17º OFFflip OBS – Pedra da Macela

Na força da “contramola” que resistes, comemorando 50 anos de criação do Parque Nacional da Serra da Bocaina (PNSB), o 361 anos do Caminho do Ouro e os 26 anos do Flitoral, a 17ₐ OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade seguiu produzindo história, literatura, arte, com o “Parati é o meu peixe”, com o protagonismo dos diversos parceiros de Paraty, Rio, São Paulo, Bahia e outros universos, trazendo o conceito da moeda Parati, o valor do Parque Nacional da Serra da Bocaina, do Turismo Ecológico, do mapeamento dos muriquis; da homenagem a Edeor de Paula…

Trazendo também a Literatura como voz do meio ambiente; a Poesia, política e pandemia, as reflexões filosóficas para Gerência da vida pelo Teatro de Roda; o teatro infantil Brinque-se, da Cia Malas Portam, o Projeto Bardos Baianos, As rotas e os rostos da Literatura contemporânea, o Encontro de Saraus OFFflip, a Leitura do monólogo inédito ‘Hipátia’ e o encerramento, com participação de Chico Livino, Karina Braz, Edmilson Santini.

Com base no planejamento planejamento estratégico da Agenda 21 de Paraty o Jornal Folha do Litoral – Flitoral, realiza mais uma edição da OFFflip graças os amigos, parceiros e apoiadores, entre eles: Paraty.com, Núcleo Paraty , ICMBio, Cooperativa Serra do Mar, Brilho Natural, Apacap, Margarida Café, Sebrae, Pousada do Sol e as secretárias de Cultura e Agricultura de Paraty.

Quarta – 18/08

Moeda Parati – Domingos Oliveira apresentou o conceito da moeda “Parati”, desenvolvido a partir do Fórum DLIS – Paraty, moeda local, moeda global, em 2004 e publicado na edição número 50 do Jornal Folha do Litoral Costa Verde.
Conceito – Moeda que, apesar da lei da mais valia (oferta e procura), está comprometida com a Comunidade, e sua balança comercial busca o equilíbrio entre o capital financeiro, capital social e a utilização dos recursos naturais.
Veja edição número 50 do Jornal Folha do Litoral Costa Verde http://www.folhadolitoralcostaverde.com/folha%20do%20litoral%20pdf/fl%2050.pdf

Os caminhos da Bocaina – Mário Douglas, chefe do NGI/ICMBio/Parque Nacional da Serra da Bocaina, ressaltando o valor preservacionista nesse momento em que as nossas matas e florestas são furiosamente violentadas; Adriana Matoso trouxe a importância do Turismo Ecológico, não predatório, que pode transformar-se moedas que revertam para as comunidades; do Felipe Muriqui apresentou a pesquisa sobre esses vizinhos, muriquis, que só tem nos estados do Rio, São Paulo e Paraná e que será utilizada tecnologia com drones para mapear estas populações.

Homenagem a Edeor de Paula com a biografia ‘Memórias de um Sambista’ – A autora, Cícera Maria falou do livro, escrito a partir de depoimentos e entrevistas, a quem o sambista e compositor confidencia confissões surpreendentes; a editora Rozelia Rasia que comentou a singularidade desta biografia e a necessidade do registro destas memórias; as filhas Juciara Penna e Jupiara da Silva, que ressaltaram a grandeza do pai e artista Edeor de Paula; e o fotógrafo e cineasta Noilton Nunes, amigo e parceiro de Edeor, observando que atravessamos um mar bravio, numa noite chuvosa, em um navio que balança absurdamente, mas que podemos mudar os rumos desta história com salas de arte e literatura brasileira.

Ladjane Silva – Abordou a importância do projeto de educação ambiental “Não jogue seu óleo pelo ralo” versus a questão do ICMS Ecológico, trabalho que está envolvida com a cooperativa Serra do Mar.

Juçara Braga – Fez um rápido apanhado de tudo o que foi falado, e ressaltando a busca de Domingos Moura, por estar buscando acordar as pessoas para a questão da moeda local que, na sua opinião, reflete muito o que está acontecendo hoje, um ato de solidariedade com o vizinho, dar a mão a todos, não soltar a mão de ninguém. “Isso parece a moeda local”, finalizou.

Lia Capovilla – Ressaltou a importância deste fórum aberto, paralelo à Flip, que é a OFFflip, hoje mantida pelo Flitoral, que desde o início, quando ela foi coordenadora, coloca em destaque na mídia e nas redes sociais as iniciativas que ainda não são “as consagradas” e precisam ser iluminadas, e que todos os artistas que participaram da OFFflip, ao longo dos anos, sentiram o impacto de estar em destaque no evento.

(Veja evento de abertura em https://youtu.be/rkTFJZKjQZs )

Quinta – 19/08

Projeto Literatura como voz do meio ambiente – Partindo da temática “Cultura e Biodiversidade”, a Nós da Educação realizou duas palestras abordando o Meio Ambiente tendo, como porta-voz, obras literárias: “Foi boto, sinhá!” (Re)leituras do mito na literatura e na música amazônicas – Um homem alto, esguio e belo. Terno branco, alinhado, chapéu à prumo. Bom dançarino, galante, exímio sedutor; sempre presente nas festas à beira do rio a seduzir as donzelas que dificilmente resistem aos seus encantos. A palestra de Karla Niels revela um estratagema da população amazônica para fazer frente à sexualidade reprimida, bem como uma metáfora para o homem abusador, uma camuflagem mítica enfeitando uma tragédia histórica, da relação sexual não consensual – https://youtu.be/njMsmGMqhyo ; Por sua vez, Torto Arado e Os Sertões: dois tempos e uma estrutura, de Guto Mello mostrou os elementos estruturais quase atemporais sobre a fome, a miséria e o coronelismo pautados na obra histórica de Euclides da Cunha no final do século XIX, e na obra Torto Arado, de Itamar Vieira Jr, focando em um cenário que parou no tempo e obras verossímeis. Trata-se da seca e do determinismo geográfico, fazendo um paralelo com os dia atuais com as milícias, as periferias, as comunidades, o abandono, a fome e a miséria: https://youtu.be/Qzn2Ihp80Ao

Poesia, Política e Pandemia – “A pandemia nos obrigou a usar máscara, mas tirou muitas e muita gente continuou tento que aglomerar”, “…os auxílios culturais vieram com leis mal elaboradas, deixando muita gente na mão”, “vivemos momentos em que as palavras não vinham, devido à angústia, mas acabei encontrando motivos para escrever. Assim os poetas Douglas de Almeida, Walter Cézar e Tiago Oliveira abordaram o tempo pandêmico com a corrupção, má gestão pública e o negacionismo causador da morte de milhares de pessoas. Também mostraram sua poesia. https://youtu.be/KPxnwSjBwPg

Teatro de Roda – “Gerência da Vida: Reflexões Filosóficas” (*) – Com uma mistura de poesia e filosofia, falando de amor e amizade como moedas valorosas imprescindíveis, em um exercício de autoconhecimento, que visa a um controle mais consciente da própria existência, em busca da plenitude da felicidade, a Cia Teatro de Roda trouxe uma encenação com assuntos aparentemente tão distintos quanto a alta tecnologia e a filosofia grega, do engenheiro, poeta e escritor Lenilson Naveira e Silva, no seu livro, acima (*). https://youtu.be/N_IvmRMDrrU

Sexta – 20/08

Brinque-som” – Convidando a plateia para brincar com o corpo e a memória a Cia Malas Portam trouxe para o público infantil um compacto do espetáculo “Brinque-som”, trabalhando com a música “Sabiá na gaiola” em que seus figurinos se transformam, ganhando cores e cordéis que, ao serem lidos, envolvendo o público de forma sutil e livre até chegar em uma grande roda ao som de ritmos e cantigas populares brasileiras. https://youtu.be/Th9AcMbdfUE

Projeto Bardos Baianos – O Projeto editorial Bardos Baianos nasce do desejo de possibilitar que poetas espalhados pela Bahia tenham a oportunidade de publicar seus poemas, contrapondo-se ao elitismo literário que tanto dificulta o surgimento de novos valores. O que seria apenas uma antologia, tornou-se um movimento, uma marca da Bahia pelo mapeamento da poesia baiana, incluindo 27 territórios com 1350 poetas. Participaram da mesa: Ivan de Almeida, Luana Cardoso, Efson Lima, Gilberto Morais e Simone Soares. https://youtu.be/P8nW_aA9xuY

As rotas e rostos da literatura contemporânea – ”A poesia engajada ficou adormecida por um bom tempo. Atualmente, há uma explosão de poesia política, hoje é hegemônica…”. Esfuziante debate entre os doutores e críticos literários Wilberth Salgueiro e Ricardo Vieira Lima mediado pelo poeta escritor e doutorando em literatura brasileira Marcelo Mourão sobre os novos rumos e expoentes da literatura brasileira feita na atualidade, com herança da poesia dos anos 70, 80, 90… e a abertura dos canais digitais como facilitador da variedade de tendências e publicações literárias. h/ttps://youtu.be/a3Y-k_S3ivM

Encontro de Saraus OFFflip – OBS Cultura e Biodiversidade – Este foi o 3ₒ Encontro de Saraus da OFFflip, sendo o 2ₒ online. Participaram deste encontro, além dos tradicionais saraus do Rio de Janeiro, Apperj, Balcão Poético (Rio) (Nota: Por questão de saúde, Mauro Neme não pode representar o Balcão Poético), Fio Multicultural (Rio), Polem (Rio), Ratos Di Versos (Rio) e UBE (Rio), os saraus Atemporal (Casemiro de Abreu-RJ) e Vidas na Mira (Itacaré-BA), com impetuosidade poética. https://youtu.be/IShwzlM1WFg

Leitura de ‘Hipátia’ – monólogo inédito, de Luciana Lyra, com Jussilene Santana–Hipátia (370-415 d.C) foi a última diretora da famosa biblioteca egípcia, considerada a primeira matemática registrada pela história, filósofa e astrônoma, e que foi linchada, descarnada e morta por fanáticos religiosos, movidos por questões políticas, que tocaram fogo e destruíram todo o milenar acervo. Sua morte feroz, assim como o fim da lendária biblioteca são considerados marcos do início da Idade Média. O monólogo acontece em suas últimas horas, com ela acuada nos porões da Biblioteca, antes de ser assassinada pela multidão.

De Hipátia de Alexandria à execução da defensora dos Direitos Humanos, Marielle Franco, milhares de mulheres foram hostilizadas nas fogueiras da inquisição, nas senzalas, nas fábricas da revolução industrial, nas guerras, nos campos de concentração, nos quartéis sombrios da ditadura, em suas comunidades, ou em suas próprias casas, simplesmente por buscarem a liberdade de pensamento e novos modos de vida. https://youtu.be/PLMYkFYztok

Sábado – 18/09

Homenageando o Arteatro e o diretor de teatro Amaral Paraty, Domingos Oliveira interpretando o Capitulino Pantalone, com os Mascaradinhos de Paraty, apresentará a música Paraty é o meu peixe, destacando as moedas de PARATY, que promovem o reconhecimento de Paraty e Ilha Grande Patrimônio Mundial.

Karina Braz / “Caiçara Canoa” – Da cena onde surgiram personagens como: Julinho de Souza, João Paciência, Zé Kleber e Luís Perequê, mais do que nunca é hora da gente virar nossa atenção para as figuras femininas e o jeito delas de fazer arte. Harmonizando ao lado desses e de muitos outros mestres da nossa cultura popular, hoje se apresenta essa artista, que trilha a sua carreira sem se abater com o mal tempo e pelas dificuldades que encontra por ser o que é. Com repertório totalmente autoral ela e sua banda apresentam o show “Caiçara Canoa”, que mistura composições e poesias dos trabalhos Maré Cheia (2018), Tempo (2020) e do próximo trabalho que já está sendo pensado. O show reúne tradição, crenças e falares praianos. A ambientalização das canções conta com a biodiversidade de Paraty, somada à sonacia marítima tão comum em nosso cancioneiro nacional.

O show é um resgate das nossas raízes culturais e, também das cantigas universais. A textura formal sugere o folclore, a oralidade, o lirismo, a representatividade de tipos humanos que são considerados patrimônios mundiais da UNESCO. Temos, com toda certeza, um panorama rico de trova brasileira, numa mescla de ritmos e temperos genuinamente nativos. “Caiçara Canoa” é um convite para lembrarmos o que somos e do que temos, é um despertar para o otimismo, é um pulsar das emoções mais lindas.

Chico Livino -Encerrará a OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade com o show Canto da Mata. O Projeto Canto da Mata é iniciativa e produção do arquiteto, analista ambiental, cantor e compositor Chico Livino. Tem como objetivo ampliar a mensagem da conservação, por meio das pontes de reconexão afetiva entre o ser humano e a Natureza que a Arte oferece, visando valorizar as áreas protegidas do país, de uma maneira ampla, junto à sociedade.

Audiovisuais inspirados nos Parques Nacionais e outras áreas protegidas, seguem para além das fronteiras das unidades de conservação, ultrapassam os limites dos Centros de Visitantes e, através de uma linguagem lúdica, convidam e promovem o encantamento pelo nosso imenso patrimônio natural!

A veiculação, por meio de apresentações nas próprias áreas protegidas, e em seus municípios de entorno, faz parte da estratégia de divulgação e envolvimento social, gerando uma atmosfera de arte e pertencimento, associando em simbiose Cultura e Biodiversidade.

Flitoral Comunicar@ções para a vida

Contribua com esta produção: faça um PIX a partir de R$ 10,00 e Concorra ao Sorteio de uma Cesta Básica – OBS. Chave do PIX 22.841.425/0001-66. Envie o comprovante do PIX para flitoral21@gmail.com

Participantes

Domingos Oliveira / Capitulino Pantalone (ou Pantaleone?)

Karina Braz

Chico Livino

SERVIÇO:

Apresentações Musicais de encerramento da OFFflip OBS – Cultura e Biodiversidade

DIA: 21/08 (sábado)

HORA: 15h

LOCAL: www.folhadolitoralcostaverde.com e @flitoral/Youtube

EXPEDIENTE:

Publicação Editoração e Comunicação – CNPJ 13701141/0001- 83; Inscrição Municipal – 43168; Diretor – Domingos M. Oliveira; Jornalista Responsável -Carlos Dei S. Ribas – MTb/RJ 15.173; Conselho Editorial – João Bosco Gomes, Carlos Dei S. Ribas, Juçara Braga, Domingos M. Oliveira; Telefone – (24) 3371-9082 – WhatsApp (24) 99972-1228; Email: flitoral@paraty.com ; Inscreva-se no nosso Canal no Youtube: @Flitoral

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