A Política das Mulheres – 2ª Edição

O sucesso da mesa virtual ‘A Política das Mulheres’ (em 04/09), estimulou o desdobramento deste debate, com as convidadas Camila Morais – atriz de teatro, autora e diretora, Raquel Lima – agente de Saúde, Fernanda Dettori – médica, Wilza Nunes – pedagoga, Rogéria Peixinho – Ativista Feminista, defensora dos Direitos Humanos, integrou a equipe do mandato de Marielle Franco, Nethy Marques – cantora e professora de Música, mediado por Lia Capovilla, que aconteceu em 11 de setembro, no canal Flitoral/Youtube, em parceria com Paraty.com e Núcleo Paraty, na luta para “ALCANÇAR A IGUALDADE DE GÊNERO E EMPODERAR TODAS AS MULHERES E MENINAS” (5º objetivo do Desenvolvimento Sustentável – ODS da Agenda 2030).

Política das Mulheres

Raquel Lima – Relatando suas vivências e experiências que a motivaram a modificar o modo de vida, Raquel Lima disse que iniciou esse trabalho em 2001, convidada pelas associações de moradores – ela já morava há 5 anos no bairro de São Roque, ela encontrou uma realidade bem diferente do que idealizava. Fez-se um cadastramento com o qual se viu o diagnóstico da comunidade, com o qual se descobriu muitas crianças sem vacinação, gestantes sem pré-natal, muitas pessoas desnutridas.

Observou que, com o Programa de Saúde da Família, fazendo a prevenção e promoção da saúde nos primeiros três anos, mudou a visão da saúde que, sempre foi vista como ausência de doença, mas é muito mais (habitação, educação, lazer, meio ambiente). Desse tempo para cá, muita coisa mudou, mas houve retrocesso e muito precisa ser feito, houve um relaxamento de todos e as ações estagnaram. Ela acredita que é necessário um urgente recomeço, para dar continuidade a esse programa. Para ela faltou e falta concretamente falar na promoção e prevenção da saúde, se reorganizar e voltar a trabalhar daquela forma.

Fernanda Dettori – Remeteu-se à fala da Raquel Lima quanto à promoção e prevenção da saúde serem deixadas de lado porque, para o sistema, não é politicamente importante. Disse que está em Paraty a sete anos e trabalha na emergência hospitalar, em assistência terciária, na qual recebe os doentes e tem percebido que cada vez mais aumenta a quantidade de pessoas doentes e o foco que se dava lá atrás de prevenção e saúde ficou esquecido, uma vez que não é visível politicamente. Voltando para o foco da mulher e a igualdade de gênero, na Medicina existe um viés patriarcal desde o surgimento, inclusive nomes de órgãos femininos como a glândula que têm na vulva, que se chama Bartholin, sempre nomes masculinos, descobertas masculinas, pois a mulher estava sempre nos bastidores e nunca eram nomeadas quando estavam na medicina fazendo ciência. E, desse domínio patriarcal, disse que vem a questão da perda de autonomia do corpo da mulher, que sempre foi vista como pertencente ao homem; desta forma as escolhas sobre seu próprio corpo nunca foram respeitadas e isso segue na medicina até hoje, citando na luta pela saúde da mulher a questão do parto, em que as mulheres têm dificuldade de escolher como parir, como seguir com a gravidez, devido à grande pressão do sistema patriarcal de encerrar a gravidez antes da hora e que o sistema de saúde pública não acolhe as mulheres que decidem fazer o parto em casa, afirmando que em Paraty tem havido muitos problemas em relação a isso.

Disse ainda que também vem atuando, com um consultório em como assistência primária, pois não acredita na medicina da doença, mas na medicina do equilíbrio do bem estar, psíquico principalmente, pois a sobrecarga que as mulheres sofrem, impacta na saúde, então é importante a promoção desta, por isso, há uns dois anos, vem trabalhando com formação, informação e educação em redes sociais, em relação à saúde, se dando conta de que 90% do seu público é mulher e, às vezes apare um homem, a pedido da filha ou da esposa. Complementando, falou que a questão do cuidado sempre esteve relacionado à mulher, pois são as mulheres que geralmente acompanham pacientes, etc e, hoje, estão querendo conhecer o próprio corpo, a fisiologia, como funciona o corpo; porque tomou anticoncepcional por tantos anos; saber o funcionamento da mente na ovulação, na menstruação… o estudo do próprio corpo está vindo com muita força nas mulheres, o que a deixa feliz e esperançosa, citando o Movimento Ginecologia Natural, o contrário da medicina tradicional, de hospital, movimento de baixo para cima, o médico como educador de saúde.

Salientou que a Ginecologia Natural além de propor outra visão, holística, natural, um autoconhecimento do próprio corpo, em que é defendido o não uso de anticoncepção hormonal que impede o funcionamento normal, o equilíbrio natural do corpo, para ter gravidez indesejada. O que entra em choque com o planejamento familiar no SUS, com toda burocracia, em que o marido tem que aceitar. Falou que existe tabus na medicina isso vai ser quebrado com o autoconhecimento; e que, por fim que, fazendo pesquisa num livro de anatomia que usou na faculdade e que existem diferenças brutais, como a glande é detalhada, enquanto o clitóris fica reduzido a uma bolinha, “uma pontinha do iceberg” que não explica o que é esse órgão que proporciona o prazer feminino e que, quando a mulher começa a aprender isso, se dá um empoderamento e autonomia sobre seus corpos. Respondendo à provocação de Lia Capovilla sobre se existe um caminho para que com a ginecologia natural, em 2030 as mulheres estejam mais conscientes sobre o corpo e que o médico seja mais orientador com visão mais educadora do que apenas um ditador de remédios Fernanda diz que depende muito de políticas públicas.

Nethy Marques – “Saindo do corpo para o espírito”, Nethy Marques disse que começou a vida artística muito cedo, para sustentar filhos, e que a primeira coisa para criar a independência total, para não se submeter aos caprichos do homem, é a independência financeira. Mas constatou a discriminação como mulher e cantora, ao tentar alugar apartamento em São Paulo, quando sabiam da sua profissão, ou desligavam o telefone ou desconversavam, porque têm uma imagem de que uma pessoa, cantora, não é confiável, por ser uma profissão instável, mas que a garra, a força da mulher está no útero; “essa força vem disso, até as mulheres que não têm filhos, mas que tem a coisa uterina de garra de leoa ninguém domina”, e que nenhum homem, nunca a dominou. Em relação a ser complicado quando a mulher ganha mais do que o homem, quando está mais estabilizada, ela disse que o que gera conflito é uma percepção do próprio homem, que para ela não afeta em nada que nunca vai “jogar isso na cara”, pois se sua renda der para sustentar os filhos e puder beneficiar o parceiro, tudo bem, contudo observa que não pode deixar folgar, senão acaba criando um oportunista, “tem que dar limite”.

Camila Morais Conta que teve um erro médico no início da gestação, que sofreu com toda essa estrutura patriarcal, sobre o não direito à autonomia do seu corpo, devido à falta de conhecimento do processo e precisou se curar disso depois, inclusive abrindo um processo judicial, não obtendo bons resultados. Por isso teve que fazer um trabalho artístico para não só questionar a estrutura, mas para se apropriar de si mesma e combater violência institucional, patriarcal, racista, capitalista, que adoece os que são vítimas.

Desta forma, diz que a arte e a vida estão extremamente conectadas com o próprio sentido do corpo, no espaço, no tato com as outras pessoas, no significar essa experiência e que a arte reflete esse momento das mulheres ocupando a política, de reivindicarem seus direitos, não aceitarem retrocesso. “Temos vários ganhos nesse recorte, mas temos um momento muito complicado”, olhando “para o nosso ‘representante’ e até para mulheres que, às vezes, alcançam o poder, mas continuam agindo de forma patriarcal, em prol do sistema”, acrescentando que, ainda assim, vê resistência, que a mulher está cada vez mais presente, seja pelo movimento negro, pelo movimento LGBT, pelas mulheres que lutam pelo parto natural (movimento forte em Belo Horizonte, sua terra natal), a arte reflete tudo isso. “Eu detesto a arte só entretenimento, a arte precisa incomodar, questionar e inspirar”, concluiu.

Wilza Nunes – Para ela, empoderamento é uma palavra complexa, com tantas facetas e que cabe em tantas situações, mas percebe que o empoderamento se recebe por outras pessoas, por outras mulheres, “uma mulher que se empodera, ajuda outras a se empoderarem, pois já temos o auto-empoderamento, mas ele perpassa por uma ruptura de desigualdade de poder da sociedade” por isso têm que passar para uma função emancipatória, de romper, de provocar mudanças nesta sociedade, para que esta receba esta mulher que sempre foi tolhida das suas escolhas, das suas consciências, das suas luzes. Disse que houve muitos avanços, mas temos muito que avançar; que o empoderamento é um ato político que gera rupturas nas desigualdades de poder, por isso a mulher precisa da relação social em que uma empodera a outra e que a educação tem uma função emancipatória. Ainda que nos seus grupos de educação, tanto em situações de vulnerabilidade, como nas UBS (Unidades básicas de Saúde), com a literatura, percebe que quando dá um espaço de expressão, de reflexão, de proliferação de vozes silenciadas, essas jovens começam a se perceber enquanto: poder próprio, própria forma de existir, próprios gostos, escolhas, e vai trilhando, abrindo, “quebrando facão no caminho para se encontrar na vida, e vai chamando outras, olhando outras, tendo outras referências”.

Narrou que quando trabalhou com jovens em situação de rua (em 1993 – que continua na mesma), percebeu que a relação era extremamente machista, os códigos muito rígidos, em que o domínio é do menino – fator que se extrapola para toda a sociedade – mas, focando na situação de rua, salientou que quando foi para a Casa Abrigo, iniciar essa conversa com as meninas, elas começaram a perceber que tinham poder de decisão, de escolhas, de vontade própria, de desejos, que não tinham que fazer tudo o que os meninos ordenavam, eclodiu uma revolução naquela instituição. Após isso, os meninos sentiram-se perdidos, e também foi feito um trabalho com eles, resultando em uma relação “um pouco menos” desigual, violenta, onde se conseguiu uma migração de linguagens, de entendimento de quem era cada um ali. Falou também dos casos das meninas que engravidam muito cedo e quando chegam nas UBS, são hostilizadas por médicos; que é uma estrutura muito viciada, enraizada mas que estão conseguindo mexer nelas, como a falou Fernanda Dettori, com ações com arte, pelo Programa Social da Família, pelos agentes comunitários, pelo PSF, que é fundamental, etc.

Wilza Nunes contou ainda sobre as bibliotecas nas UBS, em Parelheiros, (SP) com os jovens meninos e meninas de lá, pelo IBEAC – Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário, colocando a literatura como direito humano à fabulação, a se olhar, sair da realidade e transformar através do olhar do outro, da outra, entender que a saúde é mais que a doença, que importante a preservação do meio ambiente, a relação consigo, os diálogos, a alimentação, um bem viver social; quando levava a injeção – que faz sofrer – a literatura acalmava e as coisas foram acontecendo. A juventude tendo referência através da literatura, do teatro, nas estruturas de poder, na academia consegue perceber a própria força, a própria possibilidade de se olhar e ser dono das próprias escolhas, ressaltou –  “eu me empodero através de outra mulher que se empoderou, porque eu preciso da outra eu preciso que fale: Olha é por aí!”

Por fim, disse que com 49 anos se considera mulher negra, mas, não foi criada com tal, pois teve uma educação com mulher branca; que não é culpa da família, mas da sociedade e que nunca teve esse debate em casa; que esse empoderamento da mulher negra é muito forte, e muito importante essa conexão com a ancestralidade, mas ela precisou se aquilombar, pois não foi o branco que a ensinou a ser preta, foram outras mulheres pretas, na dança, na música na literatura, na arte, em tudo. “Cabelo preto é bonito, sua pele é legal; se tivesse isso desde pequena, talvez fosse diferente, eu teria encurtado o caminho, mas o caminho que percorri foi muito bonito, de construção dessa consciência”, concluiu.

Rogéria Peixinho – “Nós mulheres somos como as águas. Nós nos fortalecemos quando nos juntamos”, com esta frase que a motiva, Rogéria iniciou falando dessa força potente das águas, da força dos rios que quando se juntam se transformam. E quando se olha para as mulheres historicamente oprimidas pelo estado patriarcal, racista e capitalista, vê-se que, principalmente, as elas é que estão na mira desse “trio de opressão”, que passa por todas as vertentes, pelo controle do corpo, tirando-lhes o poder que sempre tiveram, o poder de gestar, de parir, de dar vida ao mundo, poder esse que, na visão patriarcal, racista e capitalista é muito perigoso. Desta forma, cortar esse poder através do controle dos seus corpos, é o caminho principal que esse “trio de opressão da humanidade” trilha há muito tempo. E que, também há muito tempo as mulheres trilham o caminho do enfrentamento, da resistência, da potência de se juntarem sempre – fator que tem proporcionado a elas o avanço na história da humanidade, nas culturas, com que vão se empoderando e se fortalecendo para defrontar “esse trio”. Salientou que “esse trio” é muito poderoso, mas que as mulheres também o são e seguem. E aí encontra na organização feminista o caminho para transformar essa sociedade, o feminismo como um projeto político de transformação “dessa sociedade racista patriarcal e capitalista”.  

Disse que se move do seu lugar de fala, militante ativista feminista, antirracista, anti-capitalista e que, quando olha para as violências obstétricas, que perpassam a saúde da mulher, historicamente a retirada de delas, olha também o que fizeram, como que movimento feminista ao longo da história vem ajudando esse empoderamento, essa tomada das rédeas da própria autonomia. Para ela, um caminho que está longe de se alcançar a igualdade de direitos, como perguntado por Lia Capovilla, um caminho é difícil, mas que estão seguindo, que já se conquistou muitos avanços e, fazendo um recorte para o Brasil, muitos avanços, muito antes da última década década, quando SUS nasce com o projeto de um programa integral à saúde da mulher, quando esse programa olha a mulher como um todo, porque o fato de parir também uma potência, um poder, mas também é usado como lugar de dominação,  de coloca-las só nesse lugar, e elas são muito mais do que isso.

Ressaltou que houve avançamos em políticas públicas de promoção à igualdade, mas deu-se também muito retrocesso; que os poucos espaços que tiveram durante alguns anos, de Rose Marie Muraro (uma das pioneiras do movimento feminista no Brasil nos anos 70), da arte de Chiquinha Gonzaga (primeira pianista de ‘choro’, autora da primeira marcha carnavalesca com letra –“Ó Abre Alas”, 1899 – e também a primeira mulher a reger uma orquestra no Brasil /abandonou o matrimônio por não suportar a opressão do marido, escandalizando a sociedade de então e a família) e de tantas outras mulheres que tomaram a frente da luta para transformar essa sociedade, conseguindo colocar cada uma um tijolinho nessa construção da Igualdade, hoje, infelizmente, olha e vê que retrocedeu-se muito. Mas, que continuam firmes na resistência e essa firmeza se reflete em tantas mulheres em vários espaços, em associações e coletivos de mulheres, sindicatos, porque estar em lugar de poder político é só ser deputada, vereadora mas é também estar onde se faz a política do cotidiano; Que é também estar no lugar dentro do sistema de saúde onde seja capaz de mudar alguma estrutura, como a Fernanda Dettori, na arte, como a Camila, na literatura como a Dedé (Wilza) falou poeticamente, como a literatura a arte nos transforma e nos potencializa.  Falou que desse lugar vê como realmente estão avançando, a partir do momento que não desistiram da luta, apesar de tanto retrocesso, o que mostra e comprova a potencialidade das mulheres.

Perguntada se na eleição deste a mulher ocupará mais espaço do que no período em que Marielle era vereadora, Rogéria Peixinho disse que “tivemos a primeira mulher Presidenta da República, eleita democraticamente e retirada através de um golpe” e que há 30 anos no Rio de Janeiro elegeram uma vereadora negra, Benedita da Silva; dez anos depois elegerama segunda mulher negra na mesma Câmara dos Vereadores, Jurema Batista; e mais dez anos elegeram Marielle Franco à frente desse projeto, que foi brutalmente arrancada desse lugar e assassinada. Observou que, a partir daí ventilou-se a ideia de que desistiram, mas que na realidade aumentou muito o número de mulheres se recolocando candidatas nesse lugar de Poder Legislativo. Assim, ela acredita que nas próximas eleições se seguirem trabalhando com esta consciência de que precisam empoderar e fortalecer as mulheres, principalmente as mulheres negras e indígenas, para estarem nesse lugar, começarão a transformar essa realidade atual, porque a boçalidade que tomou o poder no nosso país vai ser derrubada com a força das mulheres.

“As mulheres que foram para as ruas nas eleições para dizer ‘ele não’, que denunciaram para o mundo quem era esse inominável…, então somos nós mulheres que vamos seguir puxando, com os homens juntos, mas estamos na liderança desta transformação e acredito, sim, que vamos conseguir eleger mais mulheres nas câmeras de vereadores, mas, mais importante é que não basta ser mulher, como a atual ministra… que não nos representa, temos que empoderar as mulheres que estão nos fronts para derrubar o tripé da opressão, que é o racismo, o patriarcado e o capital e eleger essas mulheres nas próximas eleições … Por isso faço um chamamento para que todas conheçam as candidatas em seus municípios, no Rio de Janeiro, até o momento teremos três mulheres candidatas a prefeita da cidade, duas delas negras – Benedita da Silva e Renata Souza e Marta Rocha que eu identifico como mulher negra, mas não sei se ela se auto-declara como mulher negra, porque, como disse a Dedé, historicamente também nos foi tirado esse lugar de reconhecimento do nosso lugar de mulher negra ou mulher indígena, porque como fomos exploradas, escravizadas, quando se foi constituída as famílias pós “fim da escravidão no Brasil,” era muito duro que seus filhos tivessem esse alvo, então foram nos embranquecendo, mas somo negras. Sou uma mulher negra de ancestralidade, sou do candomblé e de Ifá, professo esta fé, mas quero deixar claro que prezo pela laicidade do estado, reafirmo que professo esta fé porque é a fé da minha ancestralidade negra, que vem da África, de onde me alimento espiritualmente. Sim, nós mulheres podemos transformar e estamos nessa batalha da transformação há muitos anos. Sempre estivemos nesse lugar de luta para transformação e libertação, não só nossa das mulheres, não queremos transformar o mundo só para ficar bom para as mulheres, quando transformamos o mundo pelo feminismo, fica bom para todos: para os homens, para as crianças, para os idosos, porque a igualdade é bom para todos”, concluiu.

Lia Capovilla encerrou a mesa, dizendo-se esperançosa de que em 2030 a mulher estará mais consciente do seu corpo, muito mais trabalhada na sua alma, para enfrentar as adversidades e chegar com pelo menos alguma coisa avançada dentro da política e da justiça, para seja mais respeitada e conquiste a extinção da violência e que  esteja mais de igual para igual com os homens e que eles entendam isso, e que a mulher transforme o mundo em um mundo mais feminino do que masculino, com menos força bélica e mais afeto.

Veja matéria sobre a primeira edição-
https://folhadolitoralcostaverde.com/a-politica-das-mulheres/

De Hipátia a Marielle – A Política das Mulheres


Hipátia de Alexandria à

Marielle Franco

De Hipátia de Alexandria à execução da defensora dos Direitos Humanos, Marielle Franco, milhares de mulheres foram hostilizadas nas fogueiras da inquisição, nas senzalas, nas fábricas da revolução industrial, nas guerras, nos campos de concentração, nos quartéis sombrios da ditadura, em suas comunidades, ou em suas próprias casas, simplesmente por buscarem a liberdade de pensamento e novos modos de vida.

O eco desse grito milenar, que ressoa sobre o céu das nossas cabeças, repercutidos nestes encontros, clamam para que ‘a  Política das Mulheres’ possa, definitivamente,  ‘ALCANÇAR A IGUALDADE DE GÊNERO E EMPODERAR TODAS AS MULHERES E MENINAS’.

Agenda 20 30 – Objetivos do Desenvolvimento Sustentável ODS 5

5.1 Acabar com todas as formas de discriminação contra todas as mulheres e meninas em toda parte

5.2 Eliminar todas as formas de violência contra todas as mulheres e meninas nas esferas públicas e privadas, incluindo o tráfico e exploração sexual e de outros tipos

5.3 Eliminar todas as práticas nocivas, como os casamentos prematuros, forçados e de crianças e mutilações genitais femininas

5.4 Reconhecer e valorizar o trabalho de assistência e doméstico não remunerado, por meio da disponibilização de serviços públicos, infraestrutura e políticas de proteção social, bem como a promoção da responsabilidade compartilhada dentro do lar e da família, conforme os contextos nacionais

5.5 Garantir a participação plena e efetiva das mulheres e a igualdade de oportunidades para a liderança em todos os níveis de tomada de decisão na vida política, econômica e pública

5.6 Assegurar o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva e os direitos reprodutivos, como acordado em conformidade com o Programa de Ação da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento e com a Plataforma de Ação de Pequim e os documentos resultantes de suas conferências de revisão

5.a Realizar reformas para dar às mulheres direitos iguais aos recursos econômicos, bem como o acesso a propriedade e controle sobre a terra e outras formas de propriedade, serviços financeiros, herança e os recursos naturais, de acordo com as leis nacionais

5.b Aumentar o uso de tecnologias de base, em particular as tecnologias de informação e comunicação, para promover o empoderamento das mulheres

5.c Adotar e fortalecer políticas sólidas e legislação aplicável para a promoção da igualdade de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas em todos os níveis

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** As opiniões nos artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não expressam necessariamente a opinião do jornal.

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