Na página 203 do livro A Universalidade da CEU – Histórias da Casa do Estudante Universitário, Domingos Moura perguntou, ao fim da entrevista – “Saímos do Labirinto?” Mariozinho Telles respondeu – “Estamos procurando a saída do labirinto. Queremos encontrar a receita do Dédalo.  O Dédalo que conseguiu sair do labirinto, quer dizer, na verdade ele não conseguiu sair, ele conseguiu prender o Minotauro no labirinto. O Ícaro, então, veio para salvar o Dédalo, que havia construído o labirinto para aprisionar o Minotauro. Mas estamos todos aprisionados no labirinto, buscando a saída. Penso que devemos dar as mãos, numa grande corrente, e essa há de ser o nosso fio de Ariadne.”

Envoltos por um grande labirinto, lutamos diariamente com os depautérios de estupendos “minotauros” que: ora se recolhem, ora nos ameaçam, ora estraçalham. E as mãos dadas “numa grande corrente”, como o “fio de Ariadne”, podem ser traduzidos pela nossa humanidade e pelo fortalecimento da nossa cultura, aqui num recorte nominado Teatro de Roda, que completa 38 anos de atividades e inovações, fruto das incessantes pesquisas de linguagens do teatrólogo Mariozinho Telles, que tem continuidade pelas mãos da atriz e diretora Maria Rita Rezende.

Em 1976 Mariozinho Telles queria montar “um espetáculo alternativo, experimental, independente, que estava justamente questionando a atitude do indivíduo em relação às forças que se impunham” no país, daí propôs ao então diretor Luiz Dulci, que discutiu em assembleia com os estudantes residentes, e houve a estreia de Strip-tease em alto mar, do polonês Sawomir Mrozerk. Em seguida montou o Teatro Labirinto sucesso no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, com grande repercussão no Brasil, EUA e Europa. A partir daí vieram outros trabalhos com sua direção, como o Projeto Clássicos do Teatro: “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, “Antígona”, de Sófocles, Comédias de Arthur Azevedo no Repertório, entre outros, como “Romeu e Julieta com linguagem para a web, em tempos de pandemia, sob a supervisão de Maria Rita Rezende 

Entrevistada por Carlos Dei Ribas para o programa Navelouca, da Rádio Revolução (em 2019), Maria Rita Rezende disse que Mariozinho Telles ficou conhecido pela ousadia e pelos seus teatros alternativos, sempre criando uma nova pesquisa de linguagem, sempre trazendo uma forma diferente para cena desde Strip-tease em alto mar passando pelo Teatro Labirinto, que influenciou muitas gerações…” Ela conta que já na década de 1980, Mariozinho Telles desenvolvia uma nova linguagem teatral com as cantigas de roda, no qual as o público participava da cena brincando na roda onde o espetáculo acontece, com os personagens surgindo a partir destas cantigas, nascendo daí o seu Teatro de Roda.

Maria Rita Rezende e Mariozinho Telles cruzaram seus destinos em uma peça, no antigo Dops (Departamento de Ordem Política e Social) “Lembrar e resistir”, com direção de Nelson Xavier, que ao fim da temporada decidiram transformá-la em um longa metragem (que não entrou no grande circuito), para o qual ela foi convidada a participar. A partir daí, foi convidada por Telles a conhecer o seu curso na Escola de Teatro Martins Pena (Rio) que tinha o objetivo de dobrar a pesquisa de linguagem do Teatro de Roda e assim os dois se envolveram a partir do trabalho e o o relacionamento amoroso não foi programado nem combinado, quando viram, já tinha acontecido e se juntaram pelo trabalho e com o trabalho tornaram-se parceiros de vida e de palco.

Mariozinho Telles / Teatro de Roda e a CEU

O jornal Flitoral não poderia deixar de homenagear os 38 anos do Teatro de Roda e o seu criador, Mariozinho Telles, com quem os editores Domingos Moura de Oliveira, Carlos Dei Ribas e João Bosco Gomes tiveram estreita relação de parceria, na Casa do Estudante Universitário – CEU (Rio) quando era ali residentes (e de cuja pedagogia nasceu o jornal Flitoral, entre outras coisas), iniciada no final dos anos 1970, no processo do Teatro Labirinto.

Esta relação se estendeu ao longo dos anos, culminando com longa entrevista concedida por Telles para o nosso livro A Universalidade da CEU – Histórias da Casa do Estudante Universitário e a permanente parceria com o Grupo Teatro de Roda, que enriqueceu os eventos de lançamento desse livro (2017) e já participou de diversas edições da OFF Flip, presencial e online (organizadas e produzidas pelo jornal Flitoral).

“A CEU foi um oásis. Um ponto estratégico, uma trincheira fundamental para a articulação da resistência. A resistência em todas as áreas: política, artística, cultural. (…) Tenho a CEU no melhor lugar da minha lembrança. Gostaria imensamente que fosse possível uma articulação que pudéssemos restabelecer, recriar e fundar um espaço multicultural, onde convivessem poetas, artistas visuais, artistas de cinema, das artes plásticas, artistas de teatro, escritores, ao mesmo tempo. No momento, estamos vivendo uma época de especializações, em que as áreas artísticas se afastam cada vez mais umas das outras, e as áreas técnicas também. Então, esse universo de adversidades é uma necessidade para realimentação de cada área. Aspecto fundamental no período de existência da CEU.” Mariozinho Telles.

(no livro A Universalidade da CEU – Histórias da Casa do Estudante Universitário-pág. 199)

SERVIÇO:

38 Anos do Teatro de Roda!

http://youtube.com/teatroderoda

Programação – Sábado – 12/06/2021

16h – Apresentação do Evento

Com Luciana Albertin e Carolina Bento

16h30 – 1° Mesa de Abertura: 38 Anos do Teatro de Roda. Memória, História, Registros e Narrativas do Sentir

Com Bettina Bruno, Wilton Montenegro e Maria Rita Rezende.

Mediação: – Karina Diniz.

18h30 Mesa 2 – Arte e Educação: A oralidade, a transmissão, o aprendizado, as formas de encenar e ensinar e o papel pedagógico que cumpre o teatro na educação básica

Com Roberta Mancuso e Silvana Bayma.

Mediação: Maria Rita Rezende.

20h15 –  Comentários do professor Lenilson de Mello sobre o Projeto Clássicos do Teatro.

.20h30 – Apresentação de Cenas da Megera Domada com os alunos da turma avançada do Projeto Clássicos do Teatro que acontece no Laura Web:

Anísio Brahim, Carol Martins, Fabio de Lima, Kayana Lima, Lenilson de Mello, Maria Teresa Monteiro

Direção: Maria Rita Rezende

Ass. Direção: Luciana Albertin

EXPEDIENTE:

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** As opiniões nos artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião do jornal.

O cineasta, ator, roteirista e produtor brasileiro Maurice Capovilla faleceu em casa, no Rio de Janeiro, neste sábado, 29 de maio de 2021, aos 85 anos.

Maurice Capovilla – Produção e Consumo para o Bem Viver – Refletir Brasil 2014

Diretor, ator, produtor e professor de cinema e televisão, pertence à primeira geração do Cinema Novo. Foi Diretor do Departamento de Difusão da Cinemateca Brasileira, lecionou no Departamento de Cinema da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, Departamento de Cinema do Instituto Central de Artes, ICA da UNB e na Escola Internacional de Cinema e Televisão de Cuba. Participou do movimento do Cinema Novo de São Paulo, da direção de documentários para as TVs Globo, Bandeirantes, Manchete e TV Cultura. Dirigiu o Instituto Dragão do Mar de Arte e Indústria Audiovisual do Ceará e o NPD-AC da Usina de Arte do Acre.

Capô, como era carinhosamente chamado por amigos e familiares era representante da “linha mais engajada” do Cinema Novo, estreou como cineasta nos anos 1960 – com os curtas “União”, em 1962, “Subterrâneos do futebol”, em 1964, e com o longa “Bebel, garota propaganda”, em 1968, com roteiro de sua autoria, baseado no conto “Bebel que a cidade comeu”, de Ignácio de Loyola Brandão. Seu filme “Meninos do Tietê” (1963) foi eleito o melhor filme na 1ª Semana Latino-Americana de Cinema Documental, em Buenos Aires.

“Em 1968, participa do Comitê Internacional do Cinema Novo para lutar contra a censura. Em 1970, dirige seu segundo longa, O Profeta da Fome, premiado no mesmo ano com o melhor argumento e roteiro no Festival de Brasília e melhor filme no Prêmio Molière no Air France do Cinema. O filme é inspirado no texto Estética da Fome, do diretor de cinema Glauber Rocha (1939-1981)” http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa547887/maurice-capovilla

Dirigiu as séries Globo Shell e o programa Globo Repórter, da TV Globo nos anos 1970; nos anos 1980, foi diretor de núcleo da Rede Bandeirantes. Em 2003 realizou como diretor e roteirista o longa metragem “Harmada” filmado em Paraty; em 2005 trabalhou como ator no filme “Donde comienza el camino”.

Na década de 90 Capó dirigiu a programação da EcoTV em Paraty e em 2015 foi um dos fundadores do Núcleo Paraty. Capovilla “realizou inúmeros projetos e idealizou sonhos ainda por realizar; um guerreiro de tantas lutas, criativo, dançarino da vida”. Em 2016 estreou seu último filme, Nervos de Aço , com roteiro escrito a partir das composições de Lupicínio Rodrigues, que narra os conflitos de um triângulo amoroso. Seu legado ficará cravado na história do Cinema Brasileiro.

Capô era casado com Marília Alvim há 39 anos, com quem não teve filhos. É pai de Lia, Matias, Adriana e Mayra.O Conselho Editorial do jornal Flitoral externa seus sentimentos à família e dedica este poema ao mestre Capô:

Cinema de Capô

Mestre do olho de fino cristal
que acendeu a chama do pavio
do cinema marginal

Transcendendo espaço tempo
O fogo do pavio da sua vela
em nova verdade se revela

Projetando o seu “Lampião”
alumia as veredas do sertões
dos que foram para os que virão

Sem armas, a sua “Harmada”
em metáforas de “O Profeta da fome”
Reflete o seu genial esplendor

Na ginga de dançarino jogador
No “jogo da vida” com” Nervos de aço”
dribla o medo para vencer a dor

Na ressurgência das suas memórias
A tela sideral projeta do seu olhar
o transcendental Cinema de Capô 

Filmografia
FILMOGRAFIA: Meninos do Tietê -( 15′- 1963) , Subterrâneos do Futebol ( 30′- 1964 ) , Bebel, Garota Propaganda ( 100′-1967 ) , O Profeta da Fome ( 95′ – 1969 ) , Noites de Yemanjá ( 100′- 1971 ) , Loucura -episódio de Vozes do Medo ( 15′- 1972) ,Do Grande Sertão ao Beco da Lapa ( 50′-1972) , O Último Dia de Lampião ( 52′ -1973 ) , Bahia de Todos os Santos ( 52′ – 1973 ) , O Jogo da Vida ( 90′ – 1975 ) , O Boi Misterioso e o Vaqueiro Menino ( 75′ – 1981 ) , Crônica à Beira do Rio ( 70′ – 1981) O Princípio e o Fim ( 60′- 1981) , Os Brasileiros – ( 12 episódios de 50′-1983-1985 ) Desafio do Mar – Série de 10 documentários de 50′ – 1986-87 ) Viagens às Terras de Portugal ( série de episódios de 50′- 1988 , Harmada ( 100′ 2002-03, Nervos de Aço – (2012/13).

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Juçara Braga

Demorou, mas a Justiça alcançou o ministro da destruição do meio ambiente, Ricardo Salles, o que pode cessar a desgraça que ele está promovendo em nosso País, em especial na Amazônia. Salles foi apanhado com as duas mãos na cumbuca. Com os sigilos fiscal e bancário quebrados por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), agora vamos saber tudo da vidinha financeira, provavelmente sem sal, desse típico exemplar da elite brasileira predadora.
Até agora, ingênuos acreditavam que Salles representava “apenas” a turma ruralista do andar de cima que ainda se acha no direito de atropelar a legislação em nome de um pseudo-desenvolvimento, cuja definição correta é a ganância de poucos que ainda vivem com a mente no Brasil das capitanias hereditárias. Agora, todos veem que o buraco é mais embaixo.
A boa notícia – além do desnudamento da canalhada que vem desmontando a política ambiental brasileira desde 2018 – é que a Polícia Federal não sucumbiu. Menção honrosa ao delegado Alexandre Saraiva que, enquanto superintendente da PF no Amazonas, denunciou a ação criminosa de Salles. Foi exonerado, claro, mas agora comemora com toda razão.
“Salmo 96:12: ‘Regozijem-se os campos e tudo o que neles há! Cantem de alegria todas as árvores da floresta”, publicou Saraiva em uma rede social ao saber da decisão do STF em relação a Salles e seus asseclas indevidamente instalados no Ibama.
Resta saber, como antecipa o jornalista Leonardo Sakamoto, “como o governo brasileiro vai explicar a investidores estrangeiros e outros países que a sua polícia investiga o seu ministro do Meio Ambiente por ajudar no comércio ilegal de madeira da floresta amazônica”. Muita atenção aos próximos capítulos. Os covardes e corruptos que espoliam a nação precisam ser detidos, precisam pagar. Essa história tem que mudar. Lutemos!

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Juçara Braga

Ilustrações: Coutin – luizcoutin@gmail.com

Em todas as frentes, bala, porrada e bomba. O Brasil vive uma guerra civil que vem exterminando sem dó nem piedade os mais pobres, sejam eles, pretos, brancos ou vermelhos. Claro, sabemos, os pretos e os vermelhos estão em maior número entre as vítimas desse descalabro social que não enfrentamos, mas, a guerra é de extermínio contra os pobres, contra as minorias.
Nas favelas do Rio, jovens e crianças tombam vítima de balas de fuzil. Crimes sem resposta sem responsabilização, sem punição, o que torna institucional chacinas como a que ocorreu no Jacarezinho, Zona Norte da cidade, onde 28 pessoas, entre elas um policial, perderam a vida. Essa é uma guerra insana.
Em Roraima, bandidos fortemente armados, foragidos da Justiça como relata um delegado de Polícia Civil da região, têm, na mira, a comunidade Yanomami. Os índios são alvo de assassinos cruéis e sem freio. O governo federal dorme em berço esplêndido assistindo o extermínio do qual, na sua omissão, é cúmplice.
A sociedade, dividida numa guerra de ódio e desconfianças, assiste perplexa a esse show de horrores. Entidades civis democráticas manifestam seu repúdio a cada atrocidade, o Ministério Público abre incontáveis linhas de investigação, mas o ataque covarde a aldeias indígenas e favelas não cessa. O Brasil lava sua alma com sangue inocente. Precisamos virar esse jogo.

*Ronaldo Correia de Brito é médico, escritor e dramaturgo

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Juçara Braga

O depoimento do verme Ernesto Araújo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid nesta quarta-feira, 18/05/2021, no Senado, escancarou a cara torpe desse governo para o qual não há classificação. Está abaixo de qualquer crítica. O “chanceler” – que lástima o Itamaraty ter em seus quadros esse nível tão baixo de diplomata – negou tudo que fez, inclusive, recusando-se a reconhecer artigos, vídeos no qual ele fala, mostra a cara, negando a pandemia, esculachando a China. Ele nega, na cara dura.
A mentira do “chanceler” surpreende porque, ao negar tudo que fez, essa criatura bizarra admite que tudo que fez era inaceitável. Gente, esse é o ponto. Caso julgasse corretas suas atitudes, o “chanceler” as assumiria. Ou não? Tenho até um certo respeito por gente escrota que assume suas atitudes escrotas. Agora, gente escrota que nega suas atitudes escrotas é muito mais escrota, não é não?



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A Secretaria Estadual do Ambiente e Sustentabilidade do Rio de Janeiro – SEAS , lança folder com estimativa de distribuição do ICMS ECOLÓGICO ano fiscal de 2021

ICMS ECOLÓGICO
Criado para impactar positivamente qualidade ambiental dos municípios, o ICMS Ecológico é um mecanismo tributário que garante às prefeituras que investem em conservação ambiental uma fatia maior do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) repassado a elas, além de auxiliar as Gestões Municipais a atingirem suas metas relacionadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS Agenda 2030.

COMO É CALCULADO O REPASSE
Anualmente, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade (SEAS) e o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) recebem das prefeituras as informações relacionadas às variáveis consideradas e, depois de avaliá-las, pontuam os municípios de acordo com os critérios ambientais que compõem o Índice Final de Conservação Ambiental (IFCA). Esses dados são, então, encaminhados à Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj), que calcula e publica no Diário Oficial do Estado o (IFCA), que consiste em um dos componentes da fórmula que a Secretaria de Fazenda estadual (SEFAZ-RJ) utiliza para determinar o Índice de Participação dos Municípios (IPM), isto é, quanto cada município irá receber da fatia de 25% do ICMS.
Através dos índices calculados anualmente, é possível ter uma ampla visão da gestão Ambiental de cada município de forma a identificar quais áreas precisam de melhorias e, também, avaliar o progresso alcançado pelo município ao longo dos anos rumo ao desenvolvimento sustentável.

COMO FUNCIONA

Pela constituição federal, 25% do total arrecadado pelo ICMS deve ser repassado pelo Governo do Estado às prefeituras.
O Estado do Rio de Janeiro, regulamentou, por meio da Lei Estadual n° 5.100/ 2007 e pelo Decreto n° 46.884/2019, que o repasse aos municípios é feito de acordo com os seguintes critérios ambientais: Unidades de Conservação, Tratamento de Recursos Hídricos e Gerenciamento de Resíduos Sólidos, Índice de Qualidade do Sistema Municipal de Meio Ambiente.
Na prática, em vez de um novo imposto ser criado, instituiu-se um novo critério de redistribuição que combina o nível da atividade econômica ao grau de preservação do meio ambiente nos municípios.

PRE-REQUISITOS
Para se habilitar a receber os recursos do ICMS Ecológico, cada município deverá organizar seu próprio Sistema Municipal de Meio Ambiente, composto, no mínimo, por:
1 – Órgão administrativo executor da política municipal de meio ambiente;
2 – Conselho Municipal de Meio Ambiente;
3 – Fundo Municipal de Meio Ambiente;
4 – Guarda Municipal ambiental.

A consulta aos índices do ICMS Ecológico pode ser realizada acessando o site do Observatório do ICMS Ecológico do Estado do Rio de Janeiro: www.icmsecologicorj.com.br


MAIS INFORMAÇÕES
Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade – SEAS
Thiago Pampolha Gonçalves
Subsecretaria de Conservação da Biodiversidade e Mudanças do Clima – SUBCON – SEAS
Flávio Francisco Gonçalves
Av. Venezuela, 110/5° andar, Saúde CEP: 20081-312 – Rio de Janeiro – RJ
Tel.: (21) 2332-5626 / (21) 98465-8986 icmsecologicorj@gmail.com


VEJA PLANILHA COM ESTIMATIVA DE DISTRIBUIÇÃO DO ICMS ECOLÓGICO ANO FISCAL DE 2021

Folder-SEAS-Estimativa-de-Distribuicao-do-ICMS-Ecologico-ano-fiscal-2021-Divulgacao-FL

O Projeto Clássicos do Teatro, do Grupo Teatro de Roda, apresentado nas escolas públicas e privadas do Rio de Janeiro, desde 2006 e nas três ultimas OFFflip, agora em formato web em parceria com o Jornal Flitoral- Comunicar@ções para vida, retoma o Programa de Educação Ambiental – Não jogue seu óleo pelo ralo no contexto de Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial, nas Escolas Municipais de Angra dos Reis, na escola Municipal Cornelis Verolme, com a apresentação do clássico Romeu e Julieta, no dia 20 de maio, 19:30, com o apoio de Paraty.com , Cooperativa Serra do Mar, Núcleo de Mídias, CBH- BIG e Prefeitura de Angra dos Reis.

Apresentar os clássicos da dramaturgia para os alunos, proporciona o entendimento de alguns conceitos, por exemplo, em Antígona, sobre a lei, a soberania e os limites do Estado, a presença da mitologia na sociedade grega; e em Romeu Julieta, o entendimento da mudança da Idade Média para a Idade Moderna, como se dá a dinâmica entre as famílias nobres, o importante papel presente e definidor da Igreja na vida dessas pessoas, etc, gerando muitos debates possíveis, interdisciplinares, que envolvem história, língua portuguesa, literatura e que, nesse momento de isolamento social o teatro via Web torna-se uma ferramenta que facilita o debate para que os alunos entendam diversas questões, de forma descontraída, facilitando o aprendizado.

Apoie, compartilhe e inscreva a sua escola para parcipar do projeto.

Veja matéria – Ressurgência das Memórias ROMEU E JULIETA WEB
http://folhadolitoralcostaverde.com/romeu-e-julieta-na-escola-municipal-cornelis-verolme/

Veja matéria sobre a campanha – Não jogue seu óleo pelo ralo
http://folhadolitoralcostaverde.com/nao-jogue-seu-oleo-pelo-ralo/

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Prosseguindo com a retomada do programa Ressurgência das Memórias, brotando do fundo da mente, com “a Arte de inventar o possível”, o jornal Flitoral convidou para um bate-papo nesta quinta-feira, 13 de Maio de 2021, às 20h, a atriz, jornalista e professora de Teatro, a baiana Jussilene Santana para fazer a ressurgência das memórias do recifense Eros Martim Gonçalves Pereira, o Martim Gonçalves (que foi cenógrafo e grande diretor teatral brasileiro, bem como pintor, ilustrador, desenhista, escritor e professor), e do Instituto Martim Gonçalves, criado por ela, com transmissão ao vivo no site folhadolitoralcostaverde.com e no canal Flitoral-Youtube.

Nascido no Recife, em 14 de setembro de 1919, onde estudou medicina e especializou-se em psiquiatria, foi para Rio de Janeiro, abandonou a medicina, e dedicou-se à pintura e à cenografia. “Como diretor teatral, encenou textos de inspiração expressionista, de Roger Vitrac, Jean Genet e Nelson Rodrigues”. Martim Gonçalves, estreou aos 25 anos como figurinista e cenógrafo em ‘Bodas de Sangue’, de Federico García Lorca, produção da Companhia Dulcina-Odilon, em 1944. A partir daí, não mais parou: co-fundando o Teatro Tablado no Rio de Janeiro, viajando para diversos países para estudo e pesquisas; organizando e dirigindo a primeira Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia – UFBA, fundando a Escola da Criança da Bahia no Museu de Arte Moderna da Bahia, etc.

Jussilene Santana, quando estudante de Teatro, na UFBA, deparou-se com o ‘furacão’ Eros Martim, e, não encontrando documentos das memórias deste grande realizador, mergulhou em extensa pesquisa por 15 anos e 9 países, além do Brasil, reunindo cerca de 30 mil documentos sobre ele, fundamentando sua tese de doutorado e fundando o Instituto Martim Gonçalves – IMG. Ela apresentará a trajetória de Martim Gonçalves e do IMG, bem como as realizações, projetos e programação do Instituto durante o mês de maio, com a ‘Exposição Martim Homem de Teatro’, no Youtube e a leitura dramatizada da peça ‘Noite de Guerra no Museu do Prado’, do espanhol Rafael Alberti, no site do Centro Cultural Justiça Federal (Rio de Janeiro), no dia 21 de maio, às 16h.

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Hoje o COMAMP completaria 21 anos. Comemorando esta data histórica de fundação do maior movimento comunitário da história de Paraty, o Jornal Flitoral – ‘Comunicar@ções para a vida’, convida as lideranças comunitárias para participar da Live – COMAMP Cadê você? Hoje às 21h nesta página ou no canal Flitoral -Youtube.

O COMAMP – Conselho Municipal das Associações de Moradores de Paraty foi constituído no I Congresso Municipal das Associações de Moradores de Paraty, que aconteceu no dia 6 de maio de 2000, com a presença de 400 pessoas, que aprovaram o estatuto, definiram a missão, as políticas e metas do Conselho e aclamaram a 1ª diretoria. Estava fundado oficialmente o COMAMP que tinha como “slogan”: Vamos Salvar nossos quintais !

Em tempos de crise sanitária, política, econômica e ambiental, historicamente ainda teremos como alternativa o comunitarismo , ou seja, as nossa comunidades organizadas em função da hierarquia das suas necessidades, pactuadas em um Plano de Governo das Comunidades, como proposto pelo COMAMP.

E, então, fica a pergunta: COMAMP Cadê você?

Transparência e controle social na aplicação dos recursos do ICMS Ecológico depende da sua participação. Compartilhe esta matéria e inscreva-se para participar do Fórum-Transparência na aplicação do ICMS Ecológico.

Com o  objetivo de divulgar o Observatório do ICMS Ecológico e promover o conhecimento do conhecimento sobre a nova  Resolução SEAS/INEA,  para a nossa comunidade Flitoral e público em geral, estamos propondo a realização do Fórum -Transparência na Aplicação do ICMS Ecológico, a ser realizado no formato web, no site e canal Flitoral, na quarta-feira, 26 de maio de 2021, das 14h às 17h. 

Para a realização deste evento, contamos com a participação – na abertura do Fórum e como palestrante da mesa ‘ Observatório do ICMS Ecológico e a nova resolução SEAS/ INEA ‘ – do coordenador do ICMS Ecológico RJ, Emiliano Angelis Reis.

Na segunda mesa – ‘ CEPERJ e o processamento dos dados do ICMS Ecológico ‘, teremos a participação de Yuri Guedes Maia – *Coordenador da coordenadoria de politicas regionais, urbanas e ambientais da fundação CEPERJ, Matheus Augusto dos Santos – COPRUA/CEPERJ e Bianca Mattos – Estatística CEPERJ.

Na terceira mesa – ‘ ICMS Ecológico e o Serviço Ambiental das Cooperativas de Reciclagem ‘ participarão Márcio Carvalho – Presidente da FEBRACOM-RJ e Ladjane Silva – Diretora da Cooperativa Serra do Mar.

O tema central será a nova Resolução SEAS/INEA que determina que os Municípios que não atenderem ao disposto no CAPÍTULO II SISTEMA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE, não se beneficiarão dos recursos do ICMS Ecológico do respectivo ano conforme :

Art. 7º – Para se habilitarem ao benefício do ICMS Ecológico, os Municípios deverão organizar seu próprio Sistema Municipal de Meio Ambiente – SMMA, composto, no mínimo, por:
I – Conselho Municipal do Meio Ambiente;
II – Fundo Municipal do Meio Ambiente;
III – Órgão administrativo executor da política ambiental municipal; e
IV – Guarda Municipal Ambiental.estruturado minimamente por:
I – Conselho Municipal do Meio Ambiente; II – Fundo Municipal do Meio Ambiente; III – Órgão Administrativo Executor da Política Ambiental Municipal (Secretaria específica);

Art. 8º
– Para comprovarem seu SMMA, os Municípios deverão preencher o respectivo formulário do ICMS Ecológico, acompanhado dos seguintes documentos comprobatórios:
I – com relação ao Conselho Municipal de Meio Ambiente, os Municípios deverão descrever no formulário as principais deliberações do ano anterior, e encaminhar cópia:
a) de, no mínimo, três atas de reunião suas do ano anterior.

II – com relação ao Fundo Municipal do Meio Ambiente, os Municípios deverão apresentar:
a) cópia da publicação no Diário Oficial do ato normativo de sua criação.
III – Com relação ao órgão administrativo executor da política ambiental municipal, os Municípios deverão apresentar ofício assinado pelo Secretário responsável pela Pasta, indicando a estrutura do órgão, com nome e telefone do titular, e o número de servidores;
IV – com relação à Guarda Ambiental Municipal, os Municípios deverão apresentar:
a) cópia da publicação no Diário Oficial do ato normativo de sua criação; e
b) ofício indicando a estrutura da Guarda Ambiental Municipal e seu número de servidores.

Art. 9º – Os Município que não atenderem ao disposto neste Capítulo não se beneficiarão dos recursos do ICMS Ecológico do respectivo ano.

Segue pdf – RESOLUÇÃO CONJUNTA SEAS/INEA Nº 39
DE 24 DE MARÇO DE 2021

Resolucao-SEAS-INEA-Icms-Ecologico

EXPEDIENTE:

Publicação Editoração e Comunicação – CNPJ 13701141/0001- 83; Inscrição Municipal – 43168; Diretor – Domingos M. Oliveira; Jornalista Responsável -Carlos Dei S. Ribas – MTb/RJ 15.173; Conselho Editorial – João Bosco Gomes, Carlos Dei S. Ribas, Juçara Braga, Domingos M. Oliveira; Telefone – (24) 3371-9082  –  WhatsApp (24) 99972-1228; Email: flitoral 21@gemail.com ; Inscreva-se no nosso Canal no Youtube: @Flitoral 

** As opiniões nos artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião do jornal.

ROMEU E JULIETA WEB, de William Shakespeare / Grupo Teatro de Roda

Com ênfase nas ressurgências das memórias do Teatro de Roda / Romeu e Julieta , o jornal Fltoral promoveu na quinta, 29/04 , às 20h , uma roda de conversa com a atriz e diretora Maria Rita e Roberta Mancuso e Lenilsom de Mello, com acompanhamento pelo chat dos demais integrantes do elenco, Karina Diniz, Luciana Albertim, Carolona Bento e Fábio de Lima, em que falaram sobre a trajetória do Teatro de Roda e do clássico Romeu e Julieta , que integra o repertório do Projeto Clássicos do grupo, criado pelo saudoso diretor Mariozinho Telles , apresentado em curtíssima temporada web nos dias 01 e 02 de maio de 2021.

O Teatro de Roda já apresentou Romeu e Julieta presencialmente na OFF Flip (2019) e virtualmente na OFF Flip Transviral (2020), se inserindo no contexto da Comunidade Flitoral ,que busca a adesão de apoiadores, para a manutenção do trabalho de 25 anos de jornalismo proativo, multicultural e socioambiental do Flitoral , agora com sua nova marca e missão: ‘Comunicar@ções para a vida’.

Roda de Conversa

Para Maria Rita um dos fatos marcantes foi a convivência de mais de duas décadas  com Mariozinho Telles que ela considera uma ebulição de ideia uma alegria ambulante com uma incansável ação de pesquisa de linguagens e,  dentre estas, a ideia dos projeto Cássicos do Teatro, com a releitura de Romeu e Julieta, Antígona, etc.

Para Roberta Mancuso foi marcante momento em que foi contemplados com FAT, fundo de apoio ao teatro em 2011 e que proporcionou ao Teatro de Roda a circulação em diversas lonas culturais do Rio de Janeiro com cerca de 25 apresentações em 2012 e, em Bangu, uma roda que ficou gigantesca qyando ela teve a sensação vibrante de que a terra tremia.  Outro fato, as apresentações no metrô, nos trens e um emocionante abraço do Mariozinho Telles com a Karina Diniz que rolaram pelo metrô.

Lenilson de Melo pontua a primeira apresentação de Romeu e Julieta na OffFlip,  em que saíram pelas ruas fazendo chamamento de público com as batidas de hip hop, encantando a todos e terminaram lotando a sala da Câmara Municipal com a incansável alegria ambulante de Mariozinho Telles; e o outro momento,  o da sua primeira participação em 2017 como ator, em Antígona, quando Mariozinho Telles, mesmo com fragilidade de saúde acompanhou o último ensaio emanando forças para que o grupo desse o melhor, naquele efervescente momento político no país.

Importância de participar da OffFlip Transviral

Maria Rita reconheceu a importância da participação do teatro de roda em três edições da OffFlip e que a OffFlipTransviral deu início ao processo de mergulho na linguagem do teatro web a partir do que seria uma leitura dramatizada, mas que tornou-se o início da adaptação de Romeu e Julieta para web, para enfrentar as restrições impostas pela pandemia e que, a partir daí, já realizavam outros trabalhos virtuais. Em relação à linguagem, disse que mudou apenas o modo de falar para o público não presencial, mas que as ideias deixadas por Máriozinho Telles permanecem.

Para Roberta Mancuso a importância de estar na OffFlip é a comunhão com o propósito da inclusão e valorização dos artistas locais,  caiçaras, que não são contemplados pela grande Flip e o fato da participação nas edições da OffFlip é da OffFlip Transviral que realmente foi a semente para a montagem de Romeu Julieta Web, e que proporcionou a reinvenção do grupo na forma de se comunicar com seu público, que hoje, através da web, em celulares computadores, desatou uma nova forma de dramaturgia.

Lenilson de Mello lembrou que logo após o início da pandemia, ele e a Luciana Albertin insistiram para que Maria Rita mantivesse o curso do Teatro de Roda de forma virtual, apesar das dificuldades tecnológicas no momento, e que, com isso, ampliaram o número de participantes em outros locais do Brasil constatando na  OffFlip Transviral que daria certo a nova forma de encenação. Lembrou também que como não é cinema, televisão,  teatro, nem só internet, mas uma mistura de diversas linguagens em que se produz uma nova linguagem – o teatro web.

Por fim Maria Rita reforçou a fala do Lenilson de Melo sobre os cursos online, que já o fazem há cerca de um ano; relembrou que o Projeto Escola,  que fazem desde 2006, agora com a tecnologia da web tem ampliadas as possibilidades para levar esses trabalhos para as escolas em qualquer parte do Brasil, mantendo ideal de Mariozinho Telles, de levar os clássicos do teatro para os jovens, suprindo uma carência nesse segmento. Relembrou ainda a as apresentações online de Romeu e Julieta Web nos dias 1 e 2 de maio, com ingressos acessíveis comercializados pela plataforma Sympla, acessado na bio @teatroderoda no Instagram.

Lenilson de Mello falou que a importância das  escolas levarem os clássicos para seus alunos é a de proporcionar o entendimento de alguns conceitos, por exemplo em Antígona sobre a lei, a soberania e os limites do Estado, a presença da mitologia na sociedade grega, e em Romeu Julieta  o entendimento da mudança da Idade Média para a Idade Moderna, como se dá a dinâmica entre as famílias nobres,  o importante

papel presente e definidor da Igreja na vida dessas pessoas, etc, gerando muitos debates possíveis, interdisciplinares, que envolvem história, língua portuguesa, literatura e que, nesse momento de isolamento social o teatro via Web é uma ferramenta que facilita o debate para que os alunos entendam diversas questões, de forma descontraída, facilitando o aprendizado.

Maria Rita lembrou o canal do Teatro de Roda no YouTube, em que colocam palestras importantes como por exemplo o professor Lenilson de Melo falando sobre o contexto histórico de Romeu e Julieta e a professora Roberta Mancuso falando sobre Oficina da Emoção.

Roberta Mancuso reforçou a importância do canal Teatro de Roda no YouTube, em que eles promovem diversos debates, através das suas palestras e cursos e que acha que pode ser também um canal de aproximação entre educadores e educadoras e educandos com brincadeiras como na Oficina da Emoção, em que  apresentam  jogos teatrais para o formato web destinados a públicos diversos.

O jornal Flitoral em parceria com o  paraty.com e a cooperativa Serra do Mar patrocinarão uma apresentação de Romeu e Julieta Web para uma escola que participa do projeto de coleta de óleo usado ‘Não jogue seu óleo pelo ralo’.

Romeu e Julieta Web

Em tempos de pandemia, com uma abordagem contemporânea, que traz intenções coloquiais e poéticas em linguagem adaptada aos recursos das novas tecnologias da videochamada no universo atemporal mítico deste clássico da dramaturgia, o Grupo Teatro de Roda apresenta Romeu e Julieta Web em curtíssima temporada, numa releitura de Maria Rita, inspirada na histórica e premiada direção de Mariozinho Telles , numa homenagem à memória deste consagrado ator e diretor carioca, idealizador da companhia.

A montagem do Teatro de Roda preserva a beleza dos versos de Shakespeare, na tradução irretocável do poeta Onestaldo de Pennafort, ambientando na vida contemporânea o conflito entre Montecchios e Capuletos, localizando seus personagens nas tribos e nos grupos urbanos. Na linguagem direta do Rap e do Hip Hop, com sotaque carioca, o espetáculo se dirige à juventude e aborda, principalmente, o

tratamento dispensado às questões do amor e a violência como formas de expressão existencial e resgata Julieta Capuleto do bálsamo romântico da inocência e da submissão para revelá-la como um ícone libertário, íntegro e coerente.

SERVIÇO : ROMEU E JULIETA WEB , de William Shakespeare.
Tradução: Onestaldo de Pennafort. 
Adaptação: Mariozinho Telles
Direção: Maria Rita Rezende
Elenco : Roberta Mancuso, Karina Diniz, Lenilson de Mello, Luciana Albertin, Carolina Bento e Fábio de Lima.
Dias : 01 e 02 de maio de 2021.
Horário : 20h30
Duração : 55 min
Classificação : 10 anos
Ingressos pelo Sympla: https://www.sympla.com.br/produtor/teatroderoda 
Link na Bio da página do Instagram: @teatroderoda
Ingresso : R$ 100,00 (inteira), R$ 50,00 (meia) R$ 30,00 (ingresso amigo) R$ 10,00 (social) Contatos : Maria Rita Rezende – WhatsApp: 21.99649-7326  @teatroderoda / http://teatroderoda.org

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Ampliando a temática Cultura e Biodiversidade do reconhecimento de Paraty e Ilha Grande como Patrimônio Mundial pela UNESCO, o Festival ‘OBS – Cultura e Biodiversidade’, tem como objetivo potencializar a participação direta dos produtores culturais, artistas, artesãos, músicos e produtores rurais no processo de retomada das atividades culturais integradas à economia criativa das comunidades da Costa Verde, apresenta a Cesta OBS com os produtos locais da região

Folha do Litoral Costa Verde