📅 17 de julho (sexta-feira) – 19h 📍 Casa da Cultura de Paraty

Parceira da OFFFLIP desde 2016, a cantora, compositora, educadora e pesquisadora Karina Braz retorna à programação da 22ª edição com o espetáculo “Canções do Território”, uma apresentação que transforma a música em instrumento de preservação da memória, valorização da cultura caiçara e defesa dos territórios tradicionais.
Presença constante nas edições da OFFFLIP, Karina desenvolve um trabalho artístico que une música, literatura, educação ambiental e patrimônio cultural, dando voz às comunidades caiçaras, aos povos originários e aos saberes ancestrais que fazem de Paraty um território singular, reconhecido mundialmente por sua riqueza cultural e ambiental.
Seu repertório reúne composições autorais como “O Pescador”, “Martim de Sá” e “Canoa”, lançada na 19ª OFFFLIP, em 2023. As canções retratam o cotidiano das comunidades tradicionais, o vínculo com o mar, a Mata Atlântica, a ancestralidade, a fé, a solidariedade e a resistência diante das transformações sociais e das mudanças climáticas.
Na 20ª OFFFLIP, Karina lançou a Coleção Território do Afeto, um projeto de educação ambiental e inclusiva que reúne livros artesanais, pinturas feitas à mão por mulheres caiçaras e músicas autorais. A coleção valoriza os conhecimentos tradicionais como patrimônio vivo e foi desenvolvida como material ecopedagógico voltado ao público infantojuvenil, incluindo recursos de acessibilidade para crianças surdas e cegas.
Em “Canções do Território”, Karina convida o público a refletir sobre pertencimento, memória, identidade, justiça socioambiental e a importância da preservação das culturas tradicionais. Sua apresentação dialoga diretamente com o tema da 22ª OFFFLIP – “Eventos Extremos: Os Opostos se Complementam”, mostrando que proteger o território também significa preservar suas histórias, seus modos de vida e as vozes daqueles que há gerações cuidam da natureza.
Mais do que um show, a apresentação é um manifesto artístico que celebra a diversidade cultural de Paraty e reafirma a música como um instrumento de afeto, resistência, educação e transformação social. Uma experiência sensível que une arte, literatura e sustentabilidade em defesa da memória e do futuro das comunidades tradicionais.