Ciclo do óleo de cozinha usado

O descarte inadequado do óleo de cozinha usado tem gerado preocupação em municípios da Costa Verde, como Paraty e Angra dos Reis. A prática, ainda comum em residências e comércios, causa impactos ao meio ambiente, à rede de esgoto e à economia pública.
Quando jogado no ralo, o óleo se acumula nas tubulações, provocando entupimentos e prejudicando o sistema de tratamento. Além disso, contamina rios, manguezais e o mar, afetando diretamente a biodiversidade e a qualidade da água.
A região formada por Paraty, Ilha Grande e Angra dos Reis é reconhecida como Patrimônio Mundial pela sua riqueza cultural e biodiversidade, o que reforça a necessidade de práticas sustentáveis e maior conscientização da população.
Entre os principais impactos do descarte irregular estão o entupimento da rede de esgoto, prejuízos ao tratamento sanitário, poluição ambiental e aumento dos custos de manutenção para os municípios.
Por outro lado, o descarte correto permite o reaproveitamento do óleo na produção de sabão, ração animal e biodiesel, gerando renda e reduzindo danos ambientais. A prática também contribui para o aumento da arrecadação por meio do ICMS Ecológico, beneficiando diretamente os municípios da região.
A orientação é simples: armazenar o óleo usado em recipientes como garrafas PET e encaminhá-lo para pontos de coleta autorizados. Também é importante exigir o Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR), garantindo a destinação adequada.
A mudança de hábitos da população é fundamental para preservar o meio ambiente e fortalecer políticas públicas sustentáveis na Costa Verde.
👉 Não jogue óleo pelo ralo.

