Senhor Planeta perdão
Pela culpa que carrego
Por poluir toda a Terra
E ainda inflar meu ego
Durmo e acordo tranquilo
Sempre cada vez mais cego.

Mil perdões por te fazer
Duma lixeira gigante
No entanto, achar que sou
Um ser de mente brilhante
Desculpa, perdão por isso,
Porque sou um arrogante.
Perdão por disseminar


Mentiras e falsidades
Eu descobri tudo o quanto
Gozando das liberdades
Mas encontrei no humano
Um pacote de maldades.
Não há segredo que faça


Me livrar do crime insano
Do devastar a Floresta
Nem poluir do Oceano
Rogo clemência ao pedir
Direito a viver de engano.
Desviai-me do orgulho


Livrai-me da ambição
Me permiti novo ser
Despistai a ingratidão
Porque é disto que vivo
Sem país e sem Nação.

Em entrevista ao programa Fala Comunidade da TV Flitoral, fazendo uma análise sobre a situação do artista frente à situação da pandemia da Covid-19, a cantora e compositora Karina Braz disse que a classe artística esperava mais dos governantes, que não têm nenhum plano emergencial específico.

Em relação ao Plano de Recuperação Econômica pós Covid-19, lançado pelo Executivo Municipal, ela disse que os artistas de Paraty enviaram proposta de emenda da classe, mas a resposta que receberam é que esses editais ainda serão elaborados, sem previsão de quando estarão disponíveis, em contraponto com a necessidade geral, que existe agora.

Falando do seu trabalho musical, que passou pelo programa ‘O Básico da Sexta’, por parceria no projeto Vivência Paraty, junto com os Mascaradinhos, trabalhando “a marca do destino”, Karina Braz acentuou que a partir daí e após o convite para participar da Offflip, descobriu a necessidade de agregar mais músicos e que estas vivências a ajudaram na formatação do seu estilo musical hoje.

Ressaltou que cercada pelo mar e pelo cotidiano caiçara, não cantava sobre isso, mas as feiras e eventos da Offflip e Agenda 21 de Paraty a levaram a se resgatar de si mesma, imprimindo com veemência esta sua cultura em sua música.

Como profissional de saúde e artista, sua avaliação nesta era pós Covid-19 é que a arte e a música também fazem parte desse combate, compondo letras com pensamentos otimistas e positivos. Constata que ninguém está preparado, tem seus medos, espera que sejamos melhores depois disso, e acredita que temos que combater esse inimigo invisível com a solidariedade, protegendo quem não pode sair de casa.


Sobre o EP ‘Maré cheia’ lembra que o mesmo surgiu na época do programa ‘O Básico da Sexta’. Tinha músicas guardadas. Ao ser convidada para a Offflip, viu que precisava revelar músicas autorais. A partir daí, registrou e disponibilizou em plataformas digitais essas obras, que falam das suas vivências em Angra (cidade onde nasceu) e Paraty (onde vive), suas ‘crônicas’ da própria vida, da vida dos pescadores, do cotidiano caiçara.

Quanto a um novo projeto para a ‘quarentena’, Karina Braz disse que, antes da pandemia, estava trabalhando no novo EP “Tempo”, com músicas regionais, falando do cotidiano caiçara, mas sofreu influencia das raízes culturais de músicos que passaram pelos projetos, como a cantora e compositora Irene Margarida e o músico percussionista uruguaio Jonathan Andreoli, especialmente na música “Tempo”, uma “cumbia de raiz”, que fala do amor que cada um tem dentro de si e se perdeu e do resgate desse amor.


Jason Tércio
Era uma vez um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. E nesse país habitava um povo alegre, esperto, cordial, conciliador, hospitaleiro, pacífico, sem preconceito. Um povo cheio de ginga, que dava um jeitinho em tudo, que carnavalizava a vida. Pelo menos essa era a imagem estereotipada que vigorou durante muitas décadas.

Um dia desembarcou nesse país um sujeito muito estranho: pálido, quase amarelo, e com cabelos vermelhos espetados. Quem será esse punk branquelo?, pensaram os brasileiros que foram recebê-lo.

– É aqui o Brasil? – perguntou o visitante.

– Não, o Brasil não é aqui, é lá na Argentina – respondeu o brasileiro dando uma risada, e cochichou para seu colega: – Mais um gringo otário. Vamos se dar bem. E aí, Mané, qual é o seu nome?

– Covid. Covid-19.

– O quê? Isso é nome de marciano, mermão. E tu tem cara de marciano mesmo.

– Vim ensinar o seu povo a ser um pouco mais sério e responsável, disciplinado e solidário. Pra começar, todos vão ter que ficar confinados em casa. Os poucos que tiverem de sair, terão que manter distanciamento entre si e lavar as mãos. 

E então aquele povo metido a malandro, que acreditava em suas fantasias, ficou mais vacilante do que charuto em boca de bêbado, mais perdido do que cachorrinho que caiu da mudança.

Como manter as mãos limpas quem está acostumado a sujar as ruas, a despejar esgoto em córregos, lagoas e rios, a deixar as praias imundas no réveillon?

Como manter confinado um povo que acha normal atravessar sinal vermelho no trânsito, furar fila, estacionar na calçada, chegar atrasado ou faltar aos compromissos, dar calote em multas, dar troco errado (a menos, sempre), subornar agentes públicos, pedir livro emprestado e não devolver? Em suma, um povo acostumado a burlar as leis e as normas de convívio social civilizado.

E isso se aplica também aos governantes, claro. Em março o então ministro da Saúde, o elogiado Henrique Mandetta, afirmou tranquilamente, sobre o tratamento da pandemia: “O Brasil tem uma grande vantagem em relação à Europa, temos o SUS em todas as cidades. Isso nos permite uma agilidade ímpar e nos coloca à frente de nações desenvolvidas no combate ao vírus”.

Papo furado. Todos sabem que o SUS nunca deu conta nem dos atendimentos normais na rede pública. Dois meses depois da fala do agora ex-ministro, havia no país mais de 10 mil mortos e 156 mil casos, números que nos vinte dias seguintes subiram para mais de 30 mil mortos e mais de 555 mil infectados – números oficiais, não confiáveis.

Então os governadores decretaram lockdown, ou confinamento. Mas um confinamento bem brasileiro: parcial, sem planejamento adequado, improvisado, sem falar da picaretagem com o dinheiro público. No Rio de Janeiro, as autoridades prometeram sete hospitais de campanha. Dois meses depois de terem gasto uma fortuna, apenas um hospital estava pronto, e funcionando parcialmente, por falta de equipamentos. 

A China construiu em apenas vinte dias dois hospitais de campanha com mil leitos cada um. E tanto os chineses quanto todos os demais países asiáticos e europeus afetados pela pandemia começaram a normalizar as atividades públicas só depois que os números de infectados e de mortos passaram a diminuir ininterruptamente. Mesmo com as cautelas, em alguns países, como Coreia do Sul, houve uma segunda onda de infecções e as medidas de abertura foram interrompidas.

Aqui no Patropi as autoridades estão fazendo exatamente o contrário. Com crescentes números de infectados e de mortos, quase todos os estados brasileiros começaram uma “flexibilização gradual”, eufemismo para liberar geral.

E assim o país caminha firme para ser, nos próximos meses, o campeão mundial de infectados, devendo ultrapassar os mais de 100 mil mortos registrados nos Estados Unidos. Em suma, a esculhambação e a incompetência brasileiras enfrentam o seu maior desafio de todos os tempos: crise sanitária, crise política, crise econômica e crise ética.

Claro que essa situação é agravada pela falta de liderança nos altos escalões. O país está desgovernado. O Palácio do Planalto é habitado pelo Papagaio do Trump – tudo que o Trump diz, o Papagaio repete ou tenta fazer aqui alguns dias depois.

Enfim, a pandemia está revelando ao mundo as vísceras do Brasil, uma nação mergulhada na dor, na raiva, no medo, no atraso social, político e mental. Uma nação dividida, que perdeu as ilusões, o que é bom, mas perdeu também o rumo. Uma nação sem líderes à altura dos problemas que enfrenta.    Contudo, é nas grandes crises que emergem os verdadeiros líderes e submergem os boçais. Pelo menos nos EUA parece que os dias do Trumpismo estão contados, a julgar pela onda de protestos antirracistas.


Jason Tércio

Jason Tércio é escritor e jornalista. Graduado em Comunicação Social pela Universidade Gama Filho (RJ) Autor de oito livros, entre eles: ‘Órfão da tempestade’, ‘A Pátria que o pariu’, ‘Segredo de Estado’ – o desaparecimento de Rubens Paiva, ‘Os escolhidos’ e a biografia de Mário de Andrade, ‘Em Busca da Alma Brasileira’ (2019). Atuou na BBC de Londres, Jornal do Brasil, O Globo e Movimento. Organizou uma coleção de livros de crônicas de José Carlos Oliveira. Tem contos publicados em antologias jornais e sites literários. É tradutor, já ganhou vários prêmios literários. Morou na Casa do Estudante Universitário – CEU (RJ), de 1974 até 1980.

Agora temos a honra de contar com o seu talento como colaborador nas fileiras do jornal Flitoral (Costa Verde).

Dia ainda claro-escuro,
Já tem claro em sua aurora
Que dá pra ver o futuro,
Pro bem desta fauna e flora.
Sol da manhã é louvável…
Sou Manejo Sustentável:
Futuro começa agora…

Portanto, já está presente,
Sustentando pela mão
Um Sapo que pula à frente
Do tempo em evolução…
Seu tempo tá me rodando!
A cabeça me endoidando.
Pare a manipulação…

Ora, Sapo, Rei do Brejo,
Não se afobe, não se canse!
Seu Pulo de Sapo invejo!
Cante em bom manejo, dance.
Sapo que pinota, voa…
Do campo verde à lagoa,
Tem segredo a seu alcance.

Papo é esse de segredo?
Cada segredo é um pulo.
De pulo em pulo o enredo
Entre folhas manipulo,
Pra saber o que desejo.
Aproveitando o ensejo,
Digo ao público: – Ora, veja!
Mão no Sapo, é mano Beja,
Eu sou Sapo, Seu Manejo…

Manejo, então, a pergunta:
Minha pergunta aponta
Pra resposta que junta
A história que o povo conta:
Que lugar é este, Sapo?
Pra começo de bom papo,
Lugar o lugar é da sua conta?


Banco do Brasil
Ag _ 3118-6
Conta 36174-7
(José Edmilson da Silva

EDMILSON SANTINI SANTINI

Olá! Amigos, parceiros e colaboradores do Jornal Folha do Litoral Costa Verde! Gostaríamos de solicitar alguns segundos do seu precioso tempo, para uma breve apresentação, no dia 05 de junho, às 21h, da nossa nova marca minimalista e missão:
Flitoral – Comunicar@ções para a vida.


Jornalismo proativo e multicultural

Influenciado pelas vivências culturais e jornalísticas na Casa do Estudante Universitário do Rio de Janeiro, entre as décadas de 1970 e 1980 e, posteriormente, pela ECO 92, conforme relato dos seus editores, no livro ‘A Universalidade da CEU – Histórias da Casa do Estudante Universitário’, esta missão teve sua origem com a fundação deste veículo de comunicação, em 1995, inaugurando o seu inovador estilo de jornalismo proativo e multicultural.

25 anos de jornalismo socioambiental na Costa Verde – RJ

Completando 25 anos, o jornal Folha do Litoral Costa Verde, em parceria com o Fórum DLIS- Agenda21 de Paraty e apoio de instituições púbicas e privadas da Região da Costa Verde – Rio de Janeiro – Brasil, através de 174 edições impressas, site jornalístico e 600 vídeos com mais de 120 mil visualizações em seu canal no Youtube, articulou e promoveu campanhas, programas e projetos sustentáveis, reconhecidos internacionalmente pela Global Passaporte Verde-PNUMA, na Rio + 20, em 2012.

Processo promovido e documentado pelo Folha Litoral
http://folhadolitoralcostaverde.com/a-agenda-21-de-paraty-completa-20-anos/

Campanhas, programas e projetos, promovidos pelo Folha do Litoral
Revitalização do Caminho do Ouro, Programa de Educação Ambiental – ‘Não jogue seu óleo pelo ralo’, Gastronomia Sustentável, Agroecoturismo – Vivência Paraty, Carbono Compensado, OFFflip e os recentes títulos de Paraty, Cidade Criativa pela Gastronomia e Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial, Cultura e Biodiversidade pela UNESCO .

Nova marca e missão

Buscando seu apoio para superação desta crise socioambiental, econômica e política da era pós COVID-19, o Folha do Litoral Costa Verde apresenta sua nova marca minimalista e missão através da campanha:
Flitoral – “ComunicarAções para a vida”
Promova, compartilhe, financie o Site e o canal FlitoralYoutube.


Marco Gomes

Por Simão Pessoa, de Manaus (AM)

Depois de uma luta heroica contra um câncer na próstata durante os últimos dois anos, o jornalista, poeta, fotógrafo e agitador cultural Marco Gomes jogou a toalha. Morreu na manhã desta quinta-feira, 28, de infarto agudo do miocárdio, quando se preparava para mais uma consulta diária na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (Cecon), atividade da qual não se descuidava mesmo nesses tempos bicudos de pandemia. Ele mesmo relatava sua via crucis quimioterápica, com um misto de resignação e bom humor, na página que mantinha no Facebook.  A nossa aldeia cultural ficou bem menor com essa sua partida inesperada. Sim, incréus, o poeta Marco Gomes não mora mais aqui!

Amigo de adolescência do compositor e músico Afonso Toscano, que faleceu no início do ano passado, e do poeta, compositor e artista plástico Arnaldo Garcez, atualmente morando no Rio de Janeiro, Marco Gomes era um autêntico globe-trotter. Quando o conheci, em 1982, no Bar do Armando, ele tinha 28 anos e já havia morado em Boa Vista, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Belo Horizonte. Escrevia poemas desde os 17 anos, mas ainda não tinha nenhum livro publicado. Ficou surpreso ao saber que eu trocava figurinhas com a galera linha de frente da poesia marginal daquela época (Glauco Mattoso, Leila Miccolis, Artur Gomes, Euclides Amaral, Paco Cac, Marcelo Dolabela, Hélio Leite, Sebastião Nunes, Ulisses Tavares, Raul Christiano Sanches, Zanoto, Nicolas Behr, Márcio Almeida et caterva). Ficamos amigos de infância. (o poeta mineiro Marcelo Dolabela, autor do clássico ABZ do Rock Brasileiro, faleceu no início do ano, em Belô, por complicações decorrentes de um AVC que havia sofrido no ano passado. 2020 está sendo um ano terrível!)

Juntos, nós três (Marco, eu e Arnaldo) fundamos o Coletivo Gens da Selva (o nome era uma brincadeira com o famoso personagem Jim das Selvas, usando “gens”, “gente” em francês para marcar posição), uma espécie de cooperativa anarco-lítero-musical responsável pelo primeiro disco do cantor e compositor Roberto Dibbo (produzido pelo poeta Anibal Beça). Aliás, o Coletivo Gens da Selva foi a primeira entidade cultural do Amazonas a ser registrada no Ministério da Cultura (MinC) e desfrutar das benesses da Lei Sarney. Éramos anarquistas, não idiotas.

 Nós três também publicamos os jornais O Caboco (prosa, editado pelo escritor Rui Sá Chaves), Miratinga (poesia, editado por Marco Gomes e Arnaldo Garcez) e Bodó na Lama (humor, editado por mim), e, mais tarde, ajudamos a fundar o Sindicato dos Escritores do Amazonas, que teve como primeiro presidente o artista plástico, escritor e poeta Anísio Mello, de saudosa memória, e a abusada Banda Independente Confraria do Armando (BICA), um dos orgulhos do carnaval de rua amazonense.

Em parceria com o poeta Carlos Araújo, Marco Gomes editou quatro antologias poéticas intituladas Poetatu, para mostrar os novíssimos poetas da praça e textos inéditos da velha guarda. Entre os poetas publicados estavam Almir Graça, Anísio Mello, Carlos Araújo, Bosco Ladislau, Castro e Costa, Celestino Neto, Davi Ranciaro, Célio Cruz, Eliberto Barroncas, Felipe Wanderley, Henrique Mesquita, José Ribamar Mitoso, Jersey Nazareno, Marcileudo Barros, Marco Gomes, Durango Duarte, Aldisio Filgueiras, Anibal Beça, Luiz Bacellar, Simão Pessoa, Tenório Telles e Zemaria Pinto. Me lembro de ter feito a apresentação da Antologia nº 4, lançada em 1994:

“No futuro do pretérito, essa antologia poética feita nas coxas será o livro narrativo mais instigante de 2014. O New York Times informará. Mistura de Win Wenders com Bouvard et Pécuchet, muitas vezes parece Bukowski. Sim, é um livro preguiçoso. Sim, é um livro engraçado, gostoso de ler. Um livro triste, angustiado. Um livro de crônicas. Um livro de poesia. Um livro de filosofia. Um livro de memórias travestidas em ficção. Escritura sem afeto. Texto raiva-ternura. Chocante. Lindo. Poetatu. Poesia paca, bicho! Sim, há uma gota de sangue em cada poema. Ao alarme, prefiro o ladrão. Biscoitos finos para a massa. Poetatu já nasceu clássico. E não fosse isso seria aquilo. De leve.”

De lá pra cá, Marco Gomes publicou quatro livros de poesia e um livro de crônicas (“Agora eu conto… Retalhos do Rebotalho”), onde ele conta o arranca-rabo que fez no Rio de Janeiro, no final dos anos 80, durante o lançamento de uma antologia poética lançada pela Editora Shogum, da Cristina Oiticica, esposa do “mago” Paulo Coelho.

Quando ele me contou que seu poema “Apocalipse” havia conquistado o primeiro lugar do Concurso Nacional de Poesias promovido pela editora, alertei o maluco sobre a picaretice por trás do concurso:

– Porra, Marco, eles dão o primeiro lugar para 100 poetas diferentes, incluem todos numa antologia e obrigam cada participante a comprar 100 exemplares do livro. Como todo poeta é narcisista e que ver sua obra publicada, todo mundo compra. Aí, a Editora Shogum vende 10 mil exemplares, lucra 50% das vendas e fica todo mundo satisfeito… Já fizeram isso com o poeta Bosco Ladislau. Você vai cair nessa esparrela de novo?…

Cristão novo, ele não quis me ouvir, pagou pra ver e depois foi cutucar a onça com vara curta. Seu relato sobre a presepada é um dos textos mais hilariantes do livro.

Um de seus poemas mais conhecidos, salvo engano, se chama “Autorretrato”: “Dizem por aí / que eu não sou / bom-partido… / Tô com a galera / em gênero, número e grau: / Sou melhor inteiro!”. É desse jeito bem-humorado que vou me lembrar do maluco. Valeu ter sido seu contemporâneo, brodão! E as huris do Paraíso que se cuidem…


Simão Pessoa

Simão Pessoa poeta, cronista, blogueiro, editor, escritor com vários livros publicados: ‘Manual  do Canalha’, ‘Rock: a música que toca’, Funk: a música que bate’, ‘Reggae: a música que pulsa’, ‘O Templário de Barcelos’, ‘Sanatório geral, entre outros. Mora e trabalha em Manaus. A partir de agora temos a honra de contar com o seu talento como colaborador nas fileiras do Jornal Flitoral (Costa Verde).

Juçara Braga

Divulgada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a reunião ministerial comandada pelo presidente Bolsonaro no dia 22 de abril desnuda a face sombria da turma que, hoje, está à frente do governo brasileiro.
Certos de que não seriam vistos, nem ouvidos pela população naquele encontro, o presidente do caos e seus ministros soltaram o verbo, mostrando sua torpeza e deixando claro a quem verdadeiramente servem: única e exclusivamente aos seus próprios interesses que estão a léguas de distância dos interesses da maioria da população brasileira.
O reacionário ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles, que tem histórico criminal na Justiça de São Paulo, falou em aproveitar “que a imprensa só fala em covid” para “passar a boiada”, aprovar, “de baciada”, medidas que não dependem do Congresso Nacional. Porque lá, disse ele, essas medidas não seriam aprovadas.
Vejam só que postura exemplar. Um ministro de Estado propondo passar, por baixo do pano, propostas de desmonte da estrutura legal que sustenta e protege o meio ambiente no Brasil.
O bizarro ministro da Educação Abraham Weintraub propôs “prender os vagabundos do STF”. A ministra sem noção da Mulher, Família e Direitos Humanos Damares Alves pretende pedir a prisão de governadores e prefeitos.
O ministro do desarranjo da Economia, Paulo Guedes, “ defendeu vender “a porra do Banco do Brasil” e dar uns milhõezinhos para formar novas gerações de gado marcado.
Os exemplos do absurdo estão em todas as falas com destaque para o presidente que não deu um pio sobre assuntos institucionais, de interesse do País. Gastou seu linguajar refinado exclusivamente para sacudir o próprio penico.
Decididamente, o Brasil não merece esse trem desgovernado e extremamente perigoso.




juçara Braga é jornalista e escritora. Autora do livro de causos ‘Perdi meus olhos no travesseiro” (2015), hoje se aventura pelo universo de crônicas e contos. Graduada pela Faculdade Hélio Alonso (1982), trabalhou na Rádio Tupi, TV Manchete, Tribuna da Imprensa e no Jornal do Commercio (RJ), foi chefe de Comunicação do Sesef (Serviço Social das Estradas de Ferro) e colaboradora do Jornal Abaixo-Assinado de Jacarepaguá.
Em São Paulo, atuou no Diário Popular, na revista Enfoque Feminista publicada pela União de Mulheres de São Paulo e criou a agência Só Texto Comunicação. De volta ao Rio, foi assessora de imprensa na área de Gás e Energia da Petrobras.
A partir de agora temos a honra de contar com o seu talento como colaboradora nas fileiras do Flitoral Costa Verde.


Quadro Operários, de Tarsila do Amaral,
Pintado em 1933

O Rapaz, com aparência de 23 anos de idade, vinha da corrida matinal. Entrou pelo portão principal do prédio e foi direto para o elevador. E o seu Manuel Almeida, nascido no Município de Caicó — Região do Seridó, no Rio Grande do Norte, trabalha há vinte anos no mesmo local. Fechou o portão, com a mesma leveza de quem sabe o seu ofício.

A empregada doméstica, dona Maria da Conceição, nordestina do Ceará, diariamente passava por ali, e sempre encontrava Manuel Almeida, mas já não o via há quase uma semana. Quando perguntava por Manuel, a resposta era sempre a mesma: Ninguém sabe, ninguém viu.

Mas, de repente… um ser invisível a olhos nus e com uma força apocalíptica, parou o mundo com poder letal. Como por vingança aos insignificantes, colocou desempregados, moradores de rua, catadores de lixo, índios e tantos outros a terem os cuidados de quem tem visibilidade.

Mesmo a contragosto dos poderosos de plantão, os invisíveis têm agora conta bancária e até ‘CPF’.

O inimigo invisível é implacável! Para ele, não tem limites e nem fronteira. Por onde passa, há muito choro e ranger de dentes, além de mostrar a fragilidade do ser humano.

E por onde anda Manuel de Almeida, do Sertão de Caicó? Ninguém sabe, ninguém viu. Talvez esteja na terra em que nasceu. Lá ele é amigo do Rei, tem a mulher que quer, na cama que escolher. Ali não era feliz.

Ou quem sabe tenha virado estatística, também vítima do invisível?!


Evandro Luiz Sousa é graduado em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Faculdade Hélio Alonso (Rio de Janeiro) (1980/1985) No final  de 1986 retornou a Macapá sua terra de origem. Lá trabalhoui no Jornal Fronteira, e em seguida foi convidado para trabalhar na Rede Amazônica (TV Amapá) como repórter de rua.

Paralelamente ao trabalho da TV exerceu o cargo de Assessor de Comunicação Social na Legião Brasileira de Assistência – LBA. Também foi Assessor do Ministério Público do Amapá, Assessor de Comunicação da Assembleia Legislativa do Estado e presidente do Sindicato dos Jornalistas do Amapá. É portador da doença de Parkinson e está aposentado há seis anos.

A partir de agora temos a honra de contar com o seu talento como colaborador nas fileiras do Flitoral Costa Verde, iniciando com uma coluna literária.


João Bosco Gomes

No início de 1977, o jornalista e teatrólogo Jesus Chediack, através do amigo Luiz Dulci — residente e um dos organizadores do movimento cultural na Casa do Estudante Universitário – CEU (*), conseguiu uma sala no primeiro andar, começando a trajetória de ensaios de peças que, logo, montaria no ‘Teatro CEU’, espaço esse que Jesus Chediack ajudou a criar, após ter conseguido pequeno recurso junto à Secretaria de Cultura, fornecendo as tábuas, pernas-de-três e pregos, contando com a colaboração e a mão-de-obra do abnegado José Wagner (também residente agregado da Casa), construindo o palco ‘elisabetano’ e as arquibancadas no salão superior do anexo do prédio principal.


Em setembro daquele ano, contando com participações de atores e atrizes profissionais, amadores e também de alguns residentes da Casa do Estudante Universitário – CEU, entre eles, Eliane Oliveira e Jacimar Berti Boti; com coletânea de textos de Agostinho Alves, Van Gogh e Antonin Artaud, e cenários de José Wagner, Chediack estreia na direção da peça ‘Van Gogh e o Ciclo da Carne’ e, logo depois, a polêmica ‘Van Gogh e Antonin Artaud’ que, uma semana antes da primeira apresentação, foi censurada pelo órgão censor da ditadura militar, sob a alegação — segundo Chediack, “tratar-se de apologia a Antonin Artoud, poeta e teatrólogo que prega modelo político anarquista, o fim de todas as formas de governo, com forte conteúdo subversivo”.

Jesus Chediack, não se dá por vencido e contando com ajuda de uma das atrizes do elenco, conhecida da censora que havia desaprovado a encenação da peça e, chegando até ela, argumenta que a crítica destacada para o impedimento da encenação da obra, não procedia, porque no espetáculo a ênfase era sobre a conexão das semelhanças criativas dos artistas (Van Gogh e Antonin Artaud), através da perspectiva da insanidade mental. Diante da argumentação, a censora concordou em liberar a peça, sob algumas ressalvas que Chediack disse não lembrar mais quais foram. ‘Van Gogh e Antonin Artaud’ estreou ‘com casa cheia’, com a presença de críticos dos jornais O Globo, Jornal do Brasil e também da censura, como era de praxe naqueles ‘tempos de chumbo’.

No ano passado, em 14 de março de 2019, fui ao encontro de Jesus Chediack, na Casa França-Brasil (onde era o Diretor daquela instituição), para presentear-lhe nosso livro ‘A UNIVERSALIDADE DA CEU — Histórias da Casa do Estudante Universitário e convidá-lo para entrevista ao programa multicultural ‘NAVELOUCA’ que eu e a amiga Valéria Sayão, realizávamos na Rádio Web Revolução, no Instituto Nise da Silveira e também para registrar em vídeo depoimento sobre a vivência e atuação junto à criação, produção e programação do Teatro da CEU. Infelizmente, por falta de agenda, essa entrevista e o bate-papo sobre o Teatro ceulino não aconteceu.

Jesus Chediack foi ator, jornalista, escritor, cineasta e dramaturgo, diretor Cultural da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), diretor da Casa França Brasil, do Teatro João Caetano; secretário de Cultura e Turismo de Duque de Caxias e ocupava o cargo de curador da superintendência de Artes da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro; Também foi professor da Universidade Federal da Bahia e autor de diversos livros, Nascimento – Belo Horizonte, 10 de agosto de 1941; Óbito — Rio de Janeiro, 08 de maio de 2020 (vítima do coronavírus)

(*) Casa do Estudante Universitário – CEU – Foi uma instituição residencial autônoma para estudantes universitários carentes de todo o Brasil, situada na Avenida Rui Barbosa, 762 —  Flamengo – Rio de Janeiro, que durante 30 anos (1965 — 1995) foi uma referência nos meios estudantis, sociais e políticos de oposição no Rio de Janeiro.

Nesta entrevista, o novo coordenador da Agenda 21 de Paraty, Michel Schutte diz ser uma grande responsabilidade nesse momento de parada forçada, provocada pela pandemia do COVID-19, que pode ser interpretada como o colapso do atual sistema de crescimento desenfreado ou uma parada para se repensar as ações e dar continuidade  às iniciativas de desenvolvimento local e integrado, associados aos compromissos de uma agenda global rumo ao desenvolvimento sustentável.

Sobre a função social e o respaldo desse Fórum reconhecido pela Universidade de Québec – Canadá e pela Global Passaporte PNUMA na Rio+20, Schutte reafirma ser a Agenda 21 um instrumento público, instituído por lei municipal, com o propósito de elaborar o planejamento (local/global) integrado de políticas públicas, que envolve a sociedade civil e o governo em um processo amplo e participativo de consulta e análise dos problemas ambientais, sociais, culturais, político – institucionais e econômicos.

A respeito do cenário 2030 ideal para Paraty, considerando-se esses 20 anos, tendo como marcos referenciais o Plano DLIS de 2000 e o Planejamento Estratégico de 2016 ele salientou que trabalham em uma revisão geral dos pontos fortes e fracos desse período para realizarem uma atualização, de um modo macro, pensando no novo desenho da Agenda 2030 tendo como foco os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável como meta, mas precisando ir além do desenvolvimento sustentável, “que já não é mais suficiente (…) ou seja, REGENERAR, tomar parte no sistema de forma a, efetivamente, garantir que o nosso consumo não comprometa as demandas das gerações futuras”.
Link Planejamento Estratégico –
http://www.folhadolitoralcostaverde.com/folha%20do%20litoral%20pdf/fl%20planejamentoestrat%C3%A9gico.pdf

Em relação às ações prioritárias sugeridas pelo Fórum DLIS – Agenda 21 de Paraty ao Plano de Recuperação Econômico pós Covid-19, sugerido pela prefeitura de Paraty, Schutte observou ter sido um dos primeiros trabalhos oriundos de demanda espontânea dentro da atual gestão, trazendo o viés da Recuperação Econômica para o Desenvolvimento Sustentável, tendo em vista a inclusão social deixada de lado por este modelo de crescimento. Para esta gestão, garantiu, as ações devem ser realizadas simultaneamente de forma integral, sem hierarquia, aconchegadas, priorizando a vida. Veja arquivo pdf do Plano no final da matéria.

Ações prioritárias: Transparência em todos os níveis; Retomada do Orçamento Participativo; Contratação de Consultoria com experiência em economia sustentável e contando com a participação de consultores locais (conselho de experts); Turismo sustentável como forma de alavancar outras atividades econômicas (agricultura familiar, maricultura, artesanato, pesca, educação técnica e universitária, empreendedorismo, entre outras); Articulação e maior participação dos conselhos nas tomadas de decisões; Planejar um aprimoramento da Estratégia de Saúde da Família – ESF concomitante ao plano de retomada da economia.

Schutte ressaltou ser uma gestão interina (três meses, renováveis) até que se possa realizar uma assembleia presencial para se eleger um grupo diretivo definitivo, com previsão para o segundo semestre.

Em tempo: No dia 8 do corrente foi realizada a primeira assembleia convocada pelo grupo diretivo interino na plataforma digital Zoom.

Editores; João Bosco, Carlos Dei e Domingos Oliveira


Ações prioritárias sugeridas pelo Fórum DLIS – Agenda 21 de Paraty ao Plano de Recuperação Econômico pós Covid-19 da Prefeitura de Paraty

Formulário_Propostas_Plano_de_Recuperação_Agenda-21

Dando continuidade ao Programa Fala Comunidade entrevistamos a liderança comunitária Ronaldo dos Santos do Campinho, presidente da Associação de Moradores do Quilombo do Campinho da Independência, coordenador da  Conaq –Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, líder fundador do FCT – Fórum de Comunidades Tradicionais de Paraty, Angra dos Reis, e Ubatuba, primeiro presidente da Acquilerj- Associação das Comunidades Quilombolas do Rio de Janeiro.

Saúde

Fazendo uma reflexão sobre o posicionamento da comunidade frente à pandemia do Covid-19, Ronaldo dos Santos, disse que, hoje, tanto quanto a população mundial, o Campinho está angustiado com esse momento difícil, com as incertezas pós-pandemia, o que define uma grande missão, “enquanto estamos vivos”, que é estar prontos para reconstruir tudo o que for preciso, por uma vida comunitária melhor.


Orçamento Participativo e covid 19

Questionado se o orçamento participativo, da “escola” do Comamp faz falta nesse momento de crise, Ronaldo nos remete à virada do século/milênio, quando projetos progressistas, de construção popular tomaram corpo, tendo em Paraty o protagonismo do Comamp como a grande tradução disso, da capacidade do povo de organizar, pensar propostas e refletir sobre agenda pública.
Desta forma, enfatiza que o orçamento participativo em Paraty, embora de curta duração, mas de imensa importância, é um assertivo caminho que a comunidade espera para essa retomada pós pandemia. Salientou, contudo, que é preciso entender a cabeça de quem governa, pois, para ele, o orçamento municipal é uma incógnita e não se sabe qual o tamanho da queda da arrecadação em 2020 e a previsão para 2021, observando que “talvez” nesse momento seja difícil para quem governa estabelecer números, fator que terá que ser debatido futuramente, pois só com estes se constrói perspectivas e projetos.

Estratégia de Saúde da Família

Em relação à Estratégia de Saúde da Família – criada pelas comunidades através do Comamp, há dezenove anos – e da ferramenta SIAB – Sistema de Informação de Atenção Básica, se funciona, se a população tem essas informações, Ronaldo dos Santos afirmou que concretamente não. Disse que a saúde pública seria outra, se a atenção Básica seguisse um parâmetro conceitual, nunca implementado. Mas na falta desse, Paraty, há dezenove anos constrói um modelo de Atenção Básica, de Estratégia de Saúde da Família, que avança um pouco mais ou um pouco menos, de acordo com o tempo, o lugar, pois existem equipes que pensam de forma agregadora e outras mais conservadoras. Para ele, tudo está num momento muito conservador.

Turismo de Base Comunitária e a crise do covid 19

Economia

O Campinho da Independência tem sua base econômica pautada no turismo de base comunitária. O fator isolamento social afetou diretamente sua economia. Para Ronaldo Santos, o Campinho, que nas últimas duas décadas tornou-se referência nesse tipo de turismo – que permeia tantas outras atividades e torna-se agente ativador dos processos internos desta  comunidade – sofre com a chegada da pandemia do Covid-19, que “vem denunciar a fragilidade do que é a economia do turismo (…) que é desmontada muito facilmente. E chama a atenção de “como nossos ancestrais se organizavam economicamente, como a soberania” alimentava-os “de forma mais sólida”. Desta maneira, Ronaldo dos Santos considera que esta é uma forma de Paraty, a Costa Verde e até o país repensarem os modelos de desenvolvimento, não jogando fora o que é importante, o que dá certo, mas resgatando “processos que eram muito mais importantes, o berço das comunidades e que foram negligenciados.

Gastronomia Sustentável e segurança alimentar

Sendo reconhecido pelo Passaporte Verde como referência no projeto Gastronomia Sustentável de Paraty, Agenda 21; o restaurante do Campinho que está paralisado e é uma das principais atividades econômicas da comunidade, os projetos futuros, pós pandemia para Ronaldo dos Santos, além do ‘batuque na cozinha”, do Jongo, do samba, que são cartões de visita, “temos pensado em avançar em outras frentes produtivas, que estavam um tanto esquecidas durante os anos” – ”lição que o coronavírus nos deixa” – como a segurança alimentar, a roça, plantar, etc…

Com a impossibilidade de realização de uma assembleia geral, devido ao isolamento social, provocado pela pandemia do COVID-19, pautado pela urgente necessidade de dar continuidade às atividades da Agenda, o órgão Diretivo fez uma chamada nas mídias sociais  aos interessados em compor o Grupo Diretivo interino do Fórum DLIS Agenda 21 de Paraty por um período de três meses, ou até que se possa concretizar uma assembleia presencial.

Com base nas inscrições, foi criado um novo Grupo Diretivo e um Plano de Trabalho para conhecer e incorporar as demandas das comunidades para a gestão do próximo triênio (2020-2022). O plano de trabalho será apresentado em reunião online, na plataforma Zoom, no dia 08/05/2020  às  16h (o link será enviado através  de email para as  instituições inscritas  na Agenda 21 e transmitido ao vivo pelo canal  Flitoral no Youtube).

Apresentação do novo grupo diretivo:

Michel Schutte – Formado em Biologia, com mestrado em Ciências Ambientais e Florestais pela UFRuralRJ. Há mais de dez anos trabalha como consultor ambiental com experiência na gestão de projetos, especialmente em empreendimentos de utilidade pública, com foco em energias renováveis. Apaixonado por Paraty com o sonho de tocar projetos de conservação, em 2015 estabeleceu moradia no município, buscando agregar sua experiência de consultor. Em 2017 assumiu a implantação do projeto Carbono Compensado no Quilombo do Cabral e assumiu a função de conselheiro do Conselho da APA Municipal Marinha de Paraty. Através do projeto Carbono Compensado aproximou-se da Agenda 21 e, agora, assume interinamente a cadeira de Coordenador Executivo da Agenda 21 de Paraty.

Aline Gaglia – Bióloga, com mestrado em Ecologia pela UERJ, mora em Paraty há quase cinco anos. Com perfil mais organizacional, assume a cadeira de Secretária Geral no Grupo Interino da Agenda 21 de Paraty. Gaglia trabalha com licenciamento ambiental há mais de quinze anos, especialmente com estudos e conservação de fauna. Atualmente tem como propósito fazer gestão de projetos regenerativos.

Sérgio Salvati – Biólogo, pela UNESP, e mestre em Turismo Sustentável pela USP. Mora em Paraty há oito anos. Chegou à cidade por conta do Projeto de Gerenciamento Costeiro da Baía da Ilha Grande, onde assumiu a Secretaria Executiva do Conselho Consultivo do Mosaico Bocaina. Hoje, atua como voluntário em vários coletivos da cidade, como a Associação de Moradores do Jabaquara, o Recicla Paraty – de apoio à Cooperativa de Catadores de Materiais Reciclados, a Frente Socioambiental de Paraty e, desde 2019, acompanha os trabalhos e as discussões da Agenda 21 de Paraty. Atualmente foi eleito Secretário de Comunicação desta Agenda 21. Conforme seu depoimento no vídeo,  Salvati afirma: “O desafio de conduzir Paraty pelo caminho da sustentabilidade social, econômica e ambiental é o que me motiva a estar aqui com vocês.”

Editores: João Bosco Gomes, Carlos Dei e Domingos Oliveira

Folha do Litoral Costa Verde