360 anos de Caminho D’Ouro, Cachaça e Gastronomia

12 de agosto de 2020

Programa ao vivo, mediada por Lia Capovilla – diretora Núcleo Paraty, Diuner Mello – historiador, Amaury Barbosa – Presidente do IHAP, João Bee – idealizador do Projeto de Revitalização do Caminho do Ouro – Na Trilha da História e Nena Gama – secretária de Turismo de Paraty.

360 anos de Caminho D’Ouro, Cachaça e Gastronomia


Em 21 de agosto de 1660, o Governador Salvador Correia da Sá e Benevides mandou abrir e descobrir as estradas desde aquele território, Paraty a São Paulo, para entabularem as minas de sua repartição. Trezentos e Quarenta e três anos depois (2003), o Sebrae/RJ e a Prefeitura Municipal de Paraty lançaram o marco do Caminho do Ouro, o segundo representando a antiga Estrada Real, em 25 de julho, na Estrada Paraty-Cunha, km 8, em frente à Igreja do Penha.

Com o objetivo de constituir patrimônio histórico e cultural do Município de Paraty, em 2004 foi publicada a Lei 1419, de autoria do então vereador Casé Miranda, que dispõe sobre o tombamento do “Caminho do Ouro” ou “Caminho velho”, antiga Estrada Real do Brasil Colônia. Dez de Dezembro de 2007 o prefeito Municipal José Carlos Porto Neto, atendendo a uma solicitação do Fórum DLIS, sanciona a lei de autoria do vereador Anderson Rangel, que institui a logomarca, de autoria de Tom Maia com concepção gráfica de Domingos Oliveira e oficializa o Dia do Caminho do Ouro.

Por ocasião da comemoração dos 360 anos da abertura do Caminho do Ouro é bom lembrar que, ao oficializar o seu dia de abertura em 21 de Agosto, resgatamos a história de um caminho e eternizamos esse momento, presente e futuro, contribuindo para uma das metas e desafios do projeto – Na Trilha da História de Revitalização do Caminho do Ouro. Refletir sobre esse momento, ampliando o nosso conhecimento sobre a história desse Caminho e o legado dos séculos XVII, XVIII, XIX, sem esquecer que aqui correram lendas e sofrimentos, mas principalmente esperanças e sonhos, buscamos contribuir para o resgate dessa fascinante história que, mesmo com dificuldades e ainda frágeis, depende de muita perseverança e o apoio da Secretaria Municipal de Turismo para mantê-lo em condições de visitação. E, no decorrer de cada comemoração, aflora em nossa consciência a sua importância e valor econômico / turístico presente e futuro e o legado que ele nos deixou.

Texto – Luiz Armando França

Folha do Litoral Costa Verde