Certificação Fórum DLIS – Agenda21 / 2019

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No contexto de Paraty e Ilha Grande Patrimônio Histórico e Natural da Humanidade, o Fórum Dlis Agenda 21 de Paraty, em conformidade com a lei municipal n°1839 /2012, que dispõe sobre a certificação do Passaporte Verde,  Gastronomia Sustentável, Carbono Compensado e a campanha- ‘Não jogue seu óleo pelo ralo’, certificará no dia seis de dezembro as  empresas, instituições e pessoas comprometidas com a marca do destino: Paraty, Cultura em Verde e Azul.

DIA: 06 de dezembro/2019
HORÁRIO:  das 19h às 21h
LOCAL: Núcleo Paraty (Rua João Guimarães Rosa, 284 – Portal de Paraty)

CBH-BIG faz entrega das bombonas a Coop. Serra do Mar

O CBH-BIG, através da Secretaria Executiva – AGEVAP, fez a entrega das bombonas à Cooperativa Serra do Mar, como parte do projeto de ampliação da campanha de educação ambiental da Agenda 21 – ‘Não jogue seu óleo pelo ralo’ / PROVE Costa Verde.

Matheus Miguel – CBH-BIG / AGEVAP e LadJane Silva – Cooperativa Serra do Mar

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No contexto de Paraty e Ilha Grande Patrimônio da Humanidade, a Agenda 21 de Paraty com o apoio do CBH-BIG, PROVE – SEAS Rj e das prefeituras de Angra dos Reis, Paraty, Rio Claro e parceiros, dá mais um passo para consolidação da campanha regional de educação ambiental – ‘Não jogue seu óleo pelo ralo’ / PROVE Costa Verde, reafirmando o seu reconhecimento na RIO+20 como referência da campanha Global Passaporte Verde – PNUMA.

Programa ObS apoia o Festival Gastronômico de Paraty

No contexto de Paraty, Cidade Criativa na Gastronomia e Patrimônio da Humanidade,  as ruas da charmosa cidade de Paraty ganharão um sabor ainda mais especial com o Festival Gastronômico de Paraty que, nesta nova edição, traz diversas iniciativas gastronômicas, culturais, audiovisuais e musicais.

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Veja Programas ObS com as organizadoras do Festival –  Georgia Joufflineau e Lu Delgado e o curador Jorge Ferreira.

Realizado pelo Polo Gastronômico de Paraty, o Festival acontecerá no Centro Histórico, de 24 a 27 de outubro, ocupando o calendário da então Folia Gastronômica.

No Cinema da Praça, serão exibidos filmes e documentários sobre gastronomia, na Casa da Cultura, as rodas de conversa e masterclass e, na Arena Gastronômica, na Quadra da Matriz, os show-cookings , paneladas e shows musicais.

Com a curadoria de Jorge Ferreira, especialista em agroecologia, ecogastronomia e participante do movimento GS de Paraty, o Festival terá como temática as Plantas Alimentícias Não-Convencionais – PANCS.
Os chefs locais e os convidados de outras cidades apresentarão a sua criatividade, elaborando receitas que serão degustados pelos participantes inscritos para os “ Show-cookings .”

Cesta Obs – Festival Gastronômico

Tendo como objetivo o fortalecimento dos negócios locais, o programa ObS – O básico da Sexta fará a cobertura do evento, sorteando Cestas ObS, cheias de produtos locais para complementar os recursos de realização da documentação do Festival.

Invista nesta moeda local. Compre seu Paraty e participe dos sorteios das Cestas ObS- Festival Gastronômico.

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O programa ObS é uma realização do Jornal Folha do Litoral, Paraty.com e Núcleo Paraty.

Serviço:

1º FESTIVAL GASTRONÔMICO DE PARATY
Data: 24 A 27 de Outubro 2019
Centro Histórico, Praça da Matriz, Casa da Cultura de Paraty, Cinema da Praça, MAR – Mercado das Artes – Praça da Bandeira.
Confira a programação completa do evento no site: https://www.festivalgastronomicodeparaty.com/
Siga nas redes sociais: facebook.com/paratygastronomia / @paratygastronomia

Mais informações: David Seromenho – ds@cunhavaz.com
Heitor Lopes – hl@cunhavaz.com

 

 

Caminho do Ouro completa 359

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21 Agosto de 1660, Governador Salvador Correia de Sá e Benevidesmandou abrir, e descobrir as estradas desde aquele território (Paraty), ao de São Paulo, para entabularem as minas de sua repartição.

Trezentos e Quarenta e três anos depois (2003), o Fórum DLIS, Sebrae/RJ e a Prefeitura Municipal de Paraty lançaram o marco do Caminho do Ouro, em 25 de julho, na Estrada Paraty-Cunha, km 8, em frente à Igreja do Penha .

Afim de constituir patrimônio histórico e cultural do Município de Paraty em 2004 foi publicado a lei 1419 de autoria do então vereado Casé Miranda, que dispõe sobre o tombamento do “Caminho do Ouro” ou “Caminho Velho da Estrada Real do Brasil Colônia.

Dez de Dezembro de 2007 o Prefeito Municipal José Carlos Porto Neto, atendendo a uma solicitação do Fórum DLIS, sanciona a lei de autoria do vereador Anderson Rangel que institui a logomarca, de autoria de Tom Maia com concepção gráfica de Domingos Oliveira e oficializa o Dia do Caminho do Ouro.

Retomada do Projeto de  Revitalização  do Caminho do Ouro

No ensejo da comemoração dos 359 anos da abertura do Caminho do Ouro, dia 21 de agosto, resgatamos a história deste caminho e o nosso compromisso em retomar urgentemente o projeto – Na Trilha da História, para garantir a continuidade da revitalização deste patrimônio histórico de Paraty.

Refletir sobre esse momento, amplia o nosso conhecimento sobre a história desse Caminho e o legado dos séculos XVII, XVIII, XIX, sem esquecer que aqui correram lendas e sofrimentos, mas principalmente esperanças e sonhos.

A preservação dessa história fascinante dependerá cada vez mais do empoderamento da comunidade, do envolvimento do trade turístico e do apoio do Governo Municipal, para que o centro de visitação do Caminho do Ouro seja recuperado e a manutenção do caminho ofereça segurança e qualidade no atendimento aos visitantes, como era feito anteriormente.

E, no decorrer de cada comemoração, será fundamental trabalharmos a nossa consciência sobre a sua importância cultural e turístico para o desenvolvimento econômico do nosso município.


Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial da Unesco

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IPHAN publica em seu site – Paraty e Ilha Grande (RJ) recebem título de Patrimônio Mundial da Unesco. Um bela matéria, porém não cita o Fórum Dlis – Agenda 21 de Paraty como um dos participantes da elaboração dos dossiês e dos planos de gestão das candidaturas nestes últimos anos.

Como as ressurgências das memórias são fundamentais para enriquecer as narrativas sobre o conceito de patrimônio ‘’material e imaterial’’ proposto pelo IPHAN, não podemos deixar de, mais uma vez, registrar neste jornal que o Fórum Dlis-Agenda 21, em 20 anos de existência, tem nos possibilitado ir muito além das peças literárias escritas em dossiês ou em planos de gestão.

60792669_1660964724040361_3475198325710389248_nEm termos literários, esta memória Dlis-Agenda 21, está escrita no Plano de Desenvolvimento Sustentável de Paraty de 2000 que, em cascata, resultou no Planejamento Estratégico de Turismo em 2002, no Plano Diretor de Turismo em 2005 e no atual Planejamento Estratégico Agenda 21, elaborado em 2016. Veja Link – http://goo.gl/wO4AGn .

Em termos de ir além das peças literárias, este Fórum, que também tem uma cadeira do IPHAN, através do gerenciamento integrado e um planejamento participativo, desenvolveu e implantou os projetos de Revitalização do Caminho do Ouro, Melhoria da qualidade da cachaça de Paraty, Agroecoturismo -Vivência Paraty, Campanha – Não Jogue seu óleo pelo ralo, Gastronomia Sustentável e Carbono Compensado, reconhecidos na Rio+20 como referência do Passaporte Verde – PNUMA.

Finalizando, fica a mesma pergunta que fizemos nas reportagens em vídeo aos representantes do IPHAN, sra. Candice Ballester e ao chefe do PNSB, sr. Mário Douglas, na apresentação prévia do dossiê na Casa da Cultura 09/08/2018:

Onde entra a Agenda 21 neste dossiê? **

Reportagens com representantes do IPHAN e PNSB na apresentação prévia do dossiê

 

Trecho da matéria IPHAN: ‘’A candidatura de Paraty e Ilha Grande é fruto de parceria entre o Ministério do Meio Ambiente, Iphan, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Prefeituras Municipais de Paraty, de Angra dos Reis e Instituto Estadual do Ambiente (Inea). Junto ao Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), Instituto Histórico e Artístico de Paraty (IHAP), Fórum das Comunidades Tradicionais e Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina, os órgãos responsáveis estão construindo, em conjunto, um plano de gestão compartilhada do sítio.’’ Link https://qrgo.page.link/9mSRD

Prefeitáveis assinam termo de compromisso com Agenda 21 de Paraty

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A Agenda 21 de Paraty, em 31 de julho último, promoveu na Casa da Cultura, tradicional encontro para assinatura do termo de compromisso dos candidatos a prefeito com o “Planejamento Estratégico Agenda 21 ” e os projetos desenvolvidos nestes últimos 20 anos pelo Fórum DLIS – Agenda 21.
Entre as propostas destacam-se : O Vivência Paraty; Revitalização do Caminho do Ouro; Gastronomia Sustentável; Programa de educação ambiental – Não jogue seu óleo pelo ralo; Carbono Compensado e o Passaporte Verde Paraty e Cultura em Verde e Azul.
Estes projetos contribuíram efetivamente para o reconhecimento de Paraty como Cidade Criativa da Gastronomia e Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Na oportunidade, Catarina Esposito, coordenadora Executiva da Agenda 21, apresentou o documento aos candidatos que estiveram presente e assinaram o termo de compromisso, na Casa da Cultura.

Veja Vídeos dos candidatos que assinaram o termo de compromisso: Ronaldo Campinho; Deco Minair e Lucas Aquino

     

 O termo que foi entregue oficialmente aos candidatos e apresentado publicamente nas mídias, propõem ao futuro prefeito os seguintes compromissos:
• o Planejamento Estratégico seja adotado como um dos instrumentos indispensáveis para o desenvolvimento sustentável de Paraty;
• os projetos da Agenda 21 de Paraty sejam fortalecidos;
• os recursos do ICMS Ecológico sejam enviados a um fundo municipal do meio ambiente a ser gerido pela Secretaria do Ambiente através do Conselho Municipal do Meio Ambiente, com o objetivo de manter, expandir e criar ações e projetos voltadas para a Educação socioambiental e sustentabilidade do município.


CARTA DE RESPONSABILIDADES / TERMO DE COMPROMISSO AGENDA 21 PARATY
para Candidatos à prefeito de Paraty, eleição suplementar de 2019

A Agenda 21 é um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis, que concilia métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.

Nossa história em Paraty teve início nos anos 2000, através do Fórum DLIS. Em 2009, nos tornamos legalmente fórum DLIS Agenda 21, com a aprovação da Lei Municipal nº 1.722. Possuímos e apoiamos projetos fundamentais para a sustentabilidade da cidade e preservação dos valores tradicionais e biodiversidade. Dentre eles estão:

• MOVIMENTO GASTRONOMIA SUSTENTÁVEL;
• CAMPANHA NÃO JOGUE SEU ÓLEO PELO RALO;
• PROGRAMA CARBONO COMPENSADO;
• PASSAPORTE VERDE.

Nossos princípios, em consonância com a Carta das Responsabilidades Humanas, Carta da Terra, Agenda 21 Global, Tratado de Educação Ambiental e Responsabilidade Global, os ODS – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável Agenda 2030 e Compromisso de Gestão Integrada do Patrimônio da Humanidade, são: I – conscientização e vivência dos valores éticos; II – autonomia e respeito à diversidade cultural; III – responsabilidade social e ambiental; IV – transparência; V – intersetorialidade e interinstitucionalidade; VI – compromisso com as gerações futuras; VII – participação; VIII – parceria; IX – multidimensionalidade e multidisciplinaridade; X – sustentabilidade; XI – gestão integrada; XII – transversalidade; XIII – inclusão social.

Em 19 anos de história, a Agenda 21 de Paraty trouxe importantes contribuições ao município. Dentre elas, destacam-se:

• Planejamento Estratégico Fórum DLIS/Agenda 21: Lançado em 2015, o Plano foi construído com o apoio de representantes de 42 associações de moradores e entidades governamentais e não governamentais. O documento oferece uma importante base para o desenvolvimento sustentável do Município
• ICMS Ecológico: Em 2017, o Fórum DLIS Agenda 21 sobre “Cidade Sustentável e o projeto de Lei ICMS Ecológico”, realizado na Casa da Cultura, foi fundamental para ampliar as discussões sobre o projeto de Lei “ICMS Ecológico” e promover sua tramitação e aprovação na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro. (Folhado Litoral nº 68/agosto de 2007). Os esforços da rede de parceiros e colaboradores do Fórum DLIS Agenda 21 de Paraty, contribuíram para que o município alcançasse o 4º
lugar no Ranking do índice do ICMS ECOLÓGICO RJ – 2018;
• O recolhimento de 1.595.213 litros de óleo de cozinha Pela Campanha Não Jogue seu óleo pelo Ralo, evitando assim o descarte dos resíduos na Baía de Ilha Grande e;
• O Plantio de aproximadamente 20.000 mudas de árvores no município, através do Programa Carbono Compensado.

Não obstante nossa significativa história, os desafios continuam!

Para a continuidade do processo sustentável de Paraty, é fundamental que:

• o Planejamento Estratégico seja adotado como um dos instrumentos indispensáveis
para o desenvolvimento sustentável de Paraty;
• os projetos da Agenda 21 de Paraty sejam fortalecidos;
• Os recursos do ICMS Ecológico sejam enviados a um fundo municipal do meio
ambiente a ser gerido pela Secretaria do Ambiente através do Conselho Municipal do
Meio Ambiente, com o objetivo de manter, expandir e criar ações e projetos voltadas
para a Educação socioambiental e sustentabilidade do município.

SOLICITAMOS AQUI aos candidatos a Prefeito e a Vice-Prefeito que firmem COMPROMISSO DE RESPONSABILIDADE E APOIO à Agenda 21 de Paraty, para implantar e implementar os pontos supracitados na nova gestão que assumem em 2019 e, para atuarem com o objetivo de que a sustentabilidade continue a ser princípio fundamental do nosso
município, caso eleitos.
Paraty, 31 de julho de 2018

A Agenda 21 de Paraty convida prefeitáveis para assinatura de termo de compromisso.

 

 A Agenda 21 de Paraty convida os candidatos a prefeitos de Paraty, para a assinatura do Termo de Compromisso com a Sustentabilidade do Município, Patrimônio Mundial UNESCO.

Convite encaminhado pela Agenda 21 de Paraty
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A Agenda 21 de Paraty vem através deste, convidar os candidatos a prefeitos e vices, para a assinatura do Termo de Compromisso com a Sustentabilidade do Município, PatrimônioMundial UNESCO.

Somos um instrumento de planejamento para a construção de sociedades sustentáveis que atua no município há 19 anos, sob as diretrizes da Agenda 21 Global. Possuímos e apoiamos projetos fundamentais para a sustentabilidade da cidade e preservação dos valores tradicionais e biodiversidade.

Estaremos na sala de artes da Casa da Cultura, no período das 10h às 12h, do dia 31 de julho de 2019.
Aguardaremos a presença de vocês para assinarem o termo em qualquer horário, dentro do estabelecido a cima!

Atenciosamente,
Catarina Esposito Cruz
Coordenação Executiva Agenda 21

OFFflip 2019 – A Flor da Favela

fl 171O Circuito Paralelo de Ideias “OffFlip 2019 – A contramola que resiste” , uma homenagem à flor da Favela, em sua 15ª edição mantém-se fiel à proposta de ser uma plataforma eclética e multicultural, este receberá e acolherá na Câmara de Vereadores de Paraty mais de 40 poetas, escritores, músicos, atores e outros artistas da academia de todas as letras e de todas as tribos, de todo o Brasil, para a valorização das manifestações culturais regionais e universais.

Nesta edição teremos  a participação de Uberto Molo, o fundador da ECOTV, com seu livro – ‘Os Três Cavalheiros do Apocalipse’,  a  II Mostra Instituto Casa da Val, o adicional Poematrix,  de Tavinho Paes,  o I Encontro de Saraus Rio e a esperada  “ Caravanas Euclidianas”, com o emblemático filme ‘A Paz é Dourada ’, do cult cineasta Noilton Nunes, palestra da escritora Regina Abreu, sobre o seu livro ‘O Enigma de Os Sertões’, além da apresentação do samba enredo ‘Os Sertões’, de Edeor de Paula, em ímpar tributo ao escritor Euclides da Cunha, o homenageado da Flip.

No contexto de Paraty (RJ), Cidade Criativa na Gastronomia – UNESCO, o Circuito Paralelo de Ideias OffFlip 2019 promove através da Cesta ObS OFF  a marca do destino – Paraty, Cultura em Verde e Azul  que destaca , através do livro ‘Delícias de Paraty’, de Gislana Peçanha a Gastronomia Tradicional, contemporânea  e  Sustentável da região, um convite a múltiplos orgasmos gustativos de ler os pratos e degustar os livros com a trilha sonora Maré Cheia de Karina Braz.

Uma programação diversificada e excitante com lançamentos da Alpas 21/ Editora Gaya,  shows, teatro, oficinas, debates, exibição de vídeos, lançamentos de livros e, em especial, o Circuito Pratos Literários da Gastronomia Sustentável de Paraty, que também propicia vivências, atrativos e contato com produtos locais, por meio dos projetos da Agenda 21.

O Sarau ObS da OFF encerra o evento com  os lançamentos coletivos e as apresentações de Carlos Fernando – Prof. Doc. Blues; dos cordelitas Edimilson Santini  – Canudos em Cordel  e Severino Honorato – Favela em Cordel; Luciano Ciranda – Tambores de Canudos;  Chico Livino com a geopoética dos Sertões e o Grupo de Rap – Valor Invertido,  que fará o sorteio da Cesta ObS composta com  livros e os produtos locais.

EUCLIDES e DOSTOIÉVSKI nas CARAVANAS OFFflip PARATY 2019

Texto de Noilton Nunes

“Leia Dostoiévski… Leia Dostoiévski… Não se esqueça do que eu estou te dizendo. Leia Dostoiévski que você encontrará o caminho para terminar seu filme.”

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Fiódor Dostoiévsk, , Roberto Ventura  e Noilton Nunes

Foram a últimas palavras que ouvi dele, pronunciadas já de dentro do carro. Tomamos o café da manhã juntos. Ele, Roberto Ventura, Gigi e eu. Era agosto, domingo. Estávamos no mesmo hotel, convidados para participar da Semana Euclidiana de 2002, em São José do Rio Pardo, cidade berço de Os Sertões, que comemorava o centenário de lançamento do famoso livro.  Roberto e eu, sempre que nos encontrávamos, brincávamos sobre quem terminaria primeiro. 

A biografia que ele escrevia sobre Euclides da Cunha era um livro esperado há mais de dez anos e o filme que eu anunciava, já passava dos vinte e nenhum de nós dois dávamos pistas de estarmos perto do fim. Ligou o motor do carro e partiu. Roberto deu algumas palestras, algumas aulas e ia a São Paulo passar o Dia dos Pais com seus filhos. Prometia voltar no meio da semana para a Conferencia de Encerramento. 

Fiquei com aquela frase rodando na minha cabeça. “Leia Dostoiévski…” o que ele queria me dizer? 

Na minha adolescência eu lera Crime e Castigo, O Idiota e Os Irmãos Karamazovi, que o tornaram ídolo de seus leitores, guia espiritual, exemplo de força e coragem, “o Escritor da Russia”. 

Será que Roberto estava se referindo ao Diário de Um Escritor, que eu nunca li, mesmo tendo vivido minha fase de literatura russa apaixonadamente, quando também conheci Gorki, As Minha Universidades, A Mãe… 

Ou será que Roberto me desafiava, me induzia, a pelo menos tentar fazer uma obra que pudesse retratar com fidelidade a alma e a condição humana de um escritor como Euclides? 

De repente veio a notícia. Roberto Ventura sofreu um acidente na estrada. Não chegou com vida em São Paulo. 

Passaram-se alguns anos e o livro dele apareceu, pronto. Alguns dos seus amigos mais próximos, juntaram tudo que ele já havia pesquisado e escrito. Com muita determinação colocaram um ponto final na obra e a libertaram. 

Quando vi o livro pela primeira vez, quando li cada frase, cada página, cada foto, sentia que todas as idéias dele se misturavam nos meus neurônios emocionadamente com as narrativas dos muitos roteiros dos inacabados filmes que eu imaginara fazer. 

Roberto, morto, me venceu. Ganhou a nossa simpática corrida olímpica.

Terminou seu livro vingador. 

E eu continuava sem saber o que fazer para conseguir as condições mínimas para me recolocar perante tão grandiosa empreitada. Começara a filmar justamente as sequências da criação do “livro monumento nacional”, lá mesmo em São José em 1986. Com Breno Moroni fazendo um Euclides que convencia até mesmo as seculares pedras dos caminhos por onde o verdadeiro andara. Uma atriz argentina, Katja Alemann, no papel de Ana. A cidade toda mobilizada. De manhã dávamos entrevista na rádio anunciando as cenas que seriam filmadas durante o dia. Tudo o que precisávamos, pedíamos. Os ouvintes atendiam. Cenários e figurinos eram enriquecidos com a gentileza do povo riopardense. Um búfalo. Precisamos de um búfalo. No dia seguinte apareceram seis. Um deles era branco. Albino. De olhos azuis. Foi o escolhido para ser montado pela nossa Lady Godiva, Katja, que nua atravessaria a ponte majestosa, reconstruída pelo engenheiro Euclides, numa liberdade poética do roteiro.

As filmagens em São José merecerão um capítulo especial do livro que estou elaborando contando as aventuras e desventuras desse filme sobre a vida e obra de Euclides.

Agora, quero deixar claro como nasceu a decisão de encerrar tão longo processo.

Eu não aguentava mais ouvir meus amigos, meus colegas, conhecidos e desconhecidos; gente que admira o Euclides; pessoas que gostam de mim; todos me perguntando sobre o filme. 

Os anos se passavam e as dificuldades só aumentavam. As primeiras cenas filmadas em 35mm no final de 1986 e começo de 87 envelheciam. Os atores envelheciam. E nada. Cheguei a desistir diversas vezes. Mas, sempre acontecia uma espécie de chamamento e eu não conseguia dizer não. Voltava a carga, mesmo sem vislumbrar no horizonte muitas possibilidades de conseguir os recursos necessários.

Ao me deparar com o livro do Ventura pronto, terminado, repito, graças ao empenho de seus amigos, uma primeira questão passou a me perturbar imediatamente. 

Será que meus amigos cineastas fariam o mesmo com meu filme, caso eu também morresse deixando o filme inconcluso?

Passei várias noites imaginando como seria. Veriam tudo o que eu tinha filmado? Tentariam fazer uma narração explicativa? Montariam linearmente? Ou nada fariam e todas aquelas horas e mais horas de copiões em 35mm, cenas em 16mm, vídeos Umatic, Vhs, reportagens gravadas da tv, entrevistas mais recentes em digital… tudo iria para a lata de lixo da história? 

O livro do Ventura foi um sinal de alerta.

Mas, o decisivo momento foi quando o meu neto nasceu. Quando vi aqueles olhos bem abertos do recém nascido Francisco, filho do meu filho Pedro e da Fafá, eu disse para mim: essa criança não precisará sofrer pelas mesmas ansiedades alheias vividas pelos meus filhos, pela minha mulher, pelos meus amigos mais próximos. Não precisará ter o desgosto de ver um avó sofrendo, tentando em vão encerrar uma obra durante anos e anos. 

Foi nesse instante que decidi: vou terminar o filme como se eu tivesse morrido e como se meus amigos fossem recolhendo fotograma por fotograma, até reconstituir uma história que pudesse chegar ao público, em especial aos professores e estudantes do Brasil.

Mas, mesmo para fazer essa colcha de retalhos era necessário alguns apoios fundamentais. Eu precisava parar de fazer as mil e uma coisas que fazia. Era necessário algum dinheiro para se fazer a edição. Apareceu o cineasta Luiz Fernando Sampaio, que havia apoiado a finalização do documentário que fizemos sobre o Kuarup do Orlando Villas Boas, no Xingú. Ele confessava que sofria só de saber que eu tinha esse filme parado há muitos anos. Apareceu também a Leila Richers, jornalista, amiga, que entendeu toda a situação. Começamos. Vimos fita por fita. foto por foto. texto por texto. E um belo dia pudemos colocar o ponto final. Esse livro em elaboração pensado para ser lançado em 2016. 150 anos do nascimento do Euclides, documenta algumas das passagens mais interessantes da história de A Paz é Dourada. É cheio de documentos, repleto de fotos. Mas o que gosto mais é que ele conta como foi possível o filme possível, sem deixar de mostrar pedaços dos roteiros de outros filmes sonhados e que não vingaram.

Que venha o Sesquicentenário do Autor de Os Sertões

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