos saberes; criou o Centro de Documentação e Pesquisa da Memória de Paraty, incluindo a importância do acervo da ECO TV, alinhando estratégias nesse momento de pandemia,” pois os recursos precisam ser direcionados à grande maioria, na garantia da saúde e segurança alimentar”, mas, o principal foco desta gestão é envolver as instituições que já desenvolveram trabalhos na cidade, para garantir o retorno dos resultados finais das pesquisas que realizaram no município. Também iniciarão um programa de transmissão de saberes nos bairros envolvendo os detentores de saberes de cada local com nova gerações num trabalho de formação de empreendedorismo, pensando no potencial de Paraty em turismo de experiência, para que, depois, não vire um turismo predatório, finalizou.

NOTA do Flitoral – Nos seus 25 anos de existência o jornal Flitoral – Folha do Litoral Costa Verde tem acompanhado toda essa narrativa e sente falta da menção da Agenda 21/ 2030 no dossiê do título de Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial e no Plano de Gestão, Agenda que será indispensável não só para consolidar esse reconhecimento, mas para garantir a sustentabilidade do planeta. A Agenda 21 de Paraty foi oficializada pelo atual prefeito quando era vereador.

Histórico da campanha Paraty Patrimônio Mundial

1982 – O prefeito Edson Lacerda, Padrinho – Roberto Marinho, Instituto Histórico e Artístico de Paraty, Tom Maia e Regina de Camargo Maia preparam o primeiro dossiê que, por não ter sido encaminhado oficialmente através do Itamarati, não pode ser apreciado pela UNESCO;
2000 – A ideia ressurge no governo de Benedito Melo (Dedé); mesa redonda no final da extinta ECOTV;


Foto:  João Gerônimo – COMTUR, Amaury Barbosa- IHAP , Benedito Melo – Prefeito, Lia Capovilla – EcoTV, Domingos Oliveira – COMAMP, Ney França – APA Cairuçu, Izabele Cury – IPHAN, Mauro Munhuz – Arquiteto.

2001 – O prefeito José Claudio de Araújo cria, através de decreto, “o Comitê Executivo Pro- Unesco” em paralelo foi fundada a “ONG Pro-Paraty”, tendo como presidente o dr. João Carlos Freire. É criado também, através de decreto, um grupo de trabalho permanente. “A Comissão Permanente PRÓ-Sítio do Patrimônio da Humanidade de Paraty”, Formada por instituições federais: IPHAN e IBAMA, ICOMOS (Governo do Estado), Conselho das Associações de Moradores de Paraty (Comamp), Dlis – Paraty, Fundação Roberto Marinho;
Dá-se início aos trabalhos técnicos e de campo, com reuniões nas comunidades: urbana, rural e costeira, trabalhando o conceito de patrimônio;
Dezembro 2001 – A Fundação Roberto Marinho promove o seminário “Planejamento e Patrimônio Mundial”, bases para a elaboração do Dossiê;
Início de 2002 – Seminário sobre relações internacionais (Itamaraty / Unesco Brasil);
2003 – José Pedro de Oliveira Costa, assume a coordenação geral dos trabalhos;
Final de 2003 – Término do 1º Dossiê, que é enviado no início de 2004 para a UNESCO. Paraty inscrita no programa Monumenta;
Final de 2004 – Devolvido ao Itamaraty, do Ministério da Cultura, com observações, sugestões e o pedido de um anexo, o “Plano de gestão”; IPHAN – assume a coordenação, na pessoa de Thays Ressoto;
2005 – José Carlos Porto Neto assume a prefeitura e apoia a continuidade dos trabalhos. Somente em meados de 2006 a coordenação dos trabalhos volta para Paraty. Tendo continuidade, novos estudos são feitos, buscando responder às sugestões da UNESCO e, em paralelo, prepara-se o Plano de Gestão, para acompanhar o dossiê;
2007 – José Pedro de Oliveira Costa se torna consultor do projeto e Sílvia Figuerut assume a coordenação. Setembro de 2007 – Através do Itamaraty seguem para análise no Centro do Patrimônio Mundial, o dossiê e o plano de gestão;
Outubro de 2007 – A UNESCO solicita mais informações e mapas detalhados;
Fevereiro de 2008 – Os novos estudos completam o Dossiê Final, acompanhado dos anexos: Plano de Gestão e um estado detalhado feito pelo governo português, DGEMIN – direção geral dos edifícios e monumentos nacionais (convênio assinado em 2003) – Vasco da Gama e Margarida, são enviados para a UNESCO, pelo Itamaraty;
Neste período Paraty é escolhida pelo Ministério do Turismo, entre 65 destinos turísticos, como um dos 10 destinos a se tornarem referência no Brasil, na categoria turismo cultural. A ONU – no programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), governo francês, Ministério do Meio Ambiente, Ministério do Turismo escolhem Paraty para sediar um projeto piloto de turismo sustentável “Passaporte Verde” – referência para o mundo;
2009 – Com a candidatura – “Caminho do Ouro em Paraty e sua paisagem” chega na última etapa da avaliação, mas é rejeitada;
2012 – Paraty é reconhecida na abertura da Rio+20 como referência da Campanha Global Passaporte Verde;
2018 – Paraty é reconhecida como Cidade Criativa na Gastronomia, pela Unesco;

Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial

Em 2019, finalmente Paraty-RJ foi reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) como Patrimônio da Humanidade. É a primeira vez que um local é declarado patrimônio misto – cultural e natural – na América do Sul. O reconhecimento se estende à Ilha Grande e uma extensa área preservada da Mata Atlântica na Serra da Bocaina.
A decisão ocorreu na 43ª Reunião do Comitê de Patrimônio Mundial da Unesco, realizada na sexta-feira, 5, em Baku, capital do Azerbaijão.

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