Mata Atlântica -Tempo de Regeneração: Projeto de Arborização da Rodovia Rio Santos

24 de outubro de 2020


Comemorando os 20 anos do vídeo ‘Queimadas na Mata Atlântica’ e do ‘Projeto de Arborização da Rodovia Rio-Santos’, um grupo de instituições e parceiros, com o objetivo de evitar as queimadas na beira das estradas, lançam a série ‘Mata Atlântica – Tempo de Regeneração’ composta por seis vídeos documentários e um fórum sobre esta temática, que será realizado no final de novembro, propondo a continuidade deste projeto de regeneração da Mata Atlântica.

II – Projeto de Arborização da Rodovia Rio Santos
Prof. Amaury Barbosa

Contando sobre sua experiência no
Projeto de Arborização da Rodovia Rio Santos“, Amaury Barbosa ressaltou a preocupação ímpar de Silvio Veloso com as queimadas às margens da rodovia Rio-Santos que eram uma constante iniciando-se na beira da estrada e subindo o morro adentro. Segundo seu relato, ideia era de que essas novas árvores e toda a vegetação não permitisse, principalmente no inverno seco, as queimadas que aconteciam frequentemente. Falou da reunião no CIEP, quando ainda era diretor, e Veloso fez essa proposta, para que trabalhassem a educação ambiental com as crianças, já que no colégio existiam grades transversais, com as quais já trabalhavam com os cuidados com a terra, com as matas ciliares, com as florestas.

Desta maneira, há 20 anos iniciaram um plantio com essas crianças, um projeto de baixo custo que, afirmou, bastam praticamente pessoas interessadas, preocupadas com o meio ambiente, com a qualidade de vida e também com a segurança nessa estrada. Disse que, quando esse projeto começou, plantaram uma árvore no local da entrevista e outras na extensão de uns 15 metros (identificar o local) e, hoje, aérea está toda arborizada, a estrada mudou seu perfil, não têm mais os grandes incêndios que, “graças ao projeto, vingou durante muitos anos e que deve continuar, deve ter sequência, porque é muito bom”. E para o Patrimônio Mundial título que Paraty acabou de receber, depois de mais de 20 anos de trabalho, investidas, viagens, pesquisas, junto à Unesco, e com consultorias, observou, várias mudanças foram acontecendo, “que até essa parte natural, esse bioma incrível que nós temos aqui, favoreceu ao recebimento de título, então, para o Patrimônio Mundial de Paraty, são necessários esses projetos que cuidam do meio ambiente”.

Ressaltou que a Mata Atlântica já é uma reserva da biosfera, têm trecho melhor contemplado do que restou dessa Mata Atlântica, então, para o título, acrescentou, é fundamental que os projetos como esses, tanto de plantio de árvores, quanto de cuidados com as matas ciliares devem existir e serem fiscalizados”.

Por fim disse que para a Agenda 2030, esse tema está sendo tratado com muito cuidado, salientando que existem muitas cláusulas em que entra o “cuidado” com o meio ambiente com as nascentes, os recursos hídricos, mas a Mata é que garante o clima favorável, uma terra propícia e que esse projeto visava justamente isso: cuidar das margens da Rio-Santos, para evitar os incêndios, porque esses destroem plantações, não é em Paraty, mas em vários lugares do país, em que vemos grandes incêndios nas rodovias, causando acidentes com mortes terríveis, que podem ser evitados de maneira fácil, a um custo relativamente barato, mas que salvam vidas.

“Mata Atlântica o fim das queimadas”, Paraty Patrimônio Mundial pela Cultura e biodiversidade”, bradou por fim.


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Folha do Litoral Costa Verde